quinta-feira, 30 de julho de 2020

#30 SIGNALCARD PI7804885 - CARTÃO TELEFÔNICO INDUTIVO, SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA

PI7804885 - CARTÃO TELEFÔNICO INDUTIVO, SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA

Depósito: 28/07/1978

Destaque: Cartão telefônico usado pela Telebrás nos telefones públicos na década de 1980, Prêmio Landell Moura da Telebrás 1982

Inventor: Nelson Guilherme Bardini (SP)

Empresa: Signalcard.


O cartão indutivo, no início conhecido como ficha eletrônica, foi inventado entre 1976 e meados de 1978, pelo Eng. Nelson Guilherme Bardini, formado pela Universidade Mackenzie em São Paulo em 1962. Nesse início de desenvolvimento o inventor contou com a colaboração de Dalson Artacho, que depositou o pedido de patente PI 7804885 em 28 de julho de 1978 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI, tendo a mesma sido concedida sob o Título de "SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA", expedida em 27 de Março de 1984. O engenheiro Bardini com pingos de solda (estanho e chumbo), prensados entre dois vidros planos fabricou as primeiras células indutivas. Mais tarde, tentou outra técnica. Um pedaço de solda era colocado entre duas folhas de papel vegetal e prensado em uma máquina de fazer macarrão até obter uma finíssima folha da liga de estanho e chumbo. O segundo passo era obter o contorno da célula, o que era conseguido estampando a mesma com uma lâmina de barbear dobrada no formato da célula. Os primeiros cartões, em papelão, tinham a dimensão de 36 x 66 cm2 e possuíam uma parte a ser destacada em cima, lembrando o monofone do símbolo Telebrás, para impedir a venda de um cartão usado. O cartão somente funcionaria se o monofone fosse destacado. Em 20/09/1991 a Signalcard concede licença à Telebrás para uso da patente PI 7804885 "Sistema de Cobrança por Ficha Eletrônica". Em março de 1992 a TELEBRÁS realizou na cidade do Rio de Janeiro os primeiros testes públicos de seu aparelho telefônico já usando cartão de 100 créditos, que se tornou padrão. Esses aparelhos permitiam fazer ligações telefônicas, locais, nacionais e internacionais. O projeto TP-Cartão pela Telebrás iniciou suas atividades em 1987 quanto às especificações técnicas e terminando o teste de protótipo no primeiro trimestre de 1989.


Resumo PI7804885 O cartão indutivo constitui-se de diversas células (cada qual associada a um crédito). Essas células são esculpidas em uma lâmina metálica lembrando um anel, tendo o mesmo uma região com um trecho diminuído o qual irá constituir o fusível a ser aberto por indução. Esse anel é aproximado de uma bobina quando o cartão é introduzido no telefone público. Uma corrente adequada na bobina será capaz de induzir no anel uma corrente. Dependendo da intensidade e tempo de duração dessa corrente o fusível poderá ser rompido indicando célula aberta (crédito consumido). Uma corrente de menor valor na mesma bobina, é capaz de realizar a leitura da célula. Essa leitura só é possível uma vez que as situações de célula intacta e célula rompida são capazes de alterar as linhas de fluxo entre a bobina e o anel. A identificação de célula rompida ou intacta se faz sem necessidade de efetuar qualquer movimento no cartão, visto que a bobina excitadora atua como primário no transformador e a célula anel) atua como secundário do transformador, de modo que uma célula rompida possa ser detectada a partir da impedância refletida no primário. Durante julho de 1976 e abril de 1978, Bardini trabalhava na TELESP onde coordenava o setor de Seção de Aceitação de Aparelhos telefônicos desde outubro de 1977, que tinha como função o projeto de equipamentos de ensaios de aparelhos telefônicos. Inventado pelo Eng. Nelson Guilherme Bardini, o cartão telefônico brasileiro foi criado em 1978, em sua casa, durante suas horas de folga. Em 1982 o Eng. Nelson Guilherme Bardini desenvolveu o primeiro aparelho telefônico com cobrança dos serviços através da “Ficha Eletrônica”. 

Referências:





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