5891 SANDÁLIAS HAVAIANAS
Depósito: 13/08/1964
Destaque: Produto exportado para vários países
Inventor: -
Titular: São Paulo Alpargatas S/A
As sandálias, forma simples de proteger os pés, sempre foram práticas em países de clima quente e incorporadas a culturas como a do Mediterrâneo e do Japão, onde trocar sapatos por sandálias simboliza respeito. Inspiradas na sandália japonesa Zori, que já mostrava uma sandália de dedo, nasceram em 14 de junho de 1962 as Havaianas, feitas de borracha, material nacional, garantindo conforto e durabilidade, associadas ao glamour do Havaí. Dois anos depois, a São Paulo Alpargatas registrou patente de modelo industrial, com palmilha frisada e forquilha ornamentada. O sucesso foi imediato, mas também gerou imitações, combatidas pelo slogan “Legítimas, só as Havaianas”, que destacou sua resistência. O termo “fajuto”, usado contra as cópias, entrou no dicionário como sinônimo de produto ruim. Inicialmente vistas como inovadoras, logo perderam o charme, tornando-se artigo popular e até parte da cesta básica nos anos 70 e 80. Apesar de dominar 90% do mercado, a marca entrou em declínio, sem prestígio e com baixa rentabilidade. A virada ocorreu em 1994, com novos designs e o modelo Havaianas Top, inspirado nos surfistas, que vendeu 300 mil pares no primeiro ano. A diversificação reposicionou o produto, elevando lucros e transformando-o em ícone fashion. Atualmente, três pares são vendidos por segundo no Brasil, totalizando mais de 105 milhões por ano e 2,2 bilhões desde 1962. Reconhecidas por revistas de moda internacionais, as Havaianas conquistaram o mercado externo como artigo de luxo, chegando a custar US$ 20 na Europa, contrastando com os US$ 3 no Brasil. Hoje, a marca é referência global em sandálias, símbolo de inovação, simplicidade e estilo.
Resumo: 5891 Novo modelo de palmilha com forquilha caracterizado por ser a palmilha provida de uma pluralidade de pequenos frisos de forma elétrica, uniformemente distribuídos em toda a superfície da palmilha, sendo a forquilha ornamentada por duas gregas, de direções paralelas, cada uma formada por pequenos frisos em linha quebrada, entrelaçados.
Referências:
ZEVALLUS, Gustavo. 101 inovações brasileiras, São Paulo, IOB, 2008, p.30

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