terça-feira, 26 de agosto de 2025

#44 UEMG / FAPEMIG / UFMG 102013018865 - TECIDO CONTROLADOR TÉRMICO, PROCESSO DE OBTENÇÃO E USO

102013018865 TECIDO CONTROLADOR TÉRMICO, PROCESSO DE OBTENÇÃO E USO

Depósito: 23/07/2013

Destaque: 3º Prêmio Patente do Ano da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI) 2022

Inventor: Eliane Ayres / Rosemary Bom Conselho Sales / Priscila Ariane Loschi / Rodrigo Lambert Oréfice

Titular:  UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG (BR/MG) / FAPEMIG - FUNDAÇÃO DE AMPARO A PESQUISA DO ESTADO DE MINAS GERAIS (BR/MG) / UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG (BR/MG)



A patente BR 102013018865-4 descreve um tecido controlador térmico obtido pelo revestimento de fibras com um complexo polimérico formado por polietileno glicol (PEG) e poli(ácido itacônico) (PIA). O PEG atua como material de mudança de fase (PCM), capaz de absorver, armazenar e liberar calor, enquanto o PIA, derivado de fontes renováveis como melaço de cana, confere estabilidade ao sistema. Esse revestimento cria um microclima estável entre a pele e o tecido, garantindo conforto térmico, sendo ainda atóxico, não inflamável e ambientalmente seguro. O processo consiste na imersão do tecido em solução PEG/PIA e posterior secagem, resultando em ligações cruzadas que fixam o material às fibras. Foram utilizados diferentes PCMs (PEG 600, PEG 1000 e PEG 1450), destacando-se o PEG 1000 por apresentar faixa de fusão ideal próxima à temperatura corporal (15–35°C). O tecido pode ser aplicado em algodão, lã, linho, poliéster, couro, cimento, concreto e gesso, sendo especialmente útil em roupas esportivas como de corrida, ciclismo e escalada, por regular continuamente a temperatura, absorvendo calor em ambientes quentes e liberando-o em frios. Ensaios de caracterização (FTIR, TG e DSC) confirmaram a formação do complexo, sua estabilidade térmica e eficácia. Além do controle térmico, a solução melhora a fixação de cor em fibras têxteis, ampliando suas aplicações. O invento é resultado do trabalho de pesquisadores da UEMG, UFMG e FAPEMIG, representando inovação sustentável na área têxtil, aliando conforto, funcionalidade e uso de matérias-primas renováveis.


Resumo 102013018865: A presente invenção compreende um tecido controlador térmico e o processo de obtenção desse tecido que é revestido por um complexo polimérico, sendo este formado por duas principais substâncias. A primeira, representada pelo polietileno glicol (PEG) e a segunda, pelo poli(ácido itacônico) (PIA). O PEG, sendo um tipo de PCM (do inglês, phase change material), é capaz de absorver, armazenar e liberar a energia de outro material, na forma de calor. Quando aplicado a um substrato têxtil (tecido), é capaz de regular continuamente o microclima entre a pele do usuário e o tecido. Para que o PEG possa atuar como PCM, ele necessita estar sob uma forma estabilizada, podendo esta, por exemplo, ser formada por um complexo polimérico entre PEG e PIA. O PIA, por sua vez, é um polímero que pode ser obtido a partir de fontes renováveis, como melaço de cana de açúcar. O tecido, além de ser atóxico, assim como o PEG, pode absorver, armazenar e liberar energia, a fim de fornecer o conforto térmico ideal ao usuário que utilizar uma roupa à base desse material, O tecido pode ser utilizado em materiais esportivos, principalmente vestuário. Além disso, a mistura polimérica de PEG/PIA pode ser aplicada opcionalmente a outros materiais, tal qual o couro, cimento, concreto ou gesso.

Referências:
https://abpi.org.br/newsletter/3o-premio-patente-do-ano-2022/

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