terça-feira, 30 de setembro de 2025

#167 IME/CTEX/UFRJ 102018075004 DERIVADOS DA INDOLIN-2-ONA E SEUS INTERMEDIÁRIOS

102018075004 DERIVADOS DA INDOLIN-2-ONA E SEUS INTERMEDIÁRIOS

Depósito: 03/12/2018

Destaque: primeiro ativo em Química Medicinal e um dos primeiros registros de antídotos neurotóxicos nas Forças Armadas.

Inventor:   SAMIR FRONTINO DE ALMEIDA CAVALCANTE / ALESSANDRO BOLIS COSTA SIMAS / DANIEL ANTONIO SHIMIZU KITAGAWA / LEANDRO BRAGA BERNARDO / RAFAEL BORGES RODRIGUES / REUEL LOPES DE PAULA / ANA BEATRIZ DE ALMEIDA CORRÊA / JOYCE SOBREIRO FRANCISCO DIZ DE ALMEIDA / TANOS CELMAR COSTA FRANÇA / LUIZ CLÓVIS DE FREITAS

Titular:  INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA (BR/RJ) / CENTRO TECNOLÓGICO DO EXÉRCITO (BR/RJ) / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (BR/RJ)



O Exército Brasileiro (EB) ampliou novamente seu Portfólio de Propriedade Intelectual com o apoio da Agência de Gestão e Inovação Tecnológica (AGITEC), após a concessão, pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), de uma patente referente a compostos com potencial aplicação na área de Defesa Química. O pedido de patente, intitulado “Derivados da Indolin-2-ona e seus intermediários, produtos, método de obtenção e usos” (BR 10 2018 075004 6), foi depositado em parceria pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto abrange o desenvolvimento de compostos capazes de atuar como antídotos e/ou agentes profiláticos em casos de intoxicação causada por substâncias químicas neurotóxicas.

Esta invenção descreve novos compostos derivados da indolin-2-ona (fórmula III), seus intermediários de síntese, métodos de obtenção e usos farmacêuticos. Estes compostos atuam como reativadores, ativadores, inibidores ou protetores da enzima acetilcolinesterase (AChE), que é critical para a transmissão nervosa. A principal aplicação é como antídoto, tratamento paliativo ou profilático contra intoxicações por agentes neurotóxicos, incluindo organofosforados (presentes em armas químicas e pesticidas) e carbamatos, que inibem a AChE e podem levar a falha respiratória e danos ao sistema nervoso central. Um composto representativo é o brometo de (E)-1-(3-(2,3-dioxoindolin-1-il)propil)-4-((hidroxiimino)metil)piridin-1-io. Em ensaios in vitro, este composto demonstrou uma eficácia de reativação da AChE inibida significativamente superior à dos antídotos clínicos atuais, como o iodeto de pralidoxima (2-PAM), mostrando reativação total contra o pesticida paraoxon e uma eficácia 300% maior contra um simulante do agente neurotóxico VX. Adicionalmente, a invenção contempla o uso desses derivados para o tratamento de doenças neurodegenerativas e motoras, como Alzheimer, Parkinson, Coreia de Huntington e Miastenia Gravis, condições nas quais a modulação da atividade colinérgica é benéfica. O método de síntese envolve uma rota de duas etapas: a primeira é a alquilação do nitrogênio de um derivado de indolin-2-ona (fórmula I) para formar um intermediário (fórmula II), e a segunda é a reação deste intermediário com um heterociclo nitrogenado (N-Het) para produzir o composto final (fórmula III). A invenção também abrange composições farmacêuticas que incorporam estes compostos com veículos aceitáveis, permitindo sua administração por várias vias, como oral ou injetável, e em diversas formas farmacêuticas, como comprimidos ou soluções. As propriedades físico-químicas estimadas, como pKa e logP, assim como um índice de drogabilidade favorável, indicam um bom potencial de desenvolvimento farmacológico e uma possível melhor penetração no sistema nervoso central em comparação com os tratamentos existentes.

Essa conquista é fruto da cooperação entre militares, docentes e pesquisadores do Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do CTEx, da Seção de Engenharia Química do IME e do Instituto de Pesquisas de Produtos Naturais Walter Mors da UFRJ, com suporte técnico da AGITEC. A concessão marca um avanço significativo para o EB, representando: o primeiro ativo de propriedade intelectual da Força no campo da Química Medicinal; um dos primeiros registros de antídotos contra neurotóxicos no âmbito das Forças Armadas; a primeira patente em Química Orgânica do EB gerida exclusivamente por suas organizações militares, com processo conduzido pela AGITEC. Além de reforçar as competências científico-tecnológicas do Exército, o resultado abre novas perspectivas para o desenvolvimento de Produtos de Defesa (PRODE) e simboliza o acúmulo de mais de 20 anos de pesquisas em Defesa QBRN (Química, Biológica, Radiológica e Nuclear).

Essa conquista também está alinhada aos princípios constitucionais de respeito aos tratados internacionais e ao compromisso do Brasil com a preservação da paz mundial, reafirmando o engajamento das organizações do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx) na proteção da Pátria e da humanidade diante das ameaças representadas por armas de destruição em massa.

Resumo: 102018075004 A presente invenção refere-se a derivados da indolin-2-ona tais como ativadores, reativadores, inibidores ou protetores da acetilcolinesterase inibida por organofosforados e carbamatos, e seus intermediários, relacionados ao campo tecnológico de aplicações terapêuticas e composições farmacêuticas como antídotos, paliativos e/ou profiláticos. Ademais a presente invenção dispõe as estruturas moleculares destes compostos e derivados, bem como os respectivos métodos de obtenção.

Referências:

https://www.eb.mil.br/web/noticias/w/exercito-registra-patente-inedita-em-quimica-medicinal?redirect=%2Fweb%2Fguest

https://www.defesaemfoco.com.br/exercito-registra-patente-inedita-e-avanca-na-criacao-de-antidotos-contra-agentes-neurotoxicos/

#166 MU7200984 PAINÉIS PUBLICITÁRIOS EÓLICOS

MU7200984 PAINÉIS PUBLICITÁRIOS EÓLICOS

Depósito: 07/07/1992

Destaque: Revista Premier - Entrega do prêmio Destaque do Ano 1997

Inventor:    Isac Gonçalves Ribeiro

Titular:  Isac Gonçalves Ribeiro (BR/PR)




Este novo outdoor projetado em 1992 pelo inventor da cidade de Cascavel, no Paraná, Isac Ribeiro, substituindo com vantagens os painéis convencionais fixos: resolve problemas de espaços destinados a publicidade nos grandes centros; diminui a poluição visual; chama a atenção por fazer movimentos atrativos e trocar painéis na posição horizontal sem gastar energia, faz através da força Eólica, não faz pressão contraria ao vento, é seguro, durável e econômico. A construção é feita moldada em metais, material elétrico convencional para iluminação Backlight ou Frontlight, painéis tipo: Night & Day e outros. A impressão é fotográfica; Adesivo recortado ou Pintura; Pode ser dotado de relógio, termômetro digital e pode produzir Energia Elétrica própria armazenar em baterias para sua Iluminação. Os conjuntos são desmontáveis, a construção e instalação é fácil, a troca de painéis,componentes e manutenção simples. O painel já foi instalado em cidades como Viamão/RS, Cascavel/PR, Paranaguá/PR e até na cidade de Santa Rita no Paraguai.


Resumo: MU7200984 Trata-se de uma construtividade tal que permite movimento giratório ao painel, utilizando-se da força do vento a partir do catavento superior (1), cujo eixo (2) de sustentação, uma vez acoplado ao corpo (3) intermediário e dotado de rolamentos (4), faz com que este corpo (3) gire sobre si mesmo, de modo que vários anúncios sejam veiculados e visualizados ao mesmo tempo.

Referências:

https://web.archive.org/web/20011117043718/http://www.lol.com.br/~movidoavento/outdoor.htm

19/12/1992 - Jornal GAZETA DO PARANÁ- Cascavel PR Inventor cria outdoor movido a vento

05/09/1993 - Jornal O PARANÁ - Cascavel PR Inventor de Cascavel inova o mercado da publicidade visual

12/1993 - Nº 32 Revista A IMPRENSA - Cascavel PR Cascavelense tem invento revolucionário

30/05/1993 - TV Rede GLOBO Programa Pequenas Empresas Grandes Negócios - Nacional Um outdoor movido a vento

17/02/1994 - Nº 17 Revista Marketing Negócios - Rio de Janeiro RJ OUTDOOR LUMINOSO E MÓVEL

23/04/1994 - Jornal A Notícia - Joinville SC Catarinense inventa substituto luminoso para antigo outdoor

22/07/1994 - Jornal O PARANÁ - Cascavel PR Inventor de painel movido a vento procura parceria

28/10/1995 - Jornal Gazeta do Povo; Especial Feira do Paraná - Curitiba PR O interior do estado esteve presente na feira do Paraná

1995 - TV Tarobá Jornal da Tarobá - Cascavel PR Um inventor cascavelense esta fazendo sucesso com inventos pouco comuns que tem o principio ativo na força do vento

12/1995 - Revista Sign SINALIZAÇÃO - São Paulo SP Outdoor Luminoso é novidade na sinalização

22/04/1996 - Paraguai - Jornal Última hora - Assuncion PY Atracción para inversionistas

25/04/1996 - Paraguai - Jornal NOTICIAS - Ciudad del Leste PY COMO SIEMPRE

29/05/1996 - Jornal A Cidade - Cascavel PR Estão pirateando meu invento

06/1996 Revista Serigrafia - Encarte Especial Feiras - São Paulo SP Variedades - Movido a Vento mostrou seu trabalho diferenciado

02/1997 - Revista Premier - Entrega do prêmio Destaque do Ano - Cascavel PR Uma das pessoas que vem propagando o nome de Cascavel, por todo o Brasil

22/05/1997 - Jornal DIÁRIO DO POVO - Pato Branco PR Inventor busca parcerias na região

08/1997 - Revista mídia extensiva - São Paulo SP O VENTO faz o MOVIMENTO

25/08/97 TV Cataratas Jornal Estadual - Fóz do Iguaçu PR Inventou o Painel Luminoso movido a vento

03/1999 - Revista SINAL EXTENSIVO - São Paulo SP Uma idéia movida a vento

29/04/1999 - Jornal FOLHA DE GUARATUBA - Guaratuba PR Painéis, a parceria do homem com a natureza

13/05/1999 - Jornal NOROESTE News - Caraguatatuba SP Outdoor movido a vento chega a Caraguá

25/01/2000 - RPI 1516 Revista da Propriedade Industrial - Nacional Concessão da Carta Patente: MU 7200984-5  Classificação Internacional Titulo: CONSTRUTIVIDADE APLICADA A PAINÉIS PUBLICITÁRIOS.

12/04/2000 Jornal Gazeta Mercantil - Caderno Por Conta Própria - São Paulo SP Bons ventos trazem lucro para inventor

20/06/2001 Jornal de Matinhos - Prefeitura Municipal de Matinhos PR. DECRETO Nº 369/2001 Sumula "OUTORGA PERMISSÃO DE USO VISANDO FORNECIMENTO INSTALAÇÃO MANUTENÇÃO E REPOSIÇÃO DE PLACAS INDICATIVAS DE VIAS, COM DIREITO À EXPLORAÇÃO DE PUBLICIDADE COMERCIAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS"

28/09/2001 Jornal FOLHA DE GUARATUBA Aproveitando o vento que sopra

#165 PI0003237 MÁQUINA UNIVERSAL DE RECONDICONAR CARTUCHOS PARA IMPRESSORAS JATO DE TINTA

PI0003237 MÁQUINA UNIVERSAL DE RECONDICONAR CARTUCHOS PARA IMPRESSORAS JATO DE TINTA 

Depósito: 03/06/2000

Destaque: prêmio FINEP Inovação Tecnológica 2000

Inventor:   Luciano Piquet da Cruz

Titular:  Luciano Piquet da Cruz (BR/RN)



O engenheiro Luciano Piquet, primo do piloto Nelson Piquet, enfrentou em João Pessoa a falta de cartucho para sua impressora HP 500 e dessa dificuldade surgiu a ideia que mudaria o mercado de recondicionamento. Ele projetou e patenteou a Ink3000, máquina inovadora que utiliza sistema a vácuo para recarregar cartuchos sem risco de vazamentos. Comercializada pela Paraí Informática, a invenção ganhou mercado nacional e internacional, alcançando Estados Unidos e Europa. A tecnologia garante qualidade idêntica ao original, pois conserva a pressão interna, evita bolhas de ar e permite lavagem prévia do cartucho, eliminando resíduos de tinta ressecada. Diferente de outros equipamentos, a Ink3000 foi construída com peças simples e de fácil aquisição, como bombas, válvulas e mangueiras. O custo médio do recondicionamento gira em torno de R$ 4, mas o diferencial está na qualidade final. O sistema a vácuo retira o ar antes da recarga e injeta a tinta de forma precisa, evitando falhas. Em apenas dois minutos o cliente recebe o cartucho recondicionado, testado e garantido. Piquet utilizou conhecimentos de hidráulica, eletrônica e resistência adquiridos em sua formação em Engenharia Civil pela UFPB. Desde 1997 vinha tentando aprimorar métodos artesanais de recarga, insatisfeito com técnicas como o uso de seringa, que causavam falhas. Após várias tentativas, chegou à versão definitiva, a LNK-3000. A solução deu tão certo que quiosques foram instalados em shoppings de João Pessoa, oferecendo recarga imediata de cartuchos HP, Canon, Xerox e Lexmark. A tecnologia começou a se expandir para outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, onde várias empresas já adotaram a Ink3000. Para os cartuchos coloridos, Piquet desenvolveu a Ink3000 Color, com porte industrial e uso da gravidade junto ao vácuo para impedir mistura de cores. Ele garante que, ao contrário dos métodos comuns que provocam borrões e até danos aos cabeçotes, o sistema a vácuo elimina qualquer risco de vazamento, assegurando resultados confiáveis e duradouros.

Os fabricantes de impressoras lucram principalmente com a venda de cartuchos, que em muitos casos chegam a custar quase o preço de uma impressora nova. Nesse contexto, os cartuchos remanufaturados ganham espaço como alternativa mais barata. Eles são cartuchos originais recarregados com nova tinta, sem vínculo com as grandes fabricantes. Estas condenam o uso, alegando perda de qualidade e risco de danos ao equipamento, além de exclusão da garantia se detectado o uso de remanufaturados. Mesmo assim, o fator econômico pesa: um cartucho reciclado pode custar metade do original, e para varejistas a economia chega a 90%. O processo é legal desde que seja feita a recarga de cartuchos originais e informada a condição de recondicionado, diferente dos falsificados que imitam originais, geralmente vindos de contrabando e de péssima qualidade. Fabricantes e empresas de recondicionamento combatem juntos a falsificação, por meio de entidades como a ABRECI. Há inúmeras empresas especializadas, mas também usuários que recarregam em casa com refis. Contudo, o processo exige cuidado, já que falhas como borrões, manchas e vazamentos são comuns. O maior problema é o vazamento sutil, capaz de danificar cabeçotes ou circuitos, levando muitas vezes à troca da impressora. Isso ocorre porque a recarga é feita por injeção de tinta com agulha, o que pode gerar bolhas de ar e alterar a pressão interna do cartucho, provocando respingos durante a impressão. A situação é ainda mais complexa nos cartuchos coloridos, que possuem esponjas internas para evitar mistura de cores; um recondicionamento mal feito pode gerar impressões borradas ou deformadas. Máquinas industriais de recondicionamento são amplamente usadas, mas variam em qualidade, embora compartilhem a mesma técnica de injetar tinta, com todos os riscos envolvidos no processo.

Em 1999, o engenheiro Luciano Piquet iniciou em sua garagem o desenvolvimento de uma máquina artesanal para reciclagem de cartuchos, usando como base um filtro de água mineral. Divulgada no site “Cadê?”, a invenção atraiu interessados rapidamente. O primeiro modelo reciclava apenas cartuchos pretos e em um ano vendeu 200 unidades. Em seguida, foi lançada a INK 3000, que lavava e recarregava cartuchos pretos e coloridos de várias marcas por meio de sistema a vácuo, diferenciando-se das técnicas tradicionais de injeção. A internet foi fundamental para a divulgação e vendas, e em quatro anos a empresa Par@í cresceu para uma fábrica de 2.500 m² com 55 funcionários, mais de 1.200 máquinas vendidas no Brasil e exportação para 48 países. O negócio começou no quintal, depois passou para uma casa adaptada e finalmente para galpões em Cabedelo, chegando a três unidades, uma delas dedicada à produção de clips para cartuchos. As máquinas de Piquet revolucionaram o setor ao oferecer uma alternativa acessível às máquinas caras existentes. Foram vendidas 2.500 máquinas, responsáveis pela reciclagem de 9 milhões de cartuchos, economizando ao Brasil cerca de 207 milhões de dólares em importações. Esse processo também evitou que milhões de cartuchos fossem descartados, reduzindo impacto ambiental, já que cada cartucho leva cerca de 50 anos para se decompor e utiliza 5 litros de petróleo em sua produção. Além do impacto econômico e ambiental, estima-se a geração de 10 mil empregos diretos em todo o país. A Par@í também criou um programa social que troca cartuchos vazios de empresas públicas por litros de leite para comunidades carentes, totalizando mais de 150 mil litros doados em cinco anos. O projeto uniu inovação tecnológica, ganhos ambientais, impacto social e expansão industrial.




A Parai Informática, detentora da patente de enchimento a vácuo de cartuchos a jato de tinta no Brasil, foi premiada pela criação dos sistemas de reciclagem INK 3000 com o Troféu Inovação Tecnológica 2000/NE – categoria processo – em concurso realizado pela Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia/Governo Federal, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria e Gazeta Mercantil. O “Prêmio de Inovação Tecnológica” traduz a importância do tema para o desenvolvimento do País. Várias revistas e jornais especializados avaliaram a qualidade dos produtos da Paraí com publicações que mostram que a partir de nossa empresa a reciclagem no País tomou outro rumo. O Estado de São Paulo, por exemplo, diz: "Empresa paraibana restaura a qualidade dos cartuchos reciclados". A Wired News dos Estados Unidos reconhece que "um engenheiro brasileiro inventou uma diferente maneira de encher cartuchos". Em junho passado, a Paraí foi a única empresa do Brasil na área de tecnologia a participar da comitiva do presidente Lula aos países de Portugal e Espanha, a convite do Itamaraty. A Xerox do Brasil utiliza máquinas da Paraí em processos produtivos em sua fábrica de Manaus. A Paraí ganhou diversos prêmios de qualidade e tecnologia e expôs em mais de 20 feiras em 8 países. No ano passado, a Paraí foi premiada na Feira Mundial de Reciclagem em Las Vegas-USA como a segunda melhor empresa do mundo como instrumento de marketing, com a máquina INK Express.


Referências: PI0003237 Refere-se a presente patente de invenção a uma máquina universal FIG.1, capaz de recondicionar todos os tipos de cartuchos de tintas, preto ou colorido, por processo a vácuo. Confeccionada em aço inox escovado, chapa 18, composta de bomba de vácuo, compressor pequeno, registro de passagens em aço inox, mangueiras de silicone com paredes de 2 mm, recipientes para depósito de tinta e água destilada (2), cilindro mestre (3) confeccionado em canos de aço inox nas extremidades e um tubo de vidro inserido aos canos de inox, com capacidade para 45 ml, plataforma de resina de vidro (4) FIG.1 e FIG.2 e cilindro de vidro (13) com capacidade de 1,3 Its, o qual armazenará o vácuo produzido pela bomba, os resíduos de tinta e produtos químicos, cuja intensidade é controlada por um vacuômetro (14).

Referências:

https://web.archive.org/web/20030323055104/http://ink3000.com.br/

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

#164 DOLPHIN PI9200149 ELIMINADOR DE AR DE HIDRÔMETRO

PI9200149 ELIMINADOR DE AR DE HIDRÔMETRO

Depósito: 10/01/1992

Destaque: comercializado pela Dolphin

Inventor:  José Denisio Pereira

Titular: Dolphin Industrial Ltda. (BR/MG)




Em 1991, o engenheiro mecânico mineiro José Denísio Pereira desenvolveu um aparelho que, instalado antes do hidrômetro (medidor do consumo de água), elimina as bolhas de ar formadas ao longo da tubulação de água. E isso pode representar um a economia de 10% a 35% na conta, dependendo da região, da idade e das condições gerais da rede hidráulica. Isso acontece porque as bolhas de ar, ao passar pelo medidor, são registradas como água consumida pela residência, comércio ou indústria.

A PI9200149 refere-se a ELIMINADOR DE AR DE HIDRÔMETRO denominado "WATER CONTROL": um dispositivo simples, prático e eficaz que acoplado ao hidrômetro faz com o mesmo não registre a passagem do ar contido na tubulação, por um ocasional corte no fornecimento de água. A invenção citada é composta de 2 partes, sendo os itens (1) e (2) e (7) correspondentes a parte fixa, e os ítens (3) (4) (5) e (6) correspondentes a parte móvel do equipamento.




Após várias tentativas de viabilizar regionalmente seu invento, já patenteado e aprovado por um laudo da Escola Federal de Engenharia de Itajubá (MG), Pereira começou a colher frutos de seu empenho. Animou-se tanto que resolveu montar, em 1998, a Dolphin Industrial, exclusivamente para produzir o aparelho. Já no ano seguinte ganhava o prêmio Inovação Tecnológica, concedido pelo Sebrae de Minas Gerais. A empresa, tem capacidade para fabricar cerca de 40 mil unidades por mês e começa a constituir uma rede de representantes por todo o país. Produzido em três tamanhos, o eliminador de ar é feito de plástico ou bronze e pode ser encomendado na própria fábrica ou por meio de representantes. Os preços, segundo informação da Practical, uma das empresas que revendem o produto no estado de São Paulo, variam de 250 a 3 mil reais.




Em 2002, o invento vem provocando conflito com a Companhia de águas do Rio de Janeiro, a Cedae, que alega que a diminuição dos valores das contas poderá gerar prejuízos e declara que não tem intenção de utilizar o equipamento. A eliminação de ar na medição do consumo de água é discutida há algum tempo no Congresso nacional. O senador Geraldo Cândido (PT) é o autor de um projeto de lei, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que obriga as concessionárias a se responsabilizar pela instalação de dispositivos que eliminem o ar na medição de consumo de água. Em Belo Horizonte , a Assembleia Legislativa tentou, sem sucesso, persuadir a Companhia de Saneamento de Minas Gerais a adotar o aparelho.



Referências: PI9200149 Refere-se o presente invento ao qual denominamos "WATER CONTROL", a um dispositivo simples, prático e eficaz que acoplado ao hidrômetro faz com o mesmo não registre a passagem do ar contido na tubulação, por um ocasional corte no fornecimento de água. A invenção citada é composta de 2 partes, sendo os ítens (1) e (2) e (7) correspondentes a parte fixa, e os ítens (3) (4) (5) e(6) correspondentes a parte móvel do equipamento.

Referências:

https://www.dolphinrio.com.br/eliminador-de-ar

https://www.facebook.com/josedenisio/

#163 LINE SPUNI PI0004962 COMPOSIÇÃO ESPUMOSA EM SPRAY PARA DEMARCAR E LIMITAR DISTÂNCIAS REGULAMENTARES NOS ESPORTES

PI0004962 COMPOSIÇÃO ESPUMOSA EM SPRAY PARA DEMARCAR E LIMITAR DISTÂNCIAS REGULAMENTARES NOS ESPORTES

Depósito: 20/10/2000

Destaque: amplo uso nos jogos de futebol

Inventor:  Heine Allemagne Vilarinho Dias

Titular: Line Spuni Marketing Esportivo Comércio Importação e Exportação Ltda. (BR/RJ)



Heine Aleimagne Vilarinho Dias, publicitário mineiro de Ituiutaba, reivindica a autoria da invenção tendo sido testado pela primeira vez durante a Taça BH de futebol junior em 2000. Assistindo pela televisão um jogo Brasil x Argentina,quando o narrador,irritado com a insistência dos jogadores em avançar sobre a distância regulamentar, retardando as cobranças, disse que gostaria que ver alguém que coseguisse fazer com que a barreira ficasse no devido lugar. "Pensei então, que se eu marcasse de forma provisória o local onde os jogadores deveriam ficar,poderia resolver o problema", conta Allemagne, que buscou inspiração nos sprays de creme de barbear para criar o seu produto. "Como eu percebi que era uma sacada muito boa eu formalizei, como um projeto brasileiro, o tamanho do tubo, tamanho da linha, a espuma não ser tóxica e ser biodegradável por que tinha que sumir", explica. Depois de conseguir oficializar o equipamento na CBF, Allemagne levou a sua idéia para a Fifa, onde está sendo analisada e deverá ser testada em breve. Se passar, deve ser implantada no mundo inteiro. A primeira experiência oficial da Fifa era para ter sido feita no Mundial de Seleções Sub 20, que seria disputado no Oriente Médio, mas foi adiado por causa da invasão dos Estados Unidos ao Iraque. A idéia também ganhou adeptos na imprensa européia. Spray milagroso e espuma mágica foram algumas das definições, recebidas em Portugal e na França, respectivamente.

Em Minas a idéia ganhou força e foi trazida para São Paulo pelo presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah. "O Farah absorveu a idéia. Foi fantástico. Consegui colocar na Taça Sub 21", relembra Heine. De São Paulo, a espuma ganhou o Brasil sendo usada pela primeira vez em um campeonato nacional na Copa João Havelange, em 2000. Apesar da grande aceitação, Heine garante que não pensou na idéia para fins comerciais. "Sou um idealizador, fiz para o futebol", comentou. "Eu consegui convencer a fábrica (o laboratório Chemikers) da importância ideológica e eles toparam".

Sem ter completado o ensino médio, Allemagne passou por diversos empregos antes de se firmar como publicitário e inventor. "Fui entregador, vendi jornal na rua, entreguei panfleto. Depois fui para um escritório de contabilidade, depois para uma gráfica... também montei empresa, fui empresário, trabalhei na televisão, com agência de publicidade. Hoje, me considero publicitário. [...] Trabalhar com esse conceito de inventar, que seja comerciais ou produtos, e essa questão de solução de problemas sempre foi um algo que eu vivi. Sempre estive muito atento a isso, talvez até meio que predestinado"

O spray ficou com o nome de Spuni, é na verdade uma espuma branca feita à base de água, que não é tóxica, não tem odor, não irrita os olhos e nem a pele e não afeta a camada de ôzonio. Na sua composição entra água desmineralizada, betaína de coco, aditivos e gás propelente. O spray já foi testado e a marca permanece visível por aproximadamente um minuto,tempo que pode ser aumentado se preciso. Um frasco pode fazer até 25 aplicações,o que da para uma partida.Se o produto for aprovado pela Fifa, também poderá ser aplicado nos gramados cobertos de neve pelo rigoroso inverno europeu. É só utilizar uma versão colorida que ele já pensa em criar. O spray é fabricado por uma empresa do Paraná e, se for adotado oficialmente, será distribuído por um grupo com sede em Uberlândia. O Superior Tribunal de Justiça em 2024 encerrou uma discussão antiga e condenou a FIFA a indenizar Heine Allemagne e sua empresa, a Spuni Comércio de Produtos Esportivos, por má-fé e uso indevido de sua invenção. Em 2025 a FIFA recorreu ao STF tendo como relator do processo o Ministro Gilmar Mendes. O processo envolve acusações de promessas não cumpridas de pagamento dos direitos para uso do produto e a disputa pelo pagamento de 40 milhões de dólares em indenizações.



Resumo: PI0004962  A presente patente de invenção a qual consiste em promover uma composição espumosa em spray para demarcar e limitar distâncias regulamentares nos esportes, composta de uma mistura de Água de no mínimo 52,50% e máximo de 83,44%, Lauril Éter Sulfato de Sódio no mínimo de 10,00% e máximo de 30,00%, Cloreto de Sódio, mínimo de 0,01% e máximo de 0,20%, Côco Amido Propil Betaína, mínimo de 1,00% e máximo de 3,00%, Dietanolamida de Ácido Graxo de côco no mínimo de 1,00% e máximo de 5,00%, Triazina, mínimo de 0,05% e máximo de 0,30%, Pigmento (opcional), mínimo de 3,00% e máximo de 5,00%, do índice utilizado será reduzido o percentual Água, Óxido de Alquil Dimetil Amina, mínimo de 0,50% e máximo de 3,00%, Gás Propano mínimo de 4,00% e máximo de 4,00% e máximo de 6,00%. Cujo uso dá em competições esportivas, através de uma aplicação rápida limitar distâncias, momentaneamente, sem com isso prejudicar o local onde está ocorrendo a competição, garantindo o cumprimento das regras e condições das partidas evitando dúvidas ou discuções em relação ao posicionamento dos competidores, com respeito a cobrança de falta e posicionamento da barreira. A composição volátil desaparece após alguns minutos sem deixar marcas. Acondicionada em tubo de alumínio com bico injetor que permite, ao se pressionar o bico, a liberação da espuma para demarcar o piso, pelo próprio princípio ativo, age de forma a espuma permanecer visível por um período de tempo de até 2 minutos. Na ocorrência de algum jogador pisar ne espuma esta ficará aderida a sua chuteira. Se, ao invés de pisar na espuma ultrapassá-la, o árbitro terá condições de visualizar a aproximação da barreira da bola, pois seu referencial está fixado no campo. Pigmentos coloridos poderão ser adicionados à composição de modo a permitir melhor visualização de campos ou arenas, como por exemplo as feitas de terra, areia, asfalto, concreto, grama sintética, grama natural, etc. A composição adicionada em tubo de alumínio com bico injetor, cujo cano de escape do spray é reduzido (curto) proporciona a saída da composição espumosa do respectivo tubo mesmo na posição do bico virado para baixo.



Referências:
https://ge.globo.com/rj/futebol/noticia/2024/05/14/stj-encerra-discussao-antiga-e-condena-fifa-a-indenizar-inventor-brasileiro-por-uso-do-spray.ghtml

#162 DYNA MU8001932 DISPOSIÇÃO EM ELEMENTO DE ENGATE PARA A HASTE EM PALHETA DE LIMPADOR DE PÁRA-BRISA

MU8001932 DISPOSIÇÃO EM ELEMENTO DE ENGATE PARA A HASTE EM PALHETA DE LIMPADOR DE PÁRA-BRISA

Depósito: 04/09/2000

Destaque: comercializado pela Dyna

Inventor:  Marc Nacamuli

Titular: Eletromecânica Dyna S.A. (BR/SP)


O adaptador universal DM5 atende a cinco principais sistemas distintos de conexões entre muitos existentes de braços dos limpadores de pára-brisas. O componente construído em material plástico foi projetado especialmente para facilitar a montagem das palhetas dos limpadores de pára-brisas aos braços já que os consumidores muitas vezes confundiam-se ao montar tais dispositivos, uma vez que os adaptadores eram muito semelhantes. A produção iniciou-se em abril de 2001. Nacamuli é dono da Dyna, maior fabricante brasileira (quinta do mundo) de limpadores de pára-brisa com faturamente de R$ 100 milhões. Antes da criação desse componente, a empresa ao fabricar seus produtos tinha a necessidade de acrescentar á plheta, diversos tipos de adaptadores plásticos, que iam soltos na embalgem, proporcionando as mais diersas aplicações. Em alguns casos as palhetas eram acompanhadas com quatro ou mais adaptadores, sendo que somente um era usado. os demais eram descartados. Com a inclusão desse adaptador, derca de 5 milhões de adaptadores foram deixados de ser descartados para a natureza, com impactos ecológicos positivos.

Herdeiro da empresa fundada por seu pai Joseph, em 1955, Marc Nacamuli trabalha desde os 18 anos, quando estreou como operário “sem que ninguém soubesse que era filho do seu Joseph”, Marc fala da companhia com orgulho indisfarçável, embora mencione que sua “maior paixão” é a coleção de cartões de embarque de companhias aéreas. “Conheço 125 países e tenho 780 cartões! Entrarei no Guinness”, exclama. A invejável milhagem não é à toa: as palhetas da Dyna são exportadas para 63 países desde 1982. Ainda hoje, a Dyna possui 85% do mercado junto às montadoras e 90% na reposição. Mesmo as exportações permanecem efusivas. Só nos EUA, ela é dona de 4% do mercado, isto é, cerca de 3 milhões de palhetas. Quer chegar a 5 milhões em 2006. Em seu portfólio, a Dyna atende 95% de todos os carros fabricados no mundo – mais de 5 mil modelos de veículos. “Há outro produto brasileiro manufaturado que detenha participação tão grande naquele país?”, desafia. A verticalização é outra marca registrada. Possui uma única fábrica e realiza todas as etapas da produção: desde a pintura do braço do limpador até a embalagem.


Resumo: MU8001932 O presente modelo contempla um "DISPOSIÇÃO EM ELEMENTO DE ENGATE PARA A HASTE EM PALHETA DE LIMPADOR DE PÁRA-BRISA", aplicado a limpadores de pára-brisas em geral. O presente modelo refere-se a um elemento de engate para a haste em palheta de limpador de pára-brisa, que tem por função solucionar o problema decorrente da multiplicidade de formas de fixação do elemento de engate e dos tipos de haste. o objetivo principal do presente modelo é prover um dispositivo universal que permita a instalação pelo próprio usuário, de maneira simples, fácil e rápida. O presente modelo compreende um corpo central (1), três furos transversais de acoplagem (2, 3 e 4) de diferentes dimensões dispostos na região central do referido corpo central (1) que apresenta a parte inferior de suas laterais recortadas de maneira tal que oferece acesso direto aos referidos furos transversais de acoplagem (2, 3 e 4), 2 ressaltos laterais (5 e 6) dispostos em ambas as laterais do corpo central (1), ficando um em cada uma de suas extremidades, duas linguetas flexíveis de ajuste (7) e (8) dispostas transversalmente na parte superior do corpo central (1), uma parte móvel redutora de folgas (9) disposta na extremidade do corpo central (1) sobre a qual repousa o gancho (101) da haste do limpador de pára-brisas, duas saliências (10) e (11) adjacentes ao furo central e dois ressaltos móveis de travamento (12) e (13) dispostos na extremidade do corpo central (1) sobre a qual repousa o gancho (101) da haste do limpador de pára-brisas.

Referências:

https://web.archive.org/web/20041201051402/http://www.terra.com.br/istoedinheiro/376/negocios/tempo_dyna.htm

#161 VALE PI9605193 DISPOSITIVO AUTOMÁTICO DE SEGURANÇA PARA LINHA FERROVIÁRIA

PI9605193 DISPOSITIVO AUTOMÁTICO DE SEGURANÇA PARA LINHA FERROVIÁRIA

Depósito: 07/10/1996

Destaque: prêmio Finep Inventor Inovador 2006 Região Norte 

Inventor:  Walderluces Nunes e Silva / Augusto Castro de Araújo Junior / Hing-Borgue Matos Franco / Adriano Félix Mendes

Titular: Companhia Vale do Rio Doce (BR/MG)


A invenção trata-se de um dispositivo automático de segurança para linha ferroviária, destinado principalmente a impedir a entrada não autorizada de vagões em oficinas de manutenção, como as de freios. O dispositivo é composto por uma agulha (1) posicionada paralelamente ao trilho (2), que pode ser movida para perto ou longe do trilho por meio de um cilindro pneumático (3). O pistão (4) do cilindro está fixado à agulha, e o conjunto é instalado transversalmente entre os trilhos, com bases de apoio (5 e 6) para estabilidade. Em condições normais, o dispositivo permanece acionado, com a agulha encostada no trilho. Se um vagão tentar passar sem autorização, o friso da roda sobe sobre a agulha, provocando o descarrilamento intencional antes que o vagão entre na oficina, garantindo a segurança dos trabalhadores. Em manobras autorizadas, um funcionário aciona um alarme sonoro-visual e opera a válvula do cilindro pneumático para retrair o pistão, afastando a agulha do trilho e permitindo a passagem segura do vagão. A invenção visa eliminar falhas humanas e garantir segurança total, substituindo ou complementando procedimentos manuais sujeitos a erro. O sistema é simples, eficaz e adaptável, podendo ser instalado em pontos estratégicos da via férrea.




Walderluces Nunes e Silva é licenciado em mecânica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão e formado em administração pelas Faculdades Integradas do Centro de Ensino Unificado do Maranhão, inventou um dispositivo automático de segurança para linhas ferroviárias que bloqueia a entrada indesejada de vagões em oficinas de manutenção de veículos ferroviários. Através de uma alavanca instalada ao lado de um trilho, o sistema provoca o descarrilamento do vagão quando o acesso não estiver autorizado pelo setor de manutenção. Se a entrada é permitida, o dispositivo dispara e, em conjunto com os alarmes sonoro e luminoso, sinaliza que a linha está liberada para a movimentação de vagões dentro da oficina. Walderluces é supervisor técnico de pesquisa e desenvolvimento ferroviário e perito técnico em investigação de causas fundamentais em acidentes ferroviários da Companhia Vale do Rio Doce.




Resumo: PI9605193 DISPOSITIVO AUTOMÁTICO DE SEGURANÇA PARA LINHA FERROVIÁRIA, constituído por agulha (1), disposta relativamente paralela à face interna de um dos trilhos (2) da linha ferroviária, e a qual é passível de se movimentar para longe a para perto do referido trilho (2), mediante o acionamento de cilindro pneumático (3), cujo pistão (4) apresenta sua extremidade livre convenientemente fixada na agulha (1), sendo que o dito cilindro pneumático (3) apresenta-se disposto transversalmente entre os trilhos (2), e convenientemente fixado em base (5) de apoio, enquanto que o pistão (4), substancialmente longo, é também provido de base (6) de apoio, disposta próxima à agulha (1)

Referências:

https://www.inova.unicamp.br/2006/11/637/


#160 PI9603722 SISTEMA APERFEIÇOADO DE ISOLAMENTO TÉRMICO PARA EQUIPAMENTOS E TANQUES DE ARMAZENAMENTO

PI9603722 SISTEMA APERFEIÇOADO DE ISOLAMENTO TÉRMICO PARA EQUIPAMENTOS E TANQUES DE ARMAZENAMENTO

Depósito: 10/09/1996

Destaque: prêmio Finep Inventor Inovador 2005 e 2006 - Nordeste

Inventor:  Murilo Pessoa de Oliveira

Titular: Murilo Pessoa de Oliveira (BR/RJ)




Aos 47 anos, Murilo Pessoa de Oliveira, estudante de Engenharia Mecânica, conclui sua segunda graduação — a primeira foi em Administração de Empresas — carregando uma conquista impressionante: é autor de 31 patentes registradas em 19 países, todas relacionadas a tecnologias de isolamento térmico para tubulações de alta temperatura. O interesse de Murilo pela mecânica surgiu ainda na adolescência, quando fez o curso ginasial industrial em Recife. Mais tarde, concluiu o curso de Mecânica na então Escola Técnica Federal do Ceará. Foi na Petrobras, no entanto, onde trabalhou por 16 anos, que ele obteve formação sólida e acumulou experiência na elaboração de projetos para refinarias e plataformas de petróleo. Em 1993, ao ingressar na Unifor, Murilo decidiu sair da petrolífera para se dedicar integralmente aos estudos e à empresa que fundaria no ano seguinte. Até hoje, não se arrepende da decisão. Na empresa, que é especializada em sistemas e soluções de engenharia, ele trabalha ao lado da esposa e da filha. Pragmático, o novo engenheiro defende que o conhecimento adquirido deve ser transformado em ideias e invenções simples, capazes de modificar a realidade. Para Murilo, estudar Engenharia foi essencial para desenvolver diversos projetos que se tornaram inventos patenteados — os quais, até hoje, lhe garantem royalties. Murilo Pessoa atua como Diretor da Proindus - Consultoria e Projetos Ltda., empresa do Rio de Janeiro que presta serviços na área de isolamento térmico. Entre 1994 e 2004, foi proprietário da Kaopipe - Serviços de Manutenção Ltda., sediada em Fortaleza, que chegou a empregar 220 pessoas e possuía uma filial no Rio Grande do Norte. A empresa fabricava equipamentos para o setor de petróleo, mas está inativa desde julho de 2004. Antes de empreender, Murilo trabalhou como funcionário de nível médio na Petrobras até 1993, e consta como inventor em diversos pedidos de patente, inclusive no exterior. Formado também em Engenharia Elétrica desde 1997, Murilo vem desenvolvendo tecnologias inéditas de interesse de várias multinacionais. Especialistas da Petrobras consideram suas contribuições inovadoras e destacam seu mérito como um exemplo de empreendedorismo nacional.

Murilo Pessoa fala das dificuldades encontradas na comercialização de suas invenções: "As barreiras mais difíceis, no entanto, se encontram basicamente na descrença de parcel de empresários brasileiros na capacidade inventiva do próprio brasileiro valorizando demasiadamente tecnologias e/ou produtos importados, pois a princípio imaginam intimamente que o que fazemos ou inventamos no Brasil não seja confiável, até que provemos exaustivamente o contrário ... o inventor brasileiro praticamente se obriga a se tornar empresário para que suas invenções possam ser reconhecidas e respeitadas gerando um processo gradativo de interesse por parte de outras empresas visando a exploração comercial dos mesmos tendo como contrapartida um valor mais justo das comissões/royalties a serem pagos ao titular das patentes, o que dificilmente ocorreria caso a comercialização das tecnologias fosse feita a partir apenas da simples apresentação de documentos ou de pequenas amostras dos produtos, sem comprovar a efetiva aplicação dos mesmos nos diversos segmentos".




Resumo: PI9603722 Sistema aperfeiçoado de isolamento térmico para equipamentos e tanques de armazenamento que consiste em um conjunto de bandagens isolantes flexíveis autoportantes (20), fabricadas a partir de folhas metálicas ou termoplásticas sendo uma das faces elastomérica unida a frio ou a quente por colagem ou soldagem nas bordas ou caldeamento, tendo uma forma quadrada ou retangular, possuindo internamente blindagens térmicas espelhadas ou refletivas, e extremamente finas, simples (24) e compostas (26) com uma barreira de vapor. O espaço anular entre as duas folhas é preenchido com material isolante (28), uma das faces possui uma camada selante adesivada (23) protegida por um liner (22), e podendo ter a pressão interna reduzida (vácuo) mediante dispositivos ou válvulas de evacuamento (30).

Referências:

https://www.inova.unicamp.br/2006/11/637/

#159 PI9401076 PROCESSO PARA TRAVAMENTO DE FARDOS DE CHAPAS EM PORÃO DE NAVIO COM CINTAS METÁLICAS

PI9401076 PROCESSO PARA TRAVAMENTO DE FARDOS DE CHAPAS EM PORÃO DE NAVIO COM CINTAS METÁLICAS

Depósito: 13/05/1994

Destaque: utilizado por usinas siderúrgicas do Brasil

Inventor:  Jose Ernesto Spinola Conti 

Titular: Jose Ernesto Spinola Conti (BR/ES)



José Ernesto Spinola Conti, Sócio e Gerente de Operações – Spinola Eng. Ltda, possui 3 invenções patenteadas na área de peação de cargas embarcadas em navios. Antes de nossa invenção, o travamento da carga era feito com madeiras e cabos de aço, resultando em um consumo extremo de madeira (muitas vezes até madeira nobre da floresta atlântica) e cabos de aço. Este processo antigo consumia entre 12 e 36 horas após o término da carga para ficar pronto, necessitando de pelo menos 30 homens. O custo deste processo ficava em até US$ 7 por tonelada de carga.Nosso sistema é feito com fitas metálicas produzidas no Brasil, excluindo completamente o uso da madeira (logo ecologicamente correto). Precisa de apenas 3 homens e conclui-se em no máximo 2 horas após o término da carga. O custo do nosso processo não ultrapassa US$ 1,50 por tonelada de carga.Hoje este processo é largamente utilizado por todas as usinas siderúrgicas do Brasil, bem como por grandes exportadores de cargas por sua grande praticidade e economia.Grande parte dos armadores, exigem este tipo de travamento, pois além de mais rápido (a diária de um navio é muito cara) e considerado o método mais seguro para cargas pesadas.

As 3 invenções (PI9401076, PI9401054 e PI9401055 de 1994) na verdade surgiram juntas, sendo cada uma para cada tipo de carga embarcada. Elas surgiram como alternativa para o grande consumo de madeira. Na época, as restrições por parte dos órgãos ambientais estavam começando a impor certos limites para a retirada da madeira da mata atlântica e as siderúrgicas precisavam de alguma alternativa. Pesquisamos então criar um sistema com fitas metálicas (que já eram usadas nas embalagens dos produtos siderúrgicos), só que fazendo uma “grande embalagem” de toda a carga no porão de um navio.

Segundo José Spinola "No momento da criação havia no mercado apenas fitas metálicas de embalagens, onde as melhores possuíam um limite de ruptura muito baixo (800 kg). Pelos cálculos que fizemos precisávamos de fitas com limites superiores a 4.000 kg. Como estávamos trabalhando junto a siderúrgicas, conseguimos que fosse produzido um aço que após laminado a frio, resultasse em uma fita metálica nas condições necessárias. Não foi fácil vencer esta etapa, pois uma siderúrgica para fazer uma pequena quantidade de aço “especial” é muito complicado, mas em aproximadamente 6 meses conseguimos vencer esta etapa. A etapa seguinte foi providenciar máquinas tensoras e seladoras que pudessem realizar o aperto necessário. Esta parte foi um pouco mais simples pois as mudanças mecânicas e pneumáticas nas máquinas existentes foram mais rápidas. Em aproximadamente 3 meses tínhamos a máquina que precisávamos."


Para os testes foram utilizados o laboratório de mecânica da UFES, para medir a tensão de ruptura das fitas. Foi necessário um grande número de testes para chegar ao tipo de aço que pudesse ser laminado com 1,12 mm de espessura por 32 mm de largura que apresentasse a resistência necessária. Estas eram as dimensões máximas da fita para que estivessem dentro das dimensões das máquinas tensoras e seladoras existentes no mercado. Caso não tivéssemos sucesso, o processo para criação de novas máquinas poderia inviabilizar toda a invenção, pois as máquinas adaptadas para estas dimensões já estavam no limite de peso para operação nos navios.



José Spinola é engenheiro mecânico formado pela UFES em 1976. De 1972 a 1976 trabalhou na CVRD tendo ingressado na SAMARCO em 1976. O inventor saiu da SAMARCO em 1979, para criar a Spinola Eng, uma empresa voltada para engenharia de controle, trabalhando inicialmente para a CVRD, SAMITRI, FERTECO e outras empresas exportadoras. Em 1982, Spinola iniciou trabalho junto a USIMINAS, e onde pode tomar contato com o serviço de travamento de carga nos porões dos navios. Inicialmente Spinola foi contratado para inspecionar o trabalho das empresas que prestavam serviço nesta área. Por ser um serviço de grande responsabilidade, pois se a carga não estivesse bem travada, poderia durante a viagem sofrer sérias avarias, com conseqüências imprevisíveis. O trabalho era inspecionar evitando assim que houvesse falhas. Desta forma Spinola pode iniciar o desenvolvimento daquilo que viria a ser as patentes a partir de 1993. Até a presente data o inventor a desenvolver a mesma operação junto a USIMINAS, porém com mais segurança, graças as suas invenções.


Resumo: PI9401076 PROCESSO PARA TRAVAMENTO DE FARDOS (OU AMARRADOS) DE CHAPAS EM PORÃO DE NAVIO COM CINTAS METÁLICAS" caracterizado por uma carga (10) é composta por uma série de fardos (20) formado uma série de grupos que vistos de planta ou pela face superior da carga (10), dividem-se em dois grupos sendo os definidos com grupos especiais A, B, C, D, cada qual formado quatro fardos principais sendo os A1, A2, A3, A4, B1, B2, B3, B4, C1, C2, C3, C4 e os D1, D2, D3, D4, respectivamente e ainda mais oito grupos auxiliares os E, F, G, H, I, J, K e L estes formados cada qual por dois fardos auxiliares os E1, E2, D1, D2, F1, F2, G1, G2, H1, H2, I1, I2, J1, J2, K1, K2 e POR FIM o I1 e I2 e no que diz respeito a amarração, o grupo especial "A" recebe longitudinalmente três fitas, sendo a de reforço (50) que passa por sobre o fardo especial A1 e A3 e desce envolvendo quatro fardos para baixo formando um elo e ao lado desta fita de reforço (50) ainda passando por sobre os fardos A1 e A2, verifica-se uma fita de atadura (52) que desce e envolve três fardos para baixo enquanto, os fardos A2 e A4 que pertencem ao mesmo grupo especial recebem também longitudinalmente uma fita de atadura (52) que desce e finalizando o grupo especial "A" os fardos A1 e A2, recebem transversalmente uma fita de atadura (52) que desce envolvendo três fardos para baixo e isso ocorre simetricamente nos quatro cantos da carga (1) ou seja com grupos A, B, C e D, ficando os grupos E, F, G, H, I, J, cada qual e respectiva longitudinalmente providos de uma fita de atadura (53) que desce e envolvendo três fardos para baixo e uma fita transversal ligando de dois em dois ou três grupos enquanto os grupos K e L recebem transversalmente duas fitas de amarração (53) que desce envolvendo três fardos para baixo sendo que uma fita de aperto (54) parte fardo principal A3, passa por sobre o fardo auxiliar K1 e por sobre o fardo principal C1, onde desce e envolve três fardos para baixo, o mesmo e simetricamente acorrendo com os fardos principal B1 e D1 e em conjunto com o auxiliar L2, ficando os fardos auxiliares E1, F1 e G1 todos amarrados transversalmente por uma fita de ajuste (55) enquanto os fardos principais A4 e B3 respectivamente estão amarrados com uma fita de ajuste (55) (ou atadura) dos fardos auxiliares E2 e G2, condições estas recíproca e simétrica nos fardos auxiliares H2, I2, J2 e H1, J1 com os principais D1 e C2, por fim no centro da carga (1) sobram três fardos extras, sendo o "W", "Y" e "Z" estes dois últimos fixados por fitas de ajuste (55) (ou atadura) nos respectivos fardos auxiliares K2 e L1, sobrando o fardo "W" que apesar de solto não pode ser movido em função da trama que o contorna.

Referências:

https://www.linkedin.com/in/jos%C3%A9-ernesto-spinola-conti-396b7927/?originalSubdomain=br

#158 USP PI0405554 FLUIDO DE CORTE PARA RETIFICAÇÃO À BASE DE ÓLEO DE MAMONA

PI0405554 FLUIDO DE CORTE PARA RETIFICAÇÃO À BASE DE ÓLEO DE MAMONA

Depósito: 13/12/2004

Destaque: licenciada para  ISIS Innovation Ltd.

Inventor:  JOÃO FERNANDO GOMES DE OLIVEIRA / SALETE MARTINS ALVES

Titular: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP (BR/SP)




A USP está licenciando uma patente para um fluido de corte desenvolvido a partir da mamona, destinado à refrigeração e lubrificação de ferramentas na indústria metalúrgica. Diferente dos fluidos tradicionais, esse produto não provoca irritações na pele dos operadores nem apresenta dificuldades de descarte ambiental. Fluidos de corte são essenciais na fabricação de peças metálicas, aumentando a vida útil de ferramentas como serras, brocas e tornos, além de assegurar a qualidade do produto final. Contudo, os convencionais, à base de petróleo, contêm aditivos organoclorados e enxofre, associados a dermatites e problemas ambientais. Para solucionar essas questões, pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), sob coordenação do professor João Fernando Gomes de Oliveira, desenvolveram um fluido biodegradável à base de óleo de mamona. Diversas formulações foram testadas, alterando-se a proporção de água, e os melhores resultados ocorreram com 50% de óleo e 50% de água, garantindo maior dissipação de calor e melhor desempenho das máquinas. Diferentemente das misturas comuns com apenas 5% de óleo de petróleo, o novo fluido utiliza ainda um detergente para emulsificação, um anticorrosivo e um bactericida. O líquido apresenta cor castor, contrastando com o branco dos fluidos minerais, e não causa irritações na pele. O bactericida impede o crescimento de microrganismos que alterariam suas propriedades, embora a biodegradabilidade elevada exija monitoramento constante. Esse controle, entretanto, é simples e pode ser realizado pela medição do pH do fluido.

A patente descreve um fluido de corte emulsionável desenvolvido para operações de retificação na indústria metal-mecânica, com composição ambientalmente adequada. O fluido tem como base o óleo de mamona sulfonado em alta concentração (40%), emulsionado em água, e inclui apenas três aditivos: um bactericida derivado de triazina, um anticorrosivo à base de ésteres sintéticos e alcoholamidas de ácido bórico, e um agente emulsionante (éster sintético de poliglicol). A formulação é biodegradável, atende às exigências legais ambientais nacionais e internacionais, e não contém substâncias nocivas à saúde humana ou ao meio ambiente. Uma inovação significativa é a recomendação de uso diluído a 45% em água, proporção muito superior à usual (3–6%) para fluidos convencionais, o que reduz custos e impactos ambientais. Testes demonstraram que o produto oferece desempenho mecânico comparável a óleos integrais derivados de petróleo, com lubrificação similar, baixa formação de espuma, ausência de corrosão e estabilidade adequada. Além disso, a invenção minimiza a utilização de aditivos — apenas três componentes, contra cerca de dez em formulações comerciais —, simplificando a produção, o uso e o descarte. A patente visa superar limitações de fluidos tradicionais, como toxicidade, presença de cloretos e dificuldade de tratamento de efluentes, oferecendo uma alternativa eficiente e ecologicamente correta para a indústria.

Resumo: PI0405554 Refere-se a presente invenção a um fluido de corte para o processo de retificação tendo como constituinte básico óleo de mamona sulfonado, com formulação composta por 3 aditivos que são: um bactericida, um anticorrosivo e um agente emulgador, todos estes produtos são ambientalmente adequados, com alta concentração de óleo de mamona sulfonado (40%), cujo uso no processo de retificação é indicado que o mesmo seja aplicado a uma diluição de 45% em água, sendo um produto biodegradável, proporcionando uma redução no custo de disposição e tratamento destes resíduos da indústria de manufatura e descarte no meio ambiente, portanto, um produto ecologicamente correto

Referências:

https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010170071011

https://web.archive.org/web/20080724183001/http://www.isis-innovation.com/licensing/70639.html

sábado, 27 de setembro de 2025

#157 PI8500143 CONVERSOR DE ENERGIA HIDROCINÉTICA E MULTIPLICADOR DE VELOCIDADE E TORQUE.

PI8500143 CONVERSOR DE ENERGIA HIDROCINÉTICA E MULTIPLICADOR DE VELOCIDADE E TORQUE.

Depósito: 11/01/1985

Destaque: segundo lugar do sexto Prêmio Talento Brasileiro de 1991, patrocinado pela CNI

Inventor:  Adelino da Silva Simões

Titular: Oto Guimarães Mourão (BR/MG) / Adelino da Silva Simões (BR/MG)

A invenção refere-se a um Conversor de Energia Hidrocinética Progressiva, um dispositivo capaz de transformar força motriz em energia contínua acumulada em um acoplamento fluido de volantes turbinados. O sistema recebe energia de diversas fontes, como motores elétricos, a combustão ou até energia solar, e a converte em movimento rotativo com torque e velocidade predeterminados. Seu funcionamento baseia-se em dois volantes, um turbina e outro impulsor, conectados a engrenagens múltiplas e colares flutuantes, que bloqueiam e acumulam energia cinética em um circuito fechado. A energia armazenada pode ser transmitida para máquinas ou veículos, funcionando como fonte motriz de alto rendimento. O processo reduz perdas por atrito, garante maior compacidade e simplicidade construtiva, além de menor desgaste e vida útil mais longa. É livre de gases poluentes e ruídos quando acionado eletricamente. Possui autonomia superior aos sistemas convencionais e regeneração do trabalho motor. A tecnologia proporciona alto torque, eficiência e estabilidade, tornando-se um acumulador de energia de alta potência. Assim, amplia o potencial de aplicação em diferentes setores industriais e automotivos.

Este mecanismo, inventado por Adelino da Silva Simões de Belo Horizonte/MG, é construído como uma unidade independente, transformando força motriz em energia contínua progressiva que se acumula em um acoplamento fluido de volantes turbinados, transformando-se em um acumulador de energia de alta potência que pode ser intercalado entre uma unidade movida, ou como dispositivo incorporado a qualquer máquina, para melhorar o seu potencial energético. O invento recebeu o segundo lugar do sexto Prêmio Talento Brasileiro de 1991, patrocinado pela CNI. O invento compreende um acoplamento fluido, composto de dois volantes turbinados, que podem ser construídos em qualquer dimensão ou peso, bastando uma diferença de peso entre ambos os volantes. Além do acoplamento fluido de volantes turbinados, o equipamento possui também, um conjunto de colares flutuantes, um jogo de pinos esféricos, um jogo de quatro engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais, cuja combinação da diferença de passo entre ambas e a disposição das mesmas sob o movimento retilíneo alternativo dos colares flutuantes, proporcionam um avanço de rotação nas engrenagens cilíndricas de dentes helicoidais, sob as engrenagens cilíndricas de dentes retos.



Resumo: PI8500143 Com classificação incluída no ramo técnico dos conversores de energia, tem a função de transmitir mecanicamente energia como fonte motriz, a uma unidade movida, sob determinada razão de velocidade e força, podendo-se constituir em uma unidade transformadora de força motriz de alto rendimento. Destina-se a transmitir energia sob a forma de movimento de rotação, de um ou mais eixos de saída, com velocidade e torque predeterminados e que podem ser variáveis. A energia recebida por uma fonte qualquer, exemplo, um motor elétrico de corrente contínua de 15 HP, 3.000 RPM, alimentado por quatro baterias de 12 Volts e 125 Amperes, aciona o “CONVERSOR DE ENERGIA HIDROCINÉTICA PROGRESSIVA” através do acoplamento fluido, composto de dois volantes turbinados, sendo um volante turbina com 400 milímetros de diâmetro e 85.900 gramas de peso, e um volante impulsor com 300 milímetros de diâmetro e 29.200 gramas de peso, totalizando 114.200 gramas de peso, que ao atingir as 3000 RPM, adquirem uma energia cinética em torno de 5000 Kgm e, através de um sistema de alimentação hidráulica, com pressão de 80 PSI, um sistema de colares flutuantes, conectados por pinos esféricos com roletes, a quatro engrenagens cilíndricas de dentes múltiplos, sendo duas de dentes retos, montadas uma sob a outra em paralelo, conectadas ao volante turbina através de catracas “Roda-Livre”, e duas de dentes helicoidais com ângulo de 30º, montadas em paralelo uma sob a outra, conectadas a um eixo motor e ao volante impulsor, que através de um movimento retilíneo alternativo dos colares flutuantes, conectados com as engrenagens cilíndricas, bloqueiam a energia cinética de 5.000 Kgm do acoplamento fluido em um circuito fechado, transformando-a em força motriz de alto torque e rendimento, e por o processo proporcionar que esta força motriz contida no volante impulsor se apoie num ponto móvel (o volante turbinado), e transfira a este ponto móvel uma potência superior à força motriz exercida sobre o mesmo e vice-versa; somando-se as potencialidades dos dois pontos móveis (volante turbina e volante impulsor) de forma contínua progressiva, até uma potência máxima pré-estabelecida, que é armazenada no acoplamento fluido transformando o mesmo em um acumulador de energia para posterior consumo, acionando máquinas e veículos de todos os modelos, peso e tamanho.

Referências:

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

#156 CETEM/INT PI0205481 PROCESSO DE SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS FINOS E SEU USO EM ARGAMASSAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL

PI0205481 PROCESSO DE SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS FINOS E SEU USO EM ARGAMASSAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL

Depósito: 23/12/2002

Destaque:   licenciado para empresa Argamil

Inventor:  José Carlos da Rocha / Eduardo A. Carvalho / Carlos Cesar Peiter / Antonio Rodrigues de Campos / Antonio Odilon da Silva

Titular: Centro de Tecnologia Mineral - CETEM (BR/RJ) / Instituto Nacional de Tecnologia - INT (BR/RJ)

Em abril de 2009, um marco foi alcançado na política de inovação tecnológica brasileira: pela primeira vez, um servidor público de uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia receberia diretamente royalties pela venda de uma tecnologia a uma empresa privada. O beneficiário foi o pesquisador José Carlos da Rocha, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT), que, em parceria com o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCT), patenteou um processo de aproveitamento de resíduos de rochas ornamentais para produção de argamassa, tecnologia transferida para a empresa Argamil S.A. Esse direito ao royalty foi viabilizado pela Lei de Inovação, que determina a divisão dos ganhos: um terço para o inventor e dois terços para a instituição, reinvestidos em pesquisa.

Para o pesquisador, mais significativo que a gratificação financeira foi ver a aplicação prática de seu invento, considerando-o parte de suas atribuições como tecnologista. A incorporação dos royalties à folha de pagamento simboliza a valorização governamental da inovação e do inventor. Essa conquista foi possível devido ao ambiente jurídico propício criado pela Lei de Inovação e à atuação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), que dão suporte às negociações. O INT, que criou seu próprio NIT, tem se empenhado em todo o processo de inovação, da prospecção à gestão tecnológica.

A tecnologia em questão resolve um grave problema ambiental: o descarte do pó fino gerado no corte de rochas ornamentais, que antes poluía solos e mananciais. Desenvolvido e transferido em junho de 2008, o processo permite a retenção e reutilização desse resíduo como matéria-prima para argamassa. A parceria envolveu ainda o governo do estado do Rio de Janeiro e a prefeitura de Santo Antônio de Pádua (RJ), onde a fábrica da Argamil foi instalada. O Cetem foi responsável por desenvolver um sistema de circuito fechado para a água utilizada na serragem, drasticamente reduzindo seu consumo e evitando o lançamento de efluentes.

Com a agua resolvida, o desafio seguinte era a destinação do pó residual que se acumulava. O INT então realizou um estudo de P&D que identificou três aplicações viáveis: cerâmica vermelha, artefatos de borracha de uso não estrutural e argamassa industrial. Diante das oportunidades regionais, a sugestão técnica do INT foi a implantação de uma fábrica de argamassas, por ser este o produto com maior capacidade de absorção do resíduo. O pesquisador José Carlos da Rocha enfatiza que a crescente restrição legal sobre destinação de resíduos abre um campo fértil para atuação das instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação, criando soluções tecnológicas que transformam passivos ambientais em produtos de valor econômico.


José Carlos da Rocha possui experiência profissional de 30 anos, com 10 anos de atuação em FURNAS CENTRAIS ELÉTRICAS - FURNAS, na área de elementos combustíveis e 20 anos no Instituto Nacional de Tecnologia- INT/MCT. É graduado em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal Fluminense (1978) - UFF, mestrado em Ciência dos Materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (1981) - IME e doutorado em Ciência dos Materiais pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (1995)- IPEN/USP. Após 11 anos ocupando função de gerência, atualmente é tecnologista senior III do INT/MCT e lider de Grupo de Pesquisa. O foco atual de seu trabalho na área de Engenharia de Materiais e Metalurgia tem ênfase na área de materiais cerâmicos especiais para fins estruturais, atuando principalmente nos seguintes temas: membranas cerâmicas, meios porosos especiais, materiais nano estruturados, cerâmicas especiais óxidas e covalentes, processamento cerâmico e propriedades mecânicas.


Resumo: PI0205481 PROCESSO DE SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS FINOS E SEU USO EM ARGAMASSAS PARA CONSTRUÇÃO CIVIL". O presente pedido de Patente de Invenção (PI) está relacionado à obtenção de uma argamassa industrial, utilizável pela construção civil no assentamento de pisos, blocos especiais e também no revestimento interno e externo de paredes, a partir de finos de gnaisse milonitizado, obtidos durante o beneficiamento dessa rocha. O invento prevê que os sólidos finos de gnaisse são obtidos a partir de um processo inédito, que envolve etapas de separação sólido-líquido em tanques de decantação/floculação e secagem a temperatura ambiente ou com evaporação forçada, secagem em fornos rotativos ou não e classificação por tamanho. Em linhas gerais, o processo prevê as seguintes etapas: (a) Etapa de separação sólido-líquido, (b) recirculação ou reuso da água obtida na etapa(a), (c) Bombeamento da polpa sedimentada, com concentração de sólidos mais elevada, (d) Secagem dos sólidos finos, obtidos em 6. (c), em fornos rotativos ou não e (e) Classificação dos sólidos finos, obtidos em 6.(e), em peneiras com abertura de 74 <109>m ou em equipamentos capazes de realizar a separação nesse tamanho, de modo que as partículas com tamanho menor do que 74 pm, sejam utilizadas nas argamassas reivindicadas nos itens de 1 a 4 e aquelas com tamanho superior a 74 <109>m sejam cominuídas e em seguida novamente classificadas.

Referências:

https://www.gov.br/cetem/pt-br/assuntos/noticias/inpi-concede-ao-cetem-e-ao-int-carta-patente-de-invencao-sobre-separacao-de-solidos-finos-e-seu-uso-em-argamassa-para-construcao-civil

https://agencia.fapesp.br/po-de-rocha-reciclavel/1298

https://www.linkedin.com/in/jos%C3%A9-carlos-da-rocha-37aa8b98/overlay/photo/


#155 FAPESP/USP PI9903208 CONCRETO COM SÍLICA ATIVA DA CASCA DE ARROZ

PI9903208 PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE DIÓXIDO DE SILÍCIO, PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE COMPOSIÇÕES RICAS EM ÓXIDOS DE SILÍCIO E CARBONO E ÓXIDOS DE SILÍCIO DE ALTA PUREZA.

Depósito: 30/06/1999

Destaque:   uma das primeiras patentes processadas no Núcleo de Patenteamento e Licenciamento de Tecnologia (Nuplitec) da FAPESP.

Inventor:  Milton Ferreira de Souza / Jefferson Benedicto Libardi Libório / Paulo dos Santos Batista

Titular: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (BR/SP) / Universidade de São Paulo - USP (BR/SP)


Métodos de processamento moderno do concreto aumentam seu desempenho, no entanto, sabe-se que a adição da sílica amorfa contribui em sua melhoria, principalmente na formulação de concreto de alto desempenho, CAD. Em eventos científicos têm sido divulgados valores para a resistência mecânica à compressão simples de até 1000MPa, ainda que estes valores não sejam comumente obtidos. Atualmente no Brasil se utilizam concreto com resistência máxima na ordem de 110Mpa, sendo que os mais utilizados ainda sejam os de 18MPa. Com menos vazios, o concreto está menos sujeito à ação de agentes agressivos, principalmente a umidade, o que faz aumentar a sua durabilidade. A resistência do concreto composto com sílica é da ordem de 600 a 1.200 quilos por centímetro quadrado, enquanto a média brasileira é de 200 a 250 quilos. Dessa forma, um edifício pode ter pilares com dimensões 30% menores, com a mesma resistência. Isto acarreta em um aumento da área útil e em uma redução dos custos da obra, gerando uma economia de cerca de 60% se comparados aos custos atuais. Esta redução se daria devido ao alívio das estruturas, a diminuição no tempo de serviço e mão-de-obra e a diminuição dos gastos com material.

A tecnologia foi consolidada e aperfeiçoada no projeto temático Concretos de Alto Desempenho com Sílica de Arroz, coordenado pelo professor Jefferson Libório, do Laboratório de Engenharia Civil do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos, e financiado pela FAPESP. Libório trabalha lado a lado com outro grupo de pesquisadores de São Carlos, coordenado pelo professor Milton de Souza, do Instituto de Física e Ciência dos Materiais. Eles sistematizaram o novo método de extração da sílica. Com isso, o professor Libório viabilizou o uso desse aditivo para a produção de concretos estruturais com características variáveis, destinados ao uso em vários setores da construção civil. "Nosso processo é original e não existe nenhum tão bom", resultou uma das primeiras patentes processadas no Núcleo de Patenteamento e Licenciamento de Tecnologia (Nuplitec) da FAPESP.

Além do aumento da resistência mecânica à compressão, o CAD (Concreto de Alto Desempenho) se caracteriza por possuir uma menor porosidade, diminuindo tanto a deterioração do concreto quanto da armadura. Em muitos casos esta última característica toma-se mais relevante. A qualidade da sílica para esse fim é de grande importância pois precisa ter baixa granulometria para que possa ocupar os pequenos vazios e se distribuir uniformemente no concreto, alta área específica e ser amorfa para que se tenha pozolanicidade (reação com o hidróxido de cálcio). A sílica contida na casca de arroz, quando devidamente extraída, pode ter características até superiores às desejadas para esse fim. Com o domínio dessa tecnologia o grupo de pesquisadores já iniciou um trabalho de desenvolvimento de produtos propriamente constituídos, como blocos que não precisam de reboco e pintura e que podem ser montados como um brinquedo de encaixe.

A vantagem do novo método é que a fonte agrícola é farta. Dos 10 milhões de toneladas de arroz que o país produz por ano, sobram 2 milhões de toneladas de casca – que rendem cerca de 400 mil toneladas de sílica, o suficiente para suprir o mercado de concretos estruturais e outros. Outra característica desta tecnologia é a preocupação com o meio ambiente. O Brasil produz, atualmente, 12 milhões de toneladas de arroz por ano. A casca corresponde a 20% deste peso do arroz (2,4 milhões de toneladas), que são rejeitadas todo ano criando um grave problema ambiental e de saúde principalmente nas regiões onde o cultivo do arroz se faz em larga escala. A sílica obtida com a queima tem grande teor de carbono e outros materiais nocivos à saúde. Se todo esse rejeito fosse convertido em sílica, seriam obtidas aproximadamente 300.000 toneladas/ano. Como o máximo de substituição de cimento Portland por sílica no CAD, na maioria das aplicações, gira em torno de 10%, resultaria em quantidades superiores a 7.500.000 de toneladas de concreto. Desta forma, uma vez que esta tecnologia seja aplicada, o problema ambiental poderia ser resolvido gerando uma fonte adicional de renda para os produtores de arroz e possibilitaria o desenvolvimento e emprego do CAD em nosso País.

Esse cimento permite elaborar concretos mais compactos e com poucos vazios interconectados porque é extremamente fino e reage com uma parte frágil derivada da hidratação do produto. Para se ter uma idéia, se for espalhada em um plano a quantidade de um quilo do cimento comum, as partículas – que são microesferas – vão cobrir uma superfície em torno de 400 metros quadrados. Com o novo material, essa área chega a 300 mil metros quadrados. As partículas fecham os canalículos existentes no concreto, promovendo a desconexão entre poros e quebrando o caminho que poderia ser percorrido por agentes agressivos, além de inibir o ataque de outros. Quanto à resistência mecânica, Libório explica que em edifícios residenciais (conforme prática corrente no Brasil) ela é da ordem de 200 a 250 quilos por centímetro quadrado. Se usado o produto desenvolvido, com os materiais de construção convencionais, esses números podem atingir facilmente 600 quilos por centímetro quadrado, chegando até a 1.200.




Jefferson Benedicto Libardi Liborio é graduado em Engenharia Civil pela Universidade de São Paulo (1978), Mestre em Engenharia Civil (Engenharia de Estruturas) pela Universidade de São Paulo (1986) e Doutor em Engenharia Civil (Engenharia de Estruturas) pela Universidade de São Paulo (1990). Atualmente é professor doutor da Universidade de São Paulo, assessor de revistas especializadas como revisor, Assessor Científico: FAPESP, CNPq e CAPES. Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Materiais e Componentes de Construção, atuando principalmente nos seguintes temas: concreto de alto desempenho, concretos estruturais, concretos para área de segurança, concretos para pisos industriais, recuperação de estruturas, e concretos para estruturas duráveis. Na iniciativa privada atuou na construção de obras-de-arte: pontes e viadutos, e na construção de indústrias.


Resumo: PI9903208 PROCESSO DE EXTRAÇÃO DA SÍLICA CONTIDA NA CASCA E NA PLANTA DE ARROZ" Refere-se o presente invento a um processo inovatório de extração da sílica amorfa contida na casca e em outras partes da planta do arroz, como suas folhas e caule ou em qualquer outra planta, seus frutos e derivados, utilizado dentro das faixas de tolerância que caracterizam a composição desses vegetais e seus frutos decorrente de: diferentes cultivares, condições climáticas, natureza do solo, adubação aplicação de agrotóxicos e de novas e futuras espécies geneticamente modificadas, cujo processo consiste em seis etapas: A) Hidrólise ácida; B) lavagem com água seguia de secagem da casca após a hidrólise; C) calcinação em temperatura compreendida entre 270°C e ligeiramente abaixo do ponto de fulgor da casca ou da planta do arroz; D) moagem da casca calcinada transformando-a em pó fino: E) calcinação entre 480°C e 650°C; F) moagem/desagregação do pó assim obtido permitindo adequa-la a usos específicos.

Referências:

https://saocarlosemrede.com.br/grupo-santa-cruz-comunica-o-falecimento-aos-69-anos-de-jefferson-benedicto-libardi-liborio/