PP1100551 rSm 14, UM ANTÍGENO PROTETOR, COMPOSIÇÃO IMUNOGÊNICA CAPAZ DE CONFERIR AO MENOS PROTEÇÃO PARCIAL CONTRA INFECÇÃO CAUSADA POR HELMINTOS PATOGÊNICOS, E, MÉTODO DE DESENVOLVIMENTO DE VACINA ANTI-HELMÍNTICA PARA HUMANOS ATRAVÉS DE UMA ALTERNATIVA VETERINÁRIA
Depósito: 13/05/1997
Destaque: Prêmio Governador do Estado - Departamento de Ciência e Tecnologia, 1996
Inventor: Miriam Tendler / Naftale Katz / Andrew John Simpson
Titular: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) (BR/RJ)
A primeira vacina contra a esquistossomose foi aprovada em 2012 nos testes clínicos de fase 1, confirmando segurança e capacidade de induzir imunidade. Baseada no antígeno Sm14, desenvolvido e patenteado pela Fiocruz, é a primeira vacina mundial contra helmintos e já demonstrou eficácia também contra a fasciolose em animais. O anúncio ocorreu na Fiocruz, com autoridades da instituição e da empresa parceira Ourofino Agronegócios. A inovação marca um feito científico nacional, sendo a primeira vez que testes clínicos de fase 1 são realizados no Brasil com tecnologia própria. O projeto, liderado há mais de 30 anos por Miriam Tendler, reúne apoio de instituições e financiamento público e privado. A diretora do IOC, Tania Araújo-Jorge, destacou o impacto científico e social, enquanto o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, ressaltou o fortalecimento da pesquisa nacional. A proteína Sm14, isolada nos anos 1990, foi considerada pela OMS um dos seis antígenos mais promissores, sendo um dos dois que avançaram até a etapa de produto. Produzida como proteína recombinante, passou por validações industriais e gerou o lote semente aprovado pela Anvisa. O teste clínico em humanos, iniciado em 2011, comprovou imunogenicidade e segurança. O desenvolvimento contou com financiamento de CNPq, FINEP, PDTIS/Fiocruz e parceria público-privada, inicialmente com a empresa Alvos e depois com a Ourofino, responsável pela parte industrial. O projeto reafirma o potencial científico e tecnológico brasileiro. A meta futura é transformar a vacina em um imunizante humanitário, acessível às populações pobres de áreas endêmicas, promovendo impacto global na saúde pública. O projeto está na Fase II de estudos clínicos em região hiperendêmica no Senegal, na África, local atingido simultaneamente por duas espécies do parasito Schistosoma, causador da doença. A vacina é um dos projetos de pesquisa e desenvolvimento em saúde priorizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), visando garantir o acesso da população dos países pobres a ferramentas de medicina coletiva com tecnologia de última geração.
A vacina anti-helmintico bivalente, cuja patente pertence à Fiocruz, é a primeira tentativa no mundo em se combater com eficácia o parasita Schistosoma mansoni, agente causador da enfermidade. Esta é uma doença tropical e que tem se alastrado de maneira marcante, de acordo com a professora Miriam. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, em 1996, cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo apresentavam a doença e que o número de mortes chegou a 20 mil. Desde 1972 a pesquisadora Miriam Tendler trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra esquistossomose, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, doença que afeta 10 milhões de brasileiros e 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo estimativas da própria pesquisadora, o projeto de vacina de esquistossomose consumiu durante todos esses anos em torno de 4 milhões de dólares
A proteína SM 14, descoberta por Miriam, é a base da primeira vacina contra helmintos, os vermes causadores da esquistossomose e da fasciolose hepática, e foi um dos três antígenos (substâncias que estimulam a produção de anticorpos) selecionados pela Organização Mundial de Saúde para fazer parte dos testes de produção, estágio em que se desenvolve a vacina para possível comercialização. Esta é a primeira vez que o Brasil chega na seleção final de antígenos, o topo da competição biotecnológica. A OMS selecionou seis antígenos prioritários (os que têm mais possibilidades de resultar em uma vacina efetiva): quatro desenvolvidos nos Estados Unidos, um na França e o brasileiro. Desses, apenas três até agora obtiveram aprovação da organização para passar para a fase experimental, preparatória para a etapa de testes em humanos. "A doutora Miriam participa dos esforços internacionais pela busca da vacina contra esquistossomose e dedicou seu tempo, com sucesso, para que a SM 14 atingisse o status de vacina candidata", afirma o suíço Robert Bergquist, coordenador de pesquisa estratégica do Programa Especial da OMS para Pesquisas e Treinamento em Doenças Tropicais. "O projeto conseguiu o apoio da OMS porque o trabalho da Miriam é minucioso, apresenta preocupações com detalhes que nem pesquisadores de países desenvolvidos levaram em conta", diz Jussara Parra, pesquisadora do Instituto Ludwig, de São Paulo, e coordenadora mundial do Projeto Genoma de Schistossoma mansoni, um dos três vermes que causam a esquistossomose.
Miriam Tendler formou-se em Medicina em 1972 pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. No final de 1978, já na Fundação Oswaldo Cruz, onde trabalha há 27 anos e pela qual se aposentou, publicou sua primeira pesquisa sobre a viabilidade de uma vacina contra esquistossomose. Em dezembro de 1993, Miriam chegou à molécula da proteína SM 14, um antígeno clonado do Schistossoma mansoni. Recombinado por meio da engenharia genética, a SM 14 estimula a produção de anticorpos que protegem o organismo contra o verme. A descoberta de que o mesmo antígeno funcionaria também contra o causador da fasciolose aconteceu quando a pesquisadora percebeu que nos dois helmintos a molécula adotava a mesma estrutura tridimensional. A SM 14 está patenteada e protegida em dez países. "O progresso independente alcançado por Miriam com a SM 14 provocou um ímpeto de interesse industrial e ainda mais progresso (na corrida para o desenvolvimento de uma vacina)",
Uma das vantagens das vacinas produzidas com a técnica de DNA recombinante, usada no produto elaborado pela Fiocruz, consiste na inoculação no organismo de apenas uma molécula. As vacinas anteriores continham centenas de moléculas que nem sempre eram conhecidas pelos cientistas. "Se as vacinas comuns conseguem trazer resultados positivos, esse novo tipo, superior em termos de controle e qualidade, pode surpreender ainda mais", garante Míriam Tendler, cientista que coordena pesquisa.
O processo permite a produção em larga escala. Testada em camundongos e coelhos, a vacina obteve entre 75 e 90% de eficácia. A Fiocruz se juntou numa parceria com o Instituto Butantã, que possui o certificado GMP (Good Manufactoring Practices), exigência da OMS, para que sejam feitos testes em seres humanos, dando assim prosseguimento ao desenvolvimento do projeto. Vencida essa etapa, a OMS aprovou a fase seguinte - a dos testes clínicos -, que vai contar com o apoio do Instituto Butantan, em São Paulo. "Primeiramente, a vacina deve ser testada no país onde foi desenvolvida, para depois a eficácia ser avaliada em outras áreas endêmicas", explica Tendler. A vacina já teve a patente reconhecida em vários países, inclusive Estados Unidos, e também oferece proteção contra a fasciolose hepática, doença que ataca o gado. "Uma vacina seria o único meio de conseguir uma boa proteção a longo prazo contra o desenvolvimento da doença", afirma Robert Bergquist. "Até hoje só se consegue controlar a doença com profilaxia, que nem sempre é possível. Então a vacina é uma solução importantíssima", explica o médico Isaías Raw, diretor da Fundação Butantan. "Poderemos ter a primeira vacina contra parasitas do mundo", diz Miriam, que espera ganhar a corrida tecnológica contra um grupo francês e dois americanos. Como pregam os novos tempos, um subproduto de sua pesquisa - uma vacina contra a faciolose, doença que atinge o gado - já foi negociado com um laboratório estrangeiro. A patente está em nome da Fiocruz, mas 33% dos royalties irão reverter para Miriam e sua equipe e outros 33% para sua unidade.
A patente PI 1100551 depositada em novembro de 1997, refere-se a antígeno para conferir imunidade protetora contra infecções helmínticas, composição imunogênica contendo o antígeno, método para induzir ao menos proteção parcial contrs infecção causada por helmintos patogênicos e método de desenvolvimento de vacina anti-helmíntica para humanos através de uma alternativa veterinária. A presente invenção refere-se a proteína recombinante tendo atividade protetora contra infecções causadas por hemintos patogênicos em humanos e animais, dita sendo caracterizada por conter uma cadeia polipeptídica que consiste no todo ou em parte da sequência de aminoácidos da SEQ ID N: 1 sendo a antigenicidade protetora determinada pela formação de epitopos descontínuos que se localizam principalmente na porção C-terminal da Sm14, bem como composições imunogênicas compreendendo, como princípio ativo uma quantidade eficaz do antígeno Sm14 isolado ou do rSm14 que contém no todo ou em parte a sequência de aminoácidos da SEQ ID N: 1. São também descritos o método para induzir ao menos proteção parcial contra infecção causada por helmintos patogênicos utilizando as composições imunogênicas baseadas nos antígenos Sm14 ou rSm14 e o método de desenvolvimento de vacina anti-helmíntica para humanos através de uma alternativa veterinária baseado na existência de reatividade cruzada do antígeno Sm14 ou rSm14.
Miriam conta as dificuldades que enfrentou no início de sua pesquisa: "Quando comecei, em 1978, havia muita descrença. Praticamente ninguém pensava em vacina porque naquela época havia um boom de desenvolvimento de drogas. Eu nem podia dar o nome de pesquisa de vacina porque havia muito preconceito. Chamava de estudo de antígenos. Quem denominou a pesquisa de vacina foi a Organização Mundial de Saúde (OMS), que deu todo o crédito ao projeto" . Nestes anos de pesquisa a pesquisadora teve inclusive de enfrentar problemas de violação de propriedade industrial. Pesquisadores dos EUA que vieram fazer um treinamento no laboratório dela, tiveram acesso a várias informações, depois retornaram para o país deles e depositaram um pedido de patente acerca requerendo proteção exatamente para o resultado dos estudos que ela estava desenvolvendo com extrato salino de S. mansoni. Não lhes foi exigida a assinatura de qualquer termo de confidencialidade ou algo similar.
A sorte é que como lá vale a regra do primeiro a inventar foi possível entrar com um processo de interferência, que foi bem sucedido a favor da Miriam. O processo foi complicado e não foi barato, porém foi possível provar através de anotações nos chamados cadernos de laboratório, que todo pesquisador deve ter em seu laboratório de forma bastante organizada com datas, resultados dos experimentos e etc e, através de outras informações, como o seu reconhecimento no campo das pesquisas envolvendo S. mansoni, bem como pelo escopo do projeto desenvolvido pelos supostos inventores no laboratório dela, sob sua supervisão. Miriam Tendler comenta: "Há 12 anos os dados foram roubados por um grupo de brasileiros e americanos, que pediram a patente. Tentei convencer a Fiocruz a brigar na Justiça, mas acabei enfrentando sozinha o caso na Justiça americana. Paguei do meu bolso o advogado e anulamos a patente deles".

A patente PI 9305075 refere-se a ANTÍGENO PARA CONFERIR IMUNIDADE PROTETORA CONTRA INFECÇÕES HELMÍNTICAS EM HUMANOS E ANIMAIS, E PROCESSO DE VACINAÇÃO PARA APLICAÇÃO NA IMUNOPROFILAXIA DE DOENÇAS HELMINTOLÓGICAS DE INTERESSE VETERINÁRIO E MÉDICO e refere-se a refere de forma geral a material antígeno derivado de helmintos capaz de induzir efetiva e duradoura proteção contra parasitas, em particular a antígenos que servem para intermediar imunidade protetora contra helmintos. O pedido teve desistência homologada em 1997 pela Fiocruz. A desistência foi para dar entrada no pipeline, já que a matéria deste pedido estava dentro do art. 230. O pipeline é o PI 1100551-3 de 13/05/97. Em 1998 o pedido equivalente americano US 5730984 tem a patente concedida. Segue depoimento de Naftale Katz, pesquisador titular da Fiocruz, diretor do Centro de Pesquisas René Rachou - Fiocruz e perito da Organização Mundial de Saúde:
"Recordo-me quando há quase 20 anos, em visita ao laboratório da dra. Míriam Tendler no Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, a mesma ofereceu-me um coelho que, segundo ela, estava “quente”, isto é, estava produzindo uma grande quantidade de anticorpos, pois havia sido inoculado com antígenos de vermes adultos de S.mansoni. Como o animal iria ser sacrificado, pois já havia sido sangrado várias vezes para obtenção de anti-soro que ela estava utlizando para conhecer os antígenos existentes nos vermes, sugeri que fosse inoculado com cercárias, a fim de verificar se estava “vacinado”. Qual não foi nossa agradável surpresa quando, 60 dias após a infecção experimental, nenhum verme foi recuperado. Este foi o início de uma longa jornada, de muitos trabalhos publicados, de duas teses que a dra. Tendler defendeu sob minha orientação, de centenas de experiências, de marchas e contra-marchas, até chegarmos ao pedido de patente feito em 1995 de um antígeno recombinante, denominado Sm 14: Sm de Schistosoma mansoni e 14 representando o peso molecular aproximado em quilodaltons.
Os primeiros trabalhos (início da década de 80) foram feitos com os antígenos denominados SE que eram obtidos colocando os vermes adultos em uma solução salina tamponada por dez dias. Após centrifugação, o SE foi administrado, em três doses, associado ao antígeno completo de Freund (ACF) e induziu uma proteção acima de 90% em coelhos e em torno de 50% em camundongos albinos suíços. O fracionamento do SE em cromotografia em coluna de Sephadex G-100 permitiu o isolamento de uma fração F1, que associado ao ACF também apresentou alto percentual de proteção em coelhos, semelhante ao obtido com SE. Através da técnica de “western blot”, soros de coelhos imunizados com F1 reconheceram várias frações antigênicas de pesos moleculares entre 60 e 116kda (Tendler e cols., 1982). Alguns anos mais tarde, Míriam Tendler vai aos Estados Unidos da América fazer um curso de imunologia, organizado pelo dr. Alan Sher, importante pesquisador no campo da esquistossomose, que também descreveu um antígeno protetor, a paramiosina (Sm 97). Neste curso, havia como exercício em uma das aulas práticas fazer clonagem de antígenos. Junto com a dra. Mo Klinkert, Míriam fez várias clonagens, sendo que uma foi posteriormente seqüenciada e descrita como Sm 14 (Moser et al., 1991). Trata-se de uma proteína da família FABP (“fatty acid-binding protein”) que parece ser comum em invertebrados.
Com a chegada do dr. Andrew Simpson, vindo da Inglaterra para trabalhar no Centro de Pesquisas René Rachou - Fiocruz, tornou-se possível a expressão do Sm 14. As muitas experiências feitas com diferentes linhagens de camundongos mostraram que a rSM 14 (Sm 14 recombinante) apresentava taxa de proteção à infecção desafiante em torno de 50-60% (figura 3). Em 1992, Hillyer e colaboradores, pesquisadores radicados em Porto Rico, demostraram que uma fração antigênica de baixo peso molecular (Fh 15) isolada da Fasciola hepatica apresentava proteção contra as infecções por S.mansoni ou F.hepatica (Rodrigues e cols., 1992) A fasciolose é uma das mais importantes doenças parasitárias de ruminantes domésticos, causando perdas econômicas severas em dezenas de países em todo o mundo, devido à mortalidade e redução na produção de carne e de leite. O homem apenas ocasionalmente é infectado. Dado o grau de homologia entre a Sm 14 e a Fh 15 (± 44%), a sugestão lógica foi ensaiar a imunização com o rSm 14 na infecção experimental de F.hepatica em camundongos. Os resultados repetidamente mostraram proteção total.
De fato, em nenhum dos camundongos imunizados com rSm 14 as metacercárias de F.hepatica desenvolveram-se até vermes adultos, e não houve alteração no fígado dos animais vacinados, ao contrário do encontrado no grupo de camundongos-controle (não-imunizados), cuja infecção produziu intenso desarranjo na estrutura hepática. Em 1994, foram iniciados processos visando a patentear este antígeno promissor. Com o apoio do dr. Carlos Morel, então presidente da Fiocruz, e sob a coordenação técnica de Maria Celeste Emerick, da Gestão Tecnológica da Fiocruz, foram encaminhados ao INPI no Brasil e a mais dez países os pedidos de patente. As patentes já foram concedidas na Nova Zelândia, Espanha e Itália. Como “efeito colateral”, e após mais de dez anos de discussão, conseguimos também um Ato da Presidência da Fiocruz que prevê para os inventores de produtos patenteados participação nos lucros auferidos pela instituição. Este deverá ser um grande incentivo para que os pesquisadores despertem para a importância de terem patenteadas suas descobertas."
Resumo: PP1100551 Antígeno para conferir imunidade protetora contra infecções helmínticas, composição imunogênica contendo o antígeno, método para induzir ao menos proteção parcial contrs infecção causada por helmintos patogênicos e método de desenvolvimento de vacina anti-helmíntica para humanos através de uma alternativa veterinária. A presente invenção refere-se a proteína recombinante tendo atividade protetora contra infecções causadas por hemintos patogênicos em humanos e animais, dita sendo caracterizada por conter uma cadeia polipeptídica que consiste no todo ou em parte da sequência de aminoácidos da SEQ ID N: 1 sendo a antigenicidade protetora determinada pela formação de epitopos descontínuos que se localizam principalmente na porção C-terminal da Sm14, bem como composições imunogênicas compreendendo, como princípio ativo uma quantidade eficaz do antígeno Sm14 isolado ou do rSm14 que contém no todo ou em parte a sequência de aminoácidos da SEQ ID N: 1. São também descritos o método para induzir ao menos proteção parcial contra infecção causada por helmintos patogênicos utilizando as composições imunogênicas baseadas nos antígenos Sm14 ou rSm14 e o método de desenvolvimento de vacina anti-helmíntica para humanos através de uma alternativa veterinária baseado na existência de reatividade cruzada do antígeno Sm14 ou rSm14.
Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Miriam_Tendler
https://www.ioc.fiocruz.br/noticias/vacina-brasileira-para-esquistossomose-inedita-no-mundo-e-aprovada-na-fase-1-de-testes
https://fiocruz.br/noticia/2017/05/pesquisadora-recebe-homenagem-por-estudos-em-prol-de-vacina-brasileira-para
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