PI0903159 MATERIAIS CERÂMICOS PARA ABSORÇÃO E REGENERAÇÃO DE CO2
Depósito: 13/03/2009
Destaque: Projeto certificado pela empresa FIAT AUTOMOVEIS SA em 02/02/2015.
Inventor: JADSON CLÁUDIO BELCHIOR; GERALDO MAGELA DE LIMA; GEISON VOGA PEREIRA; ROGÉRIO DE OLIVEIRA; WELLERSON FONSECA RIBEIRO; FABRÍCIO VIEIRA DE ANDRADE
Titular: UFMG (BR/MG), AMA Soluções Tecnológicas (BR/MG)
A presente patente descreve materiais cerâmicos absorventes para gases ácidos, em especial CO₂, e seus processos de preparação, absorção e regeneração. Os materiais são compostos por óxidos de metais alcalinos terrosos (como CaO), hidróxidos de metais alcalinos (como KOH), um agente aglomerante (gesso, bentonita ou caulim) e um agente expansor (pó de alumínio). O processo de preparação envolve a mistura dos componentes em meio aquoso, repouso, moldagem em formatos específicos (blocos ou pelotas) e aquecimento entre 100°C e 500°C. A absorção ocorre em temperaturas de 100°C a 600°C, com eficiência que aumenta com a temperatura. Após a saturação, o material pode ser regenerado por decomposição térmica (~800°C) ou tratamento químico com ácido, liberando CO₂ concentrado para uso industrial. O gás capturado pode ser comercializado como CO₂ comprimido ou transformado em carbonatos e carbamatos. O ciclo completo permite a reutilização do material absorvente, reduzindo emissões poluentes e gerando produtos de valor agregado.
Uma tecnologia brasileira de baixo custo, desenvolvida na UFMG, utiliza pequenas esferas cerâmicas brancas para capturar até 40% do CO₂ emitido por chaminés industriais. O segredo da eficiência está na composição das esferas, que contêm agentes expansores para criar porosidade, permitindo que o gás seja quimicamente absorvido em alta temperatura. Diferente de outras soluções caras, este processo não apenas captura o poluente, mas também o transforma em insumos valiosos para setores como panificação, plásticos, têxteis e químicos. Após a saturação, as esferas podem ser regeneradas e reutilizadas até dez vezes, enquanto o CO₂ capturado é recuperado para comercialização ou produção de carbonatos e carbamatos.
Jadson Cláudio Belchior possui graduação em Química (Bacharelado) pela Universidade Federal de Minas Gerais (1987), mestrado em Química pela Universidade Federal de Minas Gerais (1990) e doutorado - University of Sussex, Inglaterra, (1994). Professor Titular do Departamento de Química - ICEx, Universidade Federal de Minas Gerais.

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