domingo, 31 de agosto de 2025

#64 PELENOVA PI9604371 BIOMEMBRANA PARA REGENERAÇÃO DE TECIDOS

 PI9604371 - BIOMEMBRANA ADEQUADA PARA USO NA SUBSTITUIÇÃO, RECONSTRUÇÃO, INDUÇÃO DE ANGIOGÊNESE, NEOFORMAÇÃO OU REGENERAÇÃO DE TECIDOS OU ÓRGÃOS HUMANOS E ANIMAIS

Depósito: 09/10/1996

Destaque: Em três anos de mercado mais de 100 mil unidades vendidas, Prêmio Finep 2006

Inventor: Fátima Mrué / Antônio César da Silva Zborowski

Titular: Pele Nova Biotecnologia SA (SP/BR)



A Pele Nova Biotecnologia, empresa paulistana liderada por Ozires Silva, investiu dez anos e R$ 10 milhões no desenvolvimento da biomembrana Biocure, patenteada em 60 países. A médica mestrando Fátima Mrué conheceu um tipo de prótese de esôfago no Japão feita de silicone e teve a ideia de substituir o silicone por látex. descobrindo propriedades cicatrizantes. Com um custo de 50 vezes menor do que as demais opções disponíveis o produto vendeu mais de 100 mil unidades em três anos de mercado proporcionando a cura rápida e indolor a úlceras crônicas para mais de cinco mil pessoas evitando amputações em cerca de 500 pacientes. O produto foi lançado no Brasil e já está em processo de registro no FDA, nos EUA, e no órgão regulador europeu, visando exportação. A biomembrana tem aplicações médicas inovadoras, incluindo restauração de tímpanos, fechamento da parede abdominal após cirurgias, reconstrução de artérias, dentes e tecido conjuntivo-ocular, além de tratamento de ulcerações em pacientes com sondas permanentes. Essas aplicações estão em estudo e podem abrir novos mercados, já que não existe produto similar. A executiva Eleonora Silva Lins destaca que é difícil prever o retorno financeiro, mas em três meses será possível estimar a demanda. O custo-benefício é uma das grandes vantagens do Biocure: o tratamento de feridas crônicas de porte médio, em dois meses, custa R$ 570, contra US$ 30 mil de um material suíço derivado de células vivas. O Biocure, no entanto, não será vendido diretamente ao público; seu uso depende de prescrição médica.

O presidente do Conselho de Administração da empresa Ozires Silva vislumbra um futuro promissor para a companhia, pois dentre os portadores de diabetes há cerca de 24 milhões de pessoas no mundo que sofrem com feridas de difícil cura, que seriam potenciais usuários para o Biocure, um produto muito mais barato que os concorrentes e ainda com a vantagem de ser natural. Cada adesivo Biocure custa cerca de R$ 28,50, o que equivale a 5% do preço do concorrente mais barato – nos Estados Unidos o gasto anual com curativos de cada um dos diabéticos afetados por feridas gira em torno de US$ 40 mil. A base de látex é biocompatível, o que evita que o produto seja rejeitado pelo organismo humano. Além disso, os resultados na recuperação são superiores aos dos similares: um deles é um gel que contém uma proteína humana cultivada em bactérias, e o outro é um transplante de pele humana, ambos patenteados por gigantes multinacionais da área farmacêutica.

Resumo: PI9604371 A presente invenção refere-se a uma biomembrana adequada para utilização na substituição, reconstrução, indução de angiogênese, neoformação ou regeneração de órgãos ou tecidos humanos ou animais, a qual compreende o produto de polimerização de látex natural como seu constituinte principal. A invenção refere-se também a um material substituto para órgãos e tecidos humanos ou animais e a um suporte para o crescimento de microorganismos e células que contêm uma biomembrana como descrita acima.

Referências:
Ciência e Saúde - 15/06/2004 - 11:01:20 Empresa brasileira lança biomembrana inédita - Agência Estado / Viviane Mottin
ZEVALLOS, Gustavo. 101 inovações brasileiras, São Paulo: IOB, 2008, p. 150
https://web.archive.org/web/20070522072728/http://www.finep.gov.br/premio/fotos_premiacao_2006/solenidade_planalto/pages/foto_de_joao_luiz_ribeiro_24_jpg.htm
Brasil inovador : o desafio empreendedor : 40 histórias de sucesso de empresas que investem em inovação / Vladimir Brandão, Ada Cristina V. Gonçalves, ...[et al.]; coordenação Carlos Ganem e Eliane
Menezes dos Santos. – [Brasília : IEL – NC, 2006.] p. 55

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