sábado, 13 de setembro de 2025

#111 UFMG PI0903159 MATERIAIS CERÂMICOS PARA ABSORÇÃO E REGENERAÇÃO DE CO2

PI0903159 MATERIAIS CERÂMICOS PARA ABSORÇÃO E REGENERAÇÃO DE CO2

Depósito: 13/03/2009

Destaque: Projeto certificado pela empresa FIAT AUTOMOVEIS SA em 02/02/2015.

Inventor: JADSON CLÁUDIO BELCHIOR; GERALDO MAGELA DE LIMA; GEISON VOGA PEREIRA; ROGÉRIO DE OLIVEIRA; WELLERSON FONSECA RIBEIRO; FABRÍCIO VIEIRA DE ANDRADE

Titular:  UFMG (BR/MG), AMA Soluções Tecnológicas (BR/MG)

A presente patente descreve materiais cerâmicos absorventes para gases ácidos, em especial CO₂, e seus processos de preparação, absorção e regeneração. Os materiais são compostos por óxidos de metais alcalinos terrosos (como CaO), hidróxidos de metais alcalinos (como KOH), um agente aglomerante (gesso, bentonita ou caulim) e um agente expansor (pó de alumínio). O processo de preparação envolve a mistura dos componentes em meio aquoso, repouso, moldagem em formatos específicos (blocos ou pelotas) e aquecimento entre 100°C e 500°C. A absorção ocorre em temperaturas de 100°C a 600°C, com eficiência que aumenta com a temperatura. Após a saturação, o material pode ser regenerado por decomposição térmica (~800°C) ou tratamento químico com ácido, liberando CO₂ concentrado para uso industrial. O gás capturado pode ser comercializado como CO₂ comprimido ou transformado em carbonatos e carbamatos. O ciclo completo permite a reutilização do material absorvente, reduzindo emissões poluentes e gerando produtos de valor agregado.

Uma tecnologia brasileira de baixo custo, desenvolvida na UFMG, utiliza pequenas esferas cerâmicas brancas para capturar até 40% do CO₂ emitido por chaminés industriais. O segredo da eficiência está na composição das esferas, que contêm agentes expansores para criar porosidade, permitindo que o gás seja quimicamente absorvido em alta temperatura. Diferente de outras soluções caras, este processo não apenas captura o poluente, mas também o transforma em insumos valiosos para setores como panificação, plásticos, têxteis e químicos. Após a saturação, as esferas podem ser regeneradas e reutilizadas até dez vezes, enquanto o CO₂ capturado é recuperado para comercialização ou produção de carbonatos e carbamatos.


Jadson Cláudio Belchior possui graduação em Química (Bacharelado) pela Universidade Federal de Minas Gerais (1987), mestrado em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990) e doutorado - University of Sussex, Inglaterra, (1994). Professor Titular do Departamento de Química - ICEx, Universidade Federal de Minas Gerais. 



Resumo: PI0903159  A presente invenção descreve o processo de preparação de cerâmicas para absorção de gases ácidos, agravantes do efeito estufa, que são liberados em sistemas de combustão, ou que estão presentes em ambientes fechados. Em relação ao dióxido de carbono, alvo principal da presente invenção, é descrito um processo de absorção, transporte, processamento e transformação do gás em outros produtos. O processo utiliza materiais cerâmicos preparados através da mistura sólida de um ou mais óxidos metálicos, com um ou mais agentes aglomerantes e um agente expansivo, O produto gerado pode ser processado e o sistema absorvente regenerado. O dióxido de carbono obtido no processamento pode ser empregado como gás carbônico analítico ou comercial, carbamatos diversos e carbonato de amônio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário