quinta-feira, 18 de setembro de 2025

#130 NANO ENDOLUMINAL PI0401292 PRÓTESE PARA TRATAMENTO DE DOENÇAS ANEURISMÁTICAS

PI0401292 PRÓTESE PARA TRATAMENTO DE DOENÇAS ANEURISMÁTICAS

Depósito: 19/02/2004

Destaque: prêmio FINEP/2000 de Inovação Tecnológica

Inventor: Ricardo Machado Peres / Pierre Galvagni da Silveira / NIKOLAUS GEISTHÖVEL / LUCIANO JOSÉ TEIXEIRA MOREIRA

Titular:  NANO ENDOLUMINAL LTDA (BR/SC)




A correção endoluminal de aneurismas e dissecções da aorta é uma conquista recente da medicina, desenvolvida desde os anos 90. Este método minimamente invasivo oferece vantagens como evitar anestesia geral, reduzir perda de sangue, diminuir o desconforto pós-operatório e encurtar o tempo de internação. O "Sistema Endovascular Apolo" é um dispositivo brasileiro de tecnologia avançada desenvolvido pela Nano Endoluminal. Ele é introduzido por uma pequena incisão na virilha via artéria femoral para tratar a doença aneurismática.

Fruto de três anos de pesquisa em parceria com instituições nacionais e internacionais, sua tecnologia é de ponta e com custos adaptados. O Apolo se caracteriza pela simplicidade de manuseio e facilidade de inserção. Seu sistema de disparo com tração axial e a endoprótese de níquel-titânio auto-expansível dispensam procedimentos extras como balonamento. Oferece segurança e precisão no posicionamento, evitando deslocamento ou encurtamento da prótese devido à pressão arterial. Seu perfil reduzido proporciona flexibilidade para navegar em artérias tortuosas, tornando o procedimento menos agressivo. Sua modulariedade e stent proximal descoberto permitem uma ampla gama de soluções para aneurismas e traumas da aorta.

É o primeiro sistema endoluminal brasileiro para aneurismas abdominais, credenciado pelo Ministério da Saúde. No Brasil, diagnosticam-se cerca de 30 mil novos casos de aneurisma por ano, com projeção de crescimento de 15%. As vantagens do implante incluem evitar uma laparotomia e anestesia geral. O procedimento reduz significativamente o desconforto e o tempo de internação: o íleo paralítico é breve, a alimentação é rápida, a deambulação é precoce e o tempo na UTI é de apenas algumas horas, reduzindo os custos totais.

A Nano Endoluminal é uma empresa de sucesso fundada em 1996 em Florianópolis, instalada no Celta. Seu corpo técnico é formado por mestres e doutores com vasta experiência. Recebeu certificação da Endeavor e o prêmio Finep de Inovação Tecnológica em 2000, além de investimento do Fundo SCTec. Seus fundadores, Guido Dellagnelo, Pierre Galvagni Silveira e Ricardo Peres, já atuavam no mercado médico-odontológico de alta precisão. Estudaram no exterior e tornaram-se pioneiros no desenvolvimento de biotecnologia no Brasil, enfrentando desafios como competição multinacional e um ambiente de negócios desfavorável.

A empresa coopera com a UFSC para agregar alto teor científico e tecnológico aos seus produtos. Estes são projetados em conjunto por engenheiros e médicos, testados mecânica e biologicamente, e submetidos à análise clínica. O Sistema Apolo utiliza catéteres e componentes de precisão patenteados, usados para substituir artérias lesionadas e prevenir o rompimento de aneurismas, que pode ser fatal. A endoprótese é auto-expansível, dispensando a expansão da artéria por outros meios. A história começou em 1995 com estudantes de mestrado da UFSC na incubadora Celta. Em 1996, focaram em dispositivos médicos de precisão. Ao buscar um foco específico e parcerias com médicos, especializaram-se em próteses para aneurisma de aorta. Em 1996, fabricaram a primeira prótese da América Latina para esse fim. Hoje, a Nano é uma das apenas 12 empresas no mundo que fabricam esse tipo de prótese, com faturamento anual de R$ 4 milhões.




Resumo: PI0401292  É um processo construtivo de prótese para tratamento de doenças aneurismáticas e a própria prótese com estrutura da trama feita em fio único, e o fio dobrado em zig-zag, forma o anel e o fechamento de cada anel se dá com o mesmo fio usado na confecção do anel, os anéis da malha são interligados entre si através da trama de um anel no outro, sem a utilização de fio auxiliar de amarração e o mesmo segmento (9) do fio que fecha um anel (1), se prolonga para iniciar a configuração do anel (2) adjacente; o mesmo segmento (10) do fio que fecha o anel (2) adjacente se prolonga (10) para iniciar a configuração do anel (3) adjacente ao anel (2) anterior; assim sucessivamente o prolongamento (11) do fio que fecha o anel (3) inicia a configuração do anel (4) subseqüente.

Referências:

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