PI8107560 - APARELHO PARA ESTIMULAÇÃO ULTRA-SÔNICA EM CONSOLIDAÇÃO DE FRATURAS ÓSSEAS
Depósito: 19/11/1981
Destaque: patente vendida no exterior
Inventor: Luiz Romariz Duarte
Titular: Luiz Romariz Duarte (BR/SP)
Em 1983 o brasileiro Luiz Romariz Duarte usou ultrassom de baixa intensidade para estimulação de crescimento de tecidos e assim reverter quadros de não consolidação do osso. Os resultados das pesquisas com o aparelho foram divulgados em 1976 em um congresso da Federação Internacional de Engenharia Médica e Biológica em Otawa, no Canadá. Duarte patenteou o sistema em 1984, nos EUA (US4530360) e no Brasil (PI8107560). Ele vendeu a patente para a empresa Exogen Incorporation, dos EUA. O método se baseia em uma propriedade do colágeno, fibras existentes no tecido ósseo. As fibras colágenas são capazes de transformar vibrações mecânicas em energia elétrica. Os pulsos de ultra-som aplicados provocam uma vibração no osso. A eletricidade gerada faz com que as células ósseas produzam o material de cicatrização mais rápido.
O Programa de Pós-Graduação Interunidades em Bioengenharia (PPGIB) foi criado em 1977. Dele participam a EESC-USP, a FMRP-USP o IQSC-USP. O PPGIB é o segundo mais antigo programa interunidades de pós-graduação da USP com cursos de mestrado e doutorado nas linhas de pesquisa Biomateriais, Biomecânica e Tecnologia em Saúde. A sua criação foi motivada pela livre-docência do Prof. Dr. Luiz Romariz Duarte, intitulada “Estimulação Ultra-Sônica do Calo Ósseo”, no Departamento de Engenharia de Materiais da EESC na década de 70. O Prof. Duarte foi o mentor da tecnologia para tratamento de fraturas ósseas por ultra-som de baixa intensidade, técnica internacionalmente conhecida como LIPUS (low intensity pulsed ultrasound).
Na década de 80 sob a liderança dos norte-americanos John Peter Ryaby e Roger Talish a patente desta tecnologia foi comprada para se criar a empresa Exogen. Em 1994, após intensas investigações com experimentos animais e clínicos, esta empresa obteve a aprovação do FDA (Food and Drug Administration) para o uso da tecnologia nos EUA. Em 2001, a Smith & Nephew, uma das maiores empresas de ortopedia do mundo adquiriu a Exogen. Neste mesmo ano o uso da tecnologia no Brasil foi aprovado pela ANVISA e a técnica, também denominada de estimulação ultra-sônica da regeneração óssea (EURO), tornou-se disponível para o tratamento de fraturas recentes, ou com retardos de consolidação óssea ou em pseudoartroses (não união óssea).
Essa pesquisa enquadra-se na linha de “Tecnologia em Saúde”, cujo objetivo, entre outros, é a compreensão dos fenômenos básicos relacionados com o aparelho músculo-esquelético e à proposição de soluções para a reabilitação de tecidos biológicos que tenham sua função original perdida.
Resumo: PI8107560 Patente de invenção da estimulação ultrassônica da consolidação de fraturas ósseas, constituída por processo terapêutico não-invasivo pelo qual a energia acústica ultrassônica passa de um transdutor, para a pele do paciente atravessando músculos, até atingir o osso região de uma fratura, como consequência da incidência de ultrassom no osso há um grande aumento da atividade celular das células fibroblastos acelerando-se sua divisão mitótica formando-se, portanto, no final do processo, novo num tempo menor. Esse efeito é obtido em qualquer osso do corpo de qualquer mamífero. A invenção pertence, pois, aos campos da Medicina, da Veterinária e da Odontologia (esta última no que se refere à consolidação óssea). Para se conseguir o efeito desejado, há a necessidade de se selecionar os parâmetros apropriados para a estimulação.

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