quinta-feira, 28 de agosto de 2025

#56 ELC PI9500348 LACRE DE SEGURANÇA

PI9500348 LACRE DE SEGURANÇA

Depósito: 27/01/1995

Destaque: Produto exportado para cerca de 20 países

Inventor: Eduardo de Lima Castro Netto

Titular: ELC Produtos de Segurança Ind. Com. Ltda (BR/RJ)




Nascido no Recife em 1931, Eduardo de Lima Castro Netto concluiu seus estudos técnicos no Rio de Janeiro, estabelecendo-se como empresário metalúrgico e revelando grande vocação para a engenharia mecânica, iniciando sua carreira com a instalação de relógios em edifícios e igrejas. Amante dos esportes náuticos, inventou uma espingarda de ar comprimido para pesca submarina, mas sua trajetória profissional se consolidaria de forma inesperada, marcada por 33 anos de intensa dedicação. Em 1967, impressionado com a quantidade de selos de chumbo descartados em sucatas e preocupado com a toxicidade do material, concebeu o primeiro selo de segurança em polipropileno, que aliava inviolabilidade e simplicidade, substituindo os antigos lacres metálicos usados desde a Idade Média. Sua invenção antecipava preocupações ambientais, tornando-se referência muito antes de leis restritivas ao chumbo surgirem em países como os EUA. O primeiro modelo de selo plástico, lançado em 1967, com duas peças unidas por barbante, conquistou clientes como a Casa da Moeda, os Correios e o INMETRO. Enfrentou enormes dificuldades para registrar a patente, conseguindo nos EUA apenas no limite do prazo, graças à ajuda de uma aeromoça que levou a documentação. No Brasil, aguardou onze anos até a concessão do registro, em 1978, e lutou contra a pirataria internacional em países como França e Bélgica, sempre criticando a lentidão do INPI. Seu sócio, Jonair Almeida, destacou sua visão empreendedora ao perceber que um lacre de plástico poderia substituir toneladas de chumbo descartadas, abrindo amplo mercado. A ELC evoluiu os selos plásticos com numeração em alto-relevo e depois com o sistema “In Mold Label”, incorporando códigos de barras, logomarcas e dígitos verificadores, eliminando falhas e aumentando a segurança. A empresa cresceu e passou a exportar sua tecnologia para diversos países, sendo escolhida até para lacrar ogivas nucleares norte-americanas. Após a morte de Eduardo, em 2000, três de seus filhos assumiram o comando e expandiram os negócios, aplicando milhões em ferramentaria, empregando mais de 500 pessoas e exportando para cerca de 20 países, consolidando o legado de um invento que ajudou a eliminar o chumbo do mercado mundial.





Resumo: PI9500348 Descreve-se um dispositivo para o fechamento e lacre de envelopes e similares compreendendo primeira e segunda tiras alongadas de material plástico (2, 3), dobráveis, uma sobre a outra, ao longo de uma linha longitudinal de dobradiça de menor espessura (4). A primeira tira (2) apresenta uma série de dentes de travamento (6) de bases enfraquecidas (7) distribuídas ao longo de seu comprimento e a segunda tira (3) apresenta uma série de cavidades (8) adaptadas para receberem os dentes em relação de travamento. Com a finalidade de permitir a fácil abertura do dispositivo quando aplicado à boca de um envelope de plástico (11) com os dentes penetrando orifícios formados ao longo das duas bordas da boca do envelope, pelo menos uma parte do comprimento da linha longitudinal de dobradiça (4), partindo de uma primeira extremidade desta, é enfraquecida (em 9) e cada tira, na sua primeira extremidade, apresenta um apêndice (10) adequado para ser segurado entre os dedos do usuário.

Referências:
Propriedade Industrial, José Tavares, página 74
 

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