segunda-feira, 29 de setembro de 2025

#159 PI9401076 PROCESSO PARA TRAVAMENTO DE FARDOS DE CHAPAS EM PORÃO DE NAVIO COM CINTAS METÁLICAS

PI9401076 PROCESSO PARA TRAVAMENTO DE FARDOS DE CHAPAS EM PORÃO DE NAVIO COM CINTAS METÁLICAS

Depósito: 13/05/1994

Destaque: utilizado por usinas siderúrgicas do Brasil

Inventor:  Jose Ernesto Spinola Conti 

Titular: Jose Ernesto Spinola Conti (BR/ES)



José Ernesto Spinola Conti, Sócio e Gerente de Operações – Spinola Eng. Ltda, possui 3 invenções patenteadas na área de peação de cargas embarcadas em navios. Antes de nossa invenção, o travamento da carga era feito com madeiras e cabos de aço, resultando em um consumo extremo de madeira (muitas vezes até madeira nobre da floresta atlântica) e cabos de aço. Este processo antigo consumia entre 12 e 36 horas após o término da carga para ficar pronto, necessitando de pelo menos 30 homens. O custo deste processo ficava em até US$ 7 por tonelada de carga.Nosso sistema é feito com fitas metálicas produzidas no Brasil, excluindo completamente o uso da madeira (logo ecologicamente correto). Precisa de apenas 3 homens e conclui-se em no máximo 2 horas após o término da carga. O custo do nosso processo não ultrapassa US$ 1,50 por tonelada de carga.Hoje este processo é largamente utilizado por todas as usinas siderúrgicas do Brasil, bem como por grandes exportadores de cargas por sua grande praticidade e economia.Grande parte dos armadores, exigem este tipo de travamento, pois além de mais rápido (a diária de um navio é muito cara) e considerado o método mais seguro para cargas pesadas.

As 3 invenções (PI9401076, PI9401054 e PI9401055 de 1994) na verdade surgiram juntas, sendo cada uma para cada tipo de carga embarcada. Elas surgiram como alternativa para o grande consumo de madeira. Na época, as restrições por parte dos órgãos ambientais estavam começando a impor certos limites para a retirada da madeira da mata atlântica e as siderúrgicas precisavam de alguma alternativa. Pesquisamos então criar um sistema com fitas metálicas (que já eram usadas nas embalagens dos produtos siderúrgicos), só que fazendo uma “grande embalagem” de toda a carga no porão de um navio.

Segundo José Spinola "No momento da criação havia no mercado apenas fitas metálicas de embalagens, onde as melhores possuíam um limite de ruptura muito baixo (800 kg). Pelos cálculos que fizemos precisávamos de fitas com limites superiores a 4.000 kg. Como estávamos trabalhando junto a siderúrgicas, conseguimos que fosse produzido um aço que após laminado a frio, resultasse em uma fita metálica nas condições necessárias. Não foi fácil vencer esta etapa, pois uma siderúrgica para fazer uma pequena quantidade de aço “especial” é muito complicado, mas em aproximadamente 6 meses conseguimos vencer esta etapa. A etapa seguinte foi providenciar máquinas tensoras e seladoras que pudessem realizar o aperto necessário. Esta parte foi um pouco mais simples pois as mudanças mecânicas e pneumáticas nas máquinas existentes foram mais rápidas. Em aproximadamente 3 meses tínhamos a máquina que precisávamos."


Para os testes foram utilizados o laboratório de mecânica da UFES, para medir a tensão de ruptura das fitas. Foi necessário um grande número de testes para chegar ao tipo de aço que pudesse ser laminado com 1,12 mm de espessura por 32 mm de largura que apresentasse a resistência necessária. Estas eram as dimensões máximas da fita para que estivessem dentro das dimensões das máquinas tensoras e seladoras existentes no mercado. Caso não tivéssemos sucesso, o processo para criação de novas máquinas poderia inviabilizar toda a invenção, pois as máquinas adaptadas para estas dimensões já estavam no limite de peso para operação nos navios.



José Spinola é engenheiro mecânico formado pela UFES em 1976. De 1972 a 1976 trabalhou na CVRD tendo ingressado na SAMARCO em 1976. O inventor saiu da SAMARCO em 1979, para criar a Spinola Eng, uma empresa voltada para engenharia de controle, trabalhando inicialmente para a CVRD, SAMITRI, FERTECO e outras empresas exportadoras. Em 1982, Spinola iniciou trabalho junto a USIMINAS, e onde pode tomar contato com o serviço de travamento de carga nos porões dos navios. Inicialmente Spinola foi contratado para inspecionar o trabalho das empresas que prestavam serviço nesta área. Por ser um serviço de grande responsabilidade, pois se a carga não estivesse bem travada, poderia durante a viagem sofrer sérias avarias, com conseqüências imprevisíveis. O trabalho era inspecionar evitando assim que houvesse falhas. Desta forma Spinola pode iniciar o desenvolvimento daquilo que viria a ser as patentes a partir de 1993. Até a presente data o inventor a desenvolver a mesma operação junto a USIMINAS, porém com mais segurança, graças as suas invenções.


Resumo: PI9401076 PROCESSO PARA TRAVAMENTO DE FARDOS (OU AMARRADOS) DE CHAPAS EM PORÃO DE NAVIO COM CINTAS METÁLICAS" caracterizado por uma carga (10) é composta por uma série de fardos (20) formado uma série de grupos que vistos de planta ou pela face superior da carga (10), dividem-se em dois grupos sendo os definidos com grupos especiais A, B, C, D, cada qual formado quatro fardos principais sendo os A1, A2, A3, A4, B1, B2, B3, B4, C1, C2, C3, C4 e os D1, D2, D3, D4, respectivamente e ainda mais oito grupos auxiliares os E, F, G, H, I, J, K e L estes formados cada qual por dois fardos auxiliares os E1, E2, D1, D2, F1, F2, G1, G2, H1, H2, I1, I2, J1, J2, K1, K2 e POR FIM o I1 e I2 e no que diz respeito a amarração, o grupo especial "A" recebe longitudinalmente três fitas, sendo a de reforço (50) que passa por sobre o fardo especial A1 e A3 e desce envolvendo quatro fardos para baixo formando um elo e ao lado desta fita de reforço (50) ainda passando por sobre os fardos A1 e A2, verifica-se uma fita de atadura (52) que desce e envolve três fardos para baixo enquanto, os fardos A2 e A4 que pertencem ao mesmo grupo especial recebem também longitudinalmente uma fita de atadura (52) que desce e finalizando o grupo especial "A" os fardos A1 e A2, recebem transversalmente uma fita de atadura (52) que desce envolvendo três fardos para baixo e isso ocorre simetricamente nos quatro cantos da carga (1) ou seja com grupos A, B, C e D, ficando os grupos E, F, G, H, I, J, cada qual e respectiva longitudinalmente providos de uma fita de atadura (53) que desce e envolvendo três fardos para baixo e uma fita transversal ligando de dois em dois ou três grupos enquanto os grupos K e L recebem transversalmente duas fitas de amarração (53) que desce envolvendo três fardos para baixo sendo que uma fita de aperto (54) parte fardo principal A3, passa por sobre o fardo auxiliar K1 e por sobre o fardo principal C1, onde desce e envolve três fardos para baixo, o mesmo e simetricamente acorrendo com os fardos principal B1 e D1 e em conjunto com o auxiliar L2, ficando os fardos auxiliares E1, F1 e G1 todos amarrados transversalmente por uma fita de ajuste (55) enquanto os fardos principais A4 e B3 respectivamente estão amarrados com uma fita de ajuste (55) (ou atadura) dos fardos auxiliares E2 e G2, condições estas recíproca e simétrica nos fardos auxiliares H2, I2, J2 e H1, J1 com os principais D1 e C2, por fim no centro da carga (1) sobram três fardos extras, sendo o "W", "Y" e "Z" estes dois últimos fixados por fitas de ajuste (55) (ou atadura) nos respectivos fardos auxiliares K2 e L1, sobrando o fardo "W" que apesar de solto não pode ser movido em função da trama que o contorna.

Referências:

https://www.linkedin.com/in/jos%C3%A9-ernesto-spinola-conti-396b7927/?originalSubdomain=br

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