45956 FOGUETES PARA A PRODUÇÃO DE CHUVAS ATMOSFÉRICAS
Depósito: 08/11/1949
Destaque: indicação ao Prêmio Nobel e homenagem em Araraquara
Inventor: Frederico de Marco
Titular: Frederico de Marco (BR/SP)
Frederico di Carlo de Marco foi um médico, pesquisador e inventor que viveu em Araraquara (SP) e chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel de Física. Promoveu diversos experimentos e inventos em áreas distintas, como transmissão de energia sem fio, novas técnicas cirúrgicas e o conceito do telégrafo sem fio. Mas ficou conhecido por fazer chover. Embora tenha realizado os primeiros experimentos em 1914, foi em 1940 que promoveu a primeira chuva induzida no Brasil, pulverizando nuvens com iodeto de prata. A técnica criada foi patenteada nos Estados Unidos no final da década de 1940 e ele nunca se beneficiaria de seu invento. Dizia que suas invenções eram para uso universal.
Frederico di Carlo de Marco nasceu em 25 de abril de 1885 e faleceu em São Caetano do Sul em 23 de junho de 1960. Médico, professor e cientista, ficou conhecido mundialmente como o pioneiro das chuvas artificiais, ao realizar a primeira experiência em 1940. Fluente em várias línguas, manteve contato com grandes cientistas, entre eles Auguste Piccard, e foi retratado por Alfredo Andersen em Curitiba. Atuou como neurocirurgião, introduziu inovações cirúrgicas no Brasil e lecionou na Universidade Federal do Paraná entre o final dos anos 1920 e início de 1930. Morou na Itália, Argentina e Suíça, mas desenvolveu a maior parte de suas pesquisas em Araraquara. Em 1960, foi indicado ao Prêmio Nobel de Física, mas faleceu seis meses antes da premiação. Em reconhecimento, a Câmara Municipal de Araraquara aprovou em 1952 a instalação de um marco de granito com placa de bronze no campo de aviação local. O monumento registra a prioridade de suas experiências de 1940, realizadas com Edmundo Lupo, Leopoldo Grazziato e Benedito Brasileiro de Souza: "Perpetua, este marco, como testemunho do povo araraquarense as primeiras experiências de chuva artificial realizadas em 1940 pelo professor doutor Frederico de Marco que com avião pilotado por Edmundo Lupo, juntamente com Leopoldo Graziatto e Benedito Brasileiro de Souza entraram nas nuvens provocando chuva. A fim de firmar a prioridade à posteridade o município de Araraquara colocou no lugar do acontecimento este símbolo histórico". Seu legado une a medicina e a ciência aplicada, tornando-o uma figura de destaque internacional.
Frederico di Carlo de Marco, médico, pesquisador e inventor nascido na Itália e radicado em Araraquara (SP), ficou conhecido como o “cientista que fazia chover”. Formado em Medicina e Ciências Aplicadas pela Universidade de Roma, fez residência em Buenos Aires em 1917, onde realizou seus primeiros experimentos com ar líquido. Em 1928, apresentou teses no Paraná e em 1930 assumiu interinamente cadeira na Faculdade de Medicina de Curitiba. Por volta de 1935 fixou-se em Araraquara, destacando-se como neurocirurgião brilhante, chegando a diretor clínico da Beneficência Portuguesa. Paralelamente desenvolvia pesquisas independentes em física e meteorologia. Em 1940, sobre a Fazenda Salto Grande, promoveu a primeira experiência de chuva artificial no Brasil, lançando sais preparados por ele próprio sobre nuvens. A Câmara Municipal de Araraquara reconheceu suas pesquisas em 1951, concedendo verba de Cr$ 20.000,00. Em 1954, contratou a empresa Mercúrio Marcas e Patentes para registrar seu invento de foguetes que liberavam iodeto de prata nas nuvens, solução patenteada e ainda utilizada em universidades como a UFSCar.
O meteorologista italiano Luiz Santomauro reconheceu a prioridade de Frederico de Marco nas experiências de chuva artificial. Desde 1914 Frederico de Marco cogitava a ideia e, em 1917, em Buenos Aires, fez ensaios com ar líquido. Em 1940 retomou os experimentos, lançando substâncias sobre nuvens com aviões teco-teco, antecedendo práticas adotadas pelos norte-americanos em 1946. Sem acesso ao gelo seco, utilizou ar líquido, iodeto de prata e nitrato de sódio. Enfrentou riscos com pilotos, como em 1947, quando quase houve acidente em tempestade, e em 1948, quando uma aplicação incorreta provocou forte chuva de granizo em São Paulo. Percebeu que aviões eram caros e perigosos, além da falta de apoio governamental e de aeroclubes. Para superar essas barreiras, projetou um foguete simples e barato, movido a hidrogênio, que injetava iodeto de prata a altas temperaturas. O vapor liberava partículas microscópicas que chegavam às nuvens e funcionavam como núcleos de condensação. Assim, formavam-se cristais de gelo que derretiam e caíam em forma de chuva.
Apesar de considerado excêntrico, pela aparência sisuda e métodos pouco compreendidos, De Marco era neurocirurgião emérito, clínico geral, professor, escritor e poliglota. Chegou a ser convidado, em 1957, para dirigir o Departamento Clínico do Hospital Nossa Senhora de Fátima em São Caetano do Sul. Indicado ao Prêmio Nobel de Física em 1960, morreu em 24 de junho do mesmo ano, cinco meses antes da disputa, aos 75 anos, em São Paulo. Suas invenções, como a solução de iodeto de prata para semear nuvens e o uso de foguetes para estimular chuvas, foram concebidas como patrimônio universal, sem visar benefício próprio. Frederico de Marco deixou um legado pioneiro à ciência brasileira, antecipando práticas de geoengenharia atmosférica reconhecidas mundialmente décadas depois.
Resumo: A patente n.45956 foi concedida a Frederico de Marco para "Foguetes para a produção de chuvas atmosféricas" tendo como procurador a Mercúrio de Marcas e Patentes Ltda. depositado sob número 51810 de 8 de novembro de 1949 e concedida em 4 de setembro de 1954
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