PI0001717 VACINA SINTÉTICA PARA O CONTROLE DE CARRAPATOS
Depósito: 04/05/2000
Destaque: comercializado pelo Laboratório Hertape
Inventor: Joaquín Hernán Patarroyo Salcedo / Marlene Isabel Vargas Vilória / Aline Alencar Prates / Marcio Alberto Dias Mendes / Fanny Guzman / Ricardo de Castro Oliveira / Ricardo Wagner Dias Portela / Manuel Elkin Patarroyo Murillo
Titular: UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA (BR/MG) / FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (BR/MG)
Pesquisadores da UFV, liderados pelo professor Joaquim Hernán Patarroyo Salcedo, desenvolveram a primeira vacina sintética da América Latina contra o carrapato bovino (Boophilus microplus). Essa praga causa um prejuízo anual de um bilhão de dólares à pecuária brasileira, reduzindo a produção de leite e carne, desvalorizando o couro e transmitindo doenças como a babesiose. A vacina foi criada em cooperação com um instituto colombiano e com apoio da FAPEMIG. O objetivo era substituir os carrapaticidas químicos, que causam resistência e agridem o meio ambiente, e oferecer uma alternativa nacional e mais barata às vacinas recombinantes australianas e cubanas, que envolvem o pagamento de royalties e processos complexos. Diferente das vacinas orgânicas, que usam proteínas recombinantes cultivadas em organismos vivos, a vacina sintética é produzida a partir de uma sequência específica de aminoácidos, dispensando meios de cultura complexos.
A equipe partiu da proteína Bm86, presente no intestino do carrapato, e identificou que uma combinação de apenas 43 dos seus 650 aminoácidos era suficiente para induzir imunidade nos animais. A vacina age no sistema digestivo do carrapato: quando a fêmea pica um bovino vacinado, ingere anticorpos que causam uma indigestão brutal, matando o parasita ou reduzindo severamente sua capacidade de se alimentar e se reproduzir. A eficácia alcançada foi de 80% nos testes. Os direitos de produção e comercialização foram transferidos para o Laboratório Hertape, de Minas Gerais, após um edital público, marcando a primeira transferência de tecnologia da FAPEMIG e da UFV. A criação do Escritório de Gestão Tecnológica (EGT) da FAPEMIG é destacada como crucial para proteger a propriedade intelectual e fomentar a cultura de patentes em Minas Gerais, garantindo que o conhecimento gerado localmente retorne para a sociedade e promova o desenvolvimento econômico.
Resumo: PI0001717 Esta invenção esta relacionada com o campo da Imunologia da Biotecnologia de proteínas e particularmente com a construção de imunógenos sintéticos que resulta, quando inoculados, na produção pelo gado de uma resposta imune capaz de lesar os carrapatos alimentados sobre os bovinos inoculados diminuindo o número deles, seu peso e sua capacidade reprodutiva a tal ponto, que o imunógeno construído pode ser usado como uma vacina eficaz para o controle de carrapatos em bovinos. O objetivo técnico da invenção consiste no desenho e na construção de dois imunógenos sintéticos constituídos por uma sequência contínua e definida com 43 (quarenta e três) aminoácidos, encontrados em diferentes posições na sequência da proteína Bm86, sua polimerização com cisteínas no N- terminal e C- terminal, a composição medicamentosa a base do (s) dito (s) polipeptídeo (s) sintético (s) e a vacina sintética assim obtida.
Referências:
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO DATA: 22/10/03 ON-LINE "Universidade de Viçosa já desenvolveu vacina"
Jornal Folha de São Paulo, página A-17 Ciência de 03.04.02
Jornal Gazeta Mercantil, de 29.07.2002, página C7 (Ciência e Tecnologia) "Praga do carrapato do boi ganha vacina 100% nacional" de Gabriela Gutierrez Arbex
Jornal Folha de São Paulo, página A-17 Ciência de 03.04.02
Jornal Gazeta Mercantil, de 29.07.2002, página C7 (Ciência e Tecnologia) "Praga do carrapato do boi ganha vacina 100% nacional" de Gabriela Gutierrez Arbex

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