PI9901512 PROCESSO DE EXTRAÇÃO POR PLASMA DE LIGANTES EM PEÇAS OBTIDAS POR MOLDAGEM DE PÓS POR INJEÇÃO
Depósito: 27/05/1999
Destaque: Prêmio Finep de Inovação Tecnológica 1999,
Inventor: Aloísio Nelmo Klein / Joel Louis R. Muzart / Antonio Rogerio de Souza / Marcio Celso Fredel / Paulo Antonio Pereira Wendhausen / Rubens Maribondo do Nascimento
A origem do grupo Lupatech SA remonta à criação da Microinox, que usava microfusão para produzir componentes fundidos para válvulas. Quatro anos depois surgiu a Valmicro, fabricando válvulas com peças da Microinox, ganhando competitividade. Em 1993 ambas se fundiram na Lupatech S/A, que passou a investir em produtos de maior valor agregado. Nesse mesmo ano criou a Steelinject, subsidiária voltada à injeção de aço com tecnologia norte-americana para peças complexas e de alta precisão. O processo era semelhante ao da injeção de plástico, misturando pó metálico ou cerâmico com ligantes para formar peças em molde. A etapa de extração de polímeros era feita por processos químicos e térmicos demorados. A Lupatech inovou ao desenvolver e patentear um reator de plasma para substituir a extração termoquímica. O passo seguinte foi evoluir para a sinterização, que eliminava a porosidade e garantia densidade e resistência adequadas para uso em motores, câmbios e armas. Essa inovação reduziu o tempo de processamento de 70–80 horas para 12 horas, com menor consumo de energia e gás, diminuindo custos em cerca de 30%. O desenvolvimento contou com parceria do Laboratório de Materiais da UFSC e resultou em três patentes registradas no Brasil, Alemanha e Estados Unidos. As colaborações com a academia continuaram e a empresa decidiu criar o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Lupatech, que atenderia de forma compartilhada todas as subsidiárias, fortalecendo a capacidade inovadora do grupo.
A empresa caxiense Lupatech foi uma das vencedoras do 2º Prêmio Finep pelo desenvolvimento de um sistema inovador que substitui o processo convencional de extração térmica de ligantes e pré-sintetização de peças injetadas em aço. O novo método utiliza um processo de extração e pré-sintetização ativado por plasma, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especializada na moldagem de peças por injeção de metais em pó (Metal Injection Molding – MIM), a empresa conseguiu reduzir seus custos em 25% e multiplicar por sete a sua capacidade de modelagem de peças. Este sistema é único no mundo e, devido à sua economicidade e inovação, tem potencial para substituir integralmente o processo tradicional.
A introdução da tecnologia de indução por plasma permitiu um consumo drasticamente menor de energia e gás: apenas 120 kWh de energia elétrica e 10 metros cúbicos de gás, contra 560 kWh e 112 metros cúbicos exigidos pelo processo convencional. Além disso, o tempo do ciclo produtivo foi reduzido em quase sete vezes. O processo começa com a mistura de pós finos metálicos ou cerâmicos com ligantes orgânicos e resinas termoplásticas até se obter uma composição homogênea, sendo o pó o componente majoritário. Essa mistura é depois granulada para permitir a alimentação em máquinas injetoras similares às usadas para plásticos.
Após a injeção em moldes sob condições análogas às da injetagem de plásticos, as peças verdes são submetidas à extração do ligante – agora facilitada pelo plasma – e posterior sinterização. O resultado são peças com densidade final entre 95% e 98% da densidade teórica da liga forjada, superior à obtida pela metalurgia do pó convencional (85% a 90%). Isso confere às peças propriedades mecânicas, estáticas e dinâmicas superiores, comparáveis às peças produzidas por microfusão, sem necessidade de tratamentos especiais. A tecnologia de Moldagem por Injeção de Pós, que inclui variantes para cerâmicos (CIM) e metais (MIM), mostrou-se, portanto, mais rápida, econômica e eficiente, posicionando a Lupatech na vanguarda desse segmento industrial.
Waldyr Ristow Júnior possui mestrado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina(1992). Tem experiência na área de Engenharia de Materiais e Metalúrgica, com ênfase em Metalurgia do Pó. A Lupatech desenvolveu e patenteou tecnologia que substituiu a extração termoquímica por um reator de plasma. “Vimos que poderíamos evoluir e fazer a etapa seguinte do processo que é a sinterização para eliminar a porosidade do produto injetado”, conta Waldyr Ristow Junior, gerente de tecnologia da Steelinject. Com o desenvolvimento do sistema para substituição do processo convencional de extração térmica de ligantes e pré-sintetização de peças injetadas em aço por processo de extração e pré-sintetização ativada por plasma, a caxiense Lupatech foi uma das vencedoras do 2º Prêmio Finep. Especializada em moldagem de peças por meio da injeção de metais em pó, a empresa conseguiu diminuir seus custos em 25% e multiplicar por sete a capacidade de modelagem de peças. O sistema, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é único no mundo e, por ser tão econômico e inovador, pode substituir o processo convencional. A introdução da indução permite consumir apenas 120kw/h de energia elétrica e 10 metros cúbicos de gás, contra 560 kw/h e 112 metros cúbicos necessários ao processo tradicional, de reduzir o tempo do ciclo em quase sete vezes.
A Lupatech S/A., através de sua divisão Steelinject, é pioneira na América Latina na utilização da tecnologia MIM (Metal Injection Molding). Esta tecnologia é indicada para produção de peças em série de alta precisão e complexidade de forma. A Steelinject conseguiu reduzir em 20% os custos de produção e em 50% o de consumo de energia graças a uma tecnologia desenvolvida em parceria com o laboratório de materiais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com o invento, a empresa pretende deixar de ser importadora para se tornar exportadora de tecnologia. A patente nos Estados Unidos acabou de ser registrada e está em processo o registro na Europa. No Brasil, a patente já está no Instituto Nacional de Propriedade Industriais (INPI). De acordo com Waldir Ristow Júnior, gerente técnico da Steelinject, a empresa pretende aumentar os seus negócios por meio da venda desta tecnologia para interessadas no exterior. Segundo Ristow, a tecnologia é uma alteração em uma parte do processo de injeção de pós metálicos.
O sistema original foi desenvolvido nos Estados Unidos e trazido para o Brasil pela própria Steelinject. Originalmente, o pó metálico é misturado a componentes chamados de “ligantes” para ser injetado na forma. Esta parte do sistema é semelhante ao da injeção de plástico. No caso do metal, no entanto, o ligante precisa ser removido por meio de um processo termoquímico, ou seja, uma combinação de solventes e altas temperaturas. Na tecnologia brasileira, o processo termoquímico foi substituído por um reator de plasma. Com isso, o tempo de produção de uma peça se reduziu de 48 horas para no máximo 12 horas. Ristow afirma que a vantagem da injeção de pó metálico está na fabricação de peças industriais de alta complexidade. Nestes casos, a simples usinagem da peça aumentaria em muito o seu custo de produção. No entanto, o pó metálico precisa atender a especificações rígidas para o processo funcionar. o tamanho do grão, por exemplo, precisa estar em torno de 20 milésimos de milímetro. Por causa disto, o material usado pela Steelinject é importado.
Exportadores de conhecimento Autor: Suzana Naiditch Fonte:EXAME

Nenhum comentário:
Postar um comentário