PI0600814 COMPOSIÇÃO PARA PROTEÇÃO DE SUPERFÍCIES DE AÇO CONTRA CORROSÃO
Depósito: 10/03/2006
Destaque: usada na restauração do Cristo Redentor em 1991.
Inventor: Saint-Clair Dantas Oliveira Santos, Luiz Roberto Martins de Miranda, Bluma Guenther Soares, Paulo Roberto Araújo Martins
Titular: IPQM - Instituto de Pesquisas da Marinha (BR/RJ) , Coppe/Ufrj - Coordenação dos Programas de Pós Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BR/RJ)
Roberto Miranda, professor do Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da COPPE é o inventor de uma técnica para combater a ferrugem que de tão simples parece brincadeira: as "Ferrugens Protetoras". Trata-se de uma tinta que tem como componente a própria ferrugem, utilizando um princípio que lembra muito o da homeopatia ou da imunização, e que foi usada na restauração do Cristo Redentor em 1991. "A idéia básica é coisa de criança", disse o professor, "mas os cálculos que justificam a técnica são muito complexos." Quando um metal enferruja, cria-se uma corrente elétrica que faz com que a ferrugem se alastre. Ao fazer um pigmento à base deste produto, pode se reduzir a diferença de potencial a zero, eliminando o fluxo de elétrons e impedindo que haja mais corrosão. Uma maneira de neutralizar a corrosão é neutralizar a corrente. A ferrugem na tinta neutraliza a corrente de tal forma que a corrosão pára de se alastrar. Segundo o Prof. Miranda, uma vantagem é que não é necessário remover a ferrugem antes de aplicar a tinta, basta retocar a área corroída- o que faz com que o método seja bastante econômico
Uma tese desenvolvida pela pesquisadora do Programa de Engenharia Metalúrgica da COPPE, Dalva Cristina Baptista do Lago, poderá servir como orientação às autoridades na conservação e limpeza das estátuas de bronze das vias públicas do Rio de Janeiro. A pesquisadora recolheu amostras de produtos da corrosão em monumentos de diversos bairros e está realizando análises químicas, ao mesmo tempo em que determina o microclima em que a estátua está colocada e que originou a corrosão. De posse destes dados, a pesquisadora poderá determinar os diferentes produtos de corrosão e indicar o que acontecerá com a estátua se ela for removida para outro bairro, além da melhor forma de proceder sua limpeza e conservação. Um grande avanço em relação a hoje em dia, em que estes fatores não são levados em consideração. Em alguns casos, alerta a pesquisadora, a utilização indevida de produtos de limpeza também pode danificar a estátua.
O próximo passo da pesquisa será espalhar 16 placas de cobre pela cidade para analisar os processos de corrosão nas diferentes áreas. A primeira já foi colocada no alto do Pão de Açúcar. “Aqui, poderemos verificar o processo de corrosão de origem marinha, num local em que não há efeitos de trânsito nem outros fatores poluentes”, explica Dalva. A pesquisadora aponta que há mais de dez formas diferentes de corrosão em bronze. A mais freqüente, devido ao clima do Rio, é a marinha. Também foi detectada corrosão urbana, por causa do tráfego. A corrosão, denominada pátina, se origina pela diferença de potencial entre os metais, o que gera cargas elétricas (fluxos de elétrons) no bronze. Outra vantagem em se determinar a composição da pátina é que será possível desenvolver uma tinta à base do produto da corrosão. Ao fazer um pigmento à base deste produto, pode se reduzir a diferença de potencial a zero, eliminando o fluxo de elétrons e impedindo que haja mais corrosão. Essa tecnologia, denominada ferrugem protetora, é uma patente desenvolvida pelo Prof. da COPPE, Luiz Roberto Martins de Miranda, usada na restauração das vigas de aço do Cristo Redentor e em estruturas de viadutos e construções.
Resumo: PI0600814 A invenção trata de uma composição destinada a proteger aços contra corrosão pela utilização da própria ferrugem do aço como elemento passivador, a ferrugem sendo retirada do aço e/ou sendo preparada sinteticamente e aglutinada com uma resina, podendo esta última conter ou não como material promotor de condutividade elétrica um polímero intrinsecamente condutor (ICP), neste caso a Polianilina em sua forma condutora (sal de esmeraldina) ou não condutora (base de esmeraldina), além de carga (s) e de um óleo dispersante.
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