quarta-feira, 29 de outubro de 2025

#233 ZASSO 112019020016 DISPOSITIVO DE DESATIVAÇÃO DE ERVAS DANINHAS

112019020016 DISPOSITIVO DE DESATIVAÇÃO DE ERVAS DANINHAS

Depósito: 27/11/2017

Destaque:  acordo da Unicamp com a Zasso

Inventor:  SERGIO DE ANDRADE COUTINHO FILHO / JOSE ANTENOR POMILIO / BRUNO VALVERDE / DIEGO TERUO MENDES DE SOUZA

Titular:  ZASSO GROUP AG (CH)

A invenção intitulada “Dispositivo de Desativação de Ervas Daninhas” (BR 112019020016-9), de titularidade da Zasso Group AG, descreve um sistema eletrônico para eliminar ervas daninhas sem o uso de herbicidas químicos, empregando correntes elétricas controladas que provocam a eletrocussão seletiva das plantas indesejadas. O dispositivo utiliza eletrodos alimentados por inversores eletrônicos em ponte-H, que convertem corrente contínua em alternada de onda retangular com frequências acima de 1 kHz, controladas por modulação de largura (PWM) e densidade de pulso (PDM). Essa tecnologia substitui os sistemas elétricos convencionais de baixa frequência (50-65 Hz), reduzindo peso, tamanho e consumo de energia, além de permitir ajuste dinâmico de tensão e corrente conforme a resistência elétrica planta-solo. O sistema incorpora capacitores de amortecimento e unidades de pré-carga que evitam picos de corrente e superaquecimento. Pode ser instalado em veículos móveis ou autônomos, como tratores, drones ou robôs agrícolas, equipados com sensores ópticos, espectroscópicos, térmicos, de radar, ultrassom e GPS, capazes de identificar e mapear as ervas daninhas e distinguir as plantas úteis. A partir dos dados coletados, o sistema de controle integrado calcula e aplica a energia elétrica adequada para cada ponto, realizando a eliminação precisa e sustentável das ervas daninhas, sem afetar o solo ou culturas vizinhas. A invenção propõe, portanto, uma alternativa ecológica, eficiente e automatizada ao uso de herbicidas, combinando eletrônica de potência, inteligência sensorial e georreferenciamento para o manejo seletivo de plantas invasoras.

A Zasso Group AG, empresa suíça com origem no Brasil, desenvolveu uma tecnologia de capina elétrica que elimina ervas daninhas sem o uso de herbicidas, sem causar danos ao solo, à fauna ou à flora. O sistema utiliza corrente elétrica controlada que percorre as plantas invasoras até as raízes, erradicando-as de forma seletiva e sustentável. Segundo o co-CEO Sérgio Coutinho, a empresa realiza estudos ecotoxicológicos voluntários com instituições especializadas para garantir a segurança ambiental do processo. Esses estudos analisam os efeitos da tecnologia Eletroherb sobre organismos não alvos, como minhocas e colêmbolos, indicadores da qualidade e fertilidade do solo. Em testes de campo, amostras coletadas antes e após o uso da capina elétrica mostraram nenhuma alteração significativa na população desses organismos. O resultado se deve ao fato de que o solo, ao atuar como condutor, dissipa a energia elétrica, reduzindo a intensidade da corrente sobre pequenos seres vivos. A empresa possui diversas certificações de sustentabilidade, comprovando que a tecnologia é uma alternativa limpa e eficaz aos herbicidas químicos. Além de proteger a biodiversidade, a técnica preserva a matéria orgânica do solo, essencial para a nutrição vegetal e a produtividade agrícola. Com presença na Suíça, Brasil, Alemanha e França, a Zasso busca promover uma agricultura mais segura, eficiente e livre de químicos, combinando inovação tecnológica e responsabilidade ambiental.



A invenção é o resultado de um projeto colaborativo alinhado com as demandas do mercado, que foi licenciado em 2020, que trata de uma máquina de capina elétrica para o controle de ervas daninhas e outras plantas indesejadas no campo. O equipamento, mais eficiente que a capina manual e com menos impacto ambiental que o uso de herbicidas, foi desenvolvido pela equipe do professor José Antenor Pomilio em parceria com a Zasso Group AG, empresa especializada em soluções não químicas de gerenciamento rural. Jose Antenor Pomilio é Engenheiro eletricista (1983), mestre (1986) e doutor (1991) em Eng. Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas. De 1988 a 1991 foi chefe do grupo de eletrônica de potência do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Realizou estágios de pós-doutoramento junto à Universidade de Pádua (1993/1994 e 2015) e à Terceira Universidade de Roma (2003), ambas na Itália. Foi presidente da Associação Brasileira de Eletrônica de Potência - SOBRAEP e membro de diversas diretorias desta entidade.

Resumo: 112019020016 A presente invenção refere-se a um dispositivo de desativação de ervas daninhas que compreende pelo menos um eletrodo, por meio do qual pelo menos um eletrodo é direcionado às ervas daninhas. O dispositivo de ativação de ervas daninhas permite o controle das ervas daninhas sem a utilização de herbicidas venenosos.

Referências:

https://www.inova.unicamp.br/premioinventores/edicoes/edicao-2021/

https://www.inova.unicamp.br/2021/06/maquina-de-capina-eletrica-para-o-controle-de-ervas-daninhas-e-outras-plantas-indesejadas/

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