PI0805852 USO DE LAMININA POLIMERIZADA EM MEIO ÁCIDO PARA TRATAR LESÕES TISSULARES TRAUMÁTICAS
Depósito: 05/09/2008
Destaque:
Inventor: Tatiana Lobo Coelho de Sampaio
Titular: UFRJ (BR/RJ)
A pesquisadora brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, descobriu a polilaminina, um medicamento capaz de reverter lesões medulares, fruto de 25 anos de pesquisa em silêncio. Agora, com resultados comprovados, decidiu divulgar em 2025 a eficácia do fármaco, afirmando que não pode mais ser conservadora. O laboratório Cristália já investiu R$ 28 milhões no desenvolvimento e busca autorização da Anvisa para ampliar testes clínicos em hospitais de São Paulo. Em pesquisas realizadas, oito voluntários com paraplegia ou tetraplegia apresentaram reversão parcial ou total dos quadros. A droga foi testada em animais e validada fora do laboratório, com resultados positivos. A prioridade é aplicá-la em pacientes com lesões recentes, de até três meses, para comprovar a segurança. Casos antigos, embora tenham mostrado avanços, ficarão para uma segunda etapa de testes. Tatiana defende que a ciência deve dialogar com a realidade e assumir riscos quando necessário. O processo regulatório pode levar até três anos para viabilizar o uso do medicamento no mercado. O pedido de patente concedido em 2025 solicitou prioridade interna de PI0704128.
A presente invenção descreve um novo uso da laminina, uma proteína natural, que foi polimerizada (unida em cadeias) em meio ácido para tratar lesões traumáticas, degenerativas ou inflamatórias em tecidos. A laminina processada dessa forma, chamada de pLN, mostrou-se extremamente eficaz na promoção da regeneração de tecidos como o nervoso (medula espinhal e cérebro), muscular (esquelético, liso e cardíaco) e pulmonar. O tratamento age principalmente através de dois mecanismos poderosos: um efeito regenerativo, que estimula o reparo e crescimento do tecido danificado, e um potente efeito anti-inflamatório, que reduz o inchaço e a resposta imune prejudicial no local da lesão e em todo o corpo. Isso cria um ambiente mais favorável para a cura.
A grande inovação é que a laminina pode ser polimerizada de forma simples e eficiente em laboratório, em condições ácidas e à temperatura ambiente, sem a necessidade de etapas complexas ou recipientes especiais. O resultado é um medicamento que, quando aplicado diretamente na área lesionada logo após o trauma (em até 30 dias), acelera significativamente a recuperação funcional e morfológica. Testes em animais com lesão na medula espinhal comprovaram uma melhora dramática na capacidade de locomoção e uma redução na formação de cicatrizes e cavidades no tecido nervoso. A invenção oferece uma nova esperança para o tratamento de condições até então consideradas irreversíveis.
Tatiana Sampaio é professora Associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro onde chefia o laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas. Fez a graduação (Ciências Biológicas, IB - 1986), o mestrado (Ciências Biológicas, IBCCF - 1990) e o doutorado (Ciências, IBCCF - 1992) pela UFRJ e 2 estágios de pós-doutorado, um em imunoquímica na Universidade de Illinois (EUA) e outro em inibidores de angiogênese na Universidade de Erlangen-Nuremberg (Alemanha). Tem formação original em Bioquímica e Química de Proteínas, particularmente com estudos estruturais de proteínas da matriz extracelular e fatores de crescimento. Atualmente estuda a biologia de proteínas da matriz extracelular capazes de modular o comportamento das células e a organização tecidual durante o desenvolvimento e a regeneração do sistema nervoso. Em particular desenvolve estudos sobre a regeneração de lesões da medula espinhal através da utilização de células tronco mesenquimais associadas ou não a polímeros de uma proteína da matriz extracelular, a laminina. É sócia e consultora científica da Cellen, empresa de produção de células tronco para uso veterinário.
Resumo: PI0805852 Uso da proteína laminina polimerizada em solução ácida pH entre 4,0 e 5,5 contendo 1 mM de íons cálcio, caracterizado por ser para preparar um medicamento para tratar lesões tissulares traumáticas, degenerativas ou inflamatórias que afetam a medula espinhal, cérebro ou pulmão em um animal mamífero humano ou não humano

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