sexta-feira, 31 de julho de 2020

#32 BRASILATA PI9408643 - SISTEMA DE FECHAMENTO PLUS

PI9408643 - DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM LATAS COM GRANDE ABERTURA EXTREMA DE VAZAMENTO

Depósito: 03/05/1994

Destaque: Produto com selo Brasil Premium exportado pela Brasilata

Inventor: Pedro Bruni Labate, Manoel José Guarda

Empresa: Brasilata (SP/BR)

Em 1995, em conversa com Alexandre Cenacchi, presidente da Sayer Lack, um importante cliente, o diretor superintendente da Brasilata recebeu a solicitação da produção de uma lata redonda para tintas mais barata. A lata de tinta tradicional, fora desenvolvida no início do século passado, e seu sistema de fechamento baseava-se em atrito por múltipla pressão. O que o cliente indagava era se não seria possível a adoção de uma tampa de pressão simples, como as utilizadas para as latas de leite em pó. Foi preciso muita imaginação para transportar a solução da lata quadrada para a lata redonda; muitas tentativas foram feitas, e cerca de três meses depois foram fornecidas ao cliente as primeiras latas redondas com capacidade de 900ml e o novo fechamento por trava mecânica. Para ser diferenciado do sistema da lata quadrada, ele recebeu o nome de Fechamento Plus. Durante esse processo a Brasilata contou com apoio da Finep, que financiou, entre outras atividades, a aquisição de materiais e a realização de testes de mercado. No final de 1995, o sistema foi apresentado em um evento, em que a Brasilata estava recebendo de seu principal cliente, Tintas Coral, o prêmio de Fornecedor do Ano. A solução encantou Júlio Cardoso, então presidente das Tintas Coral, tendo sido firmada uma parceria para desenvolvimento do novo fechamento. Foi então a vez do trabalho árduo: a ideia original teve de ser modificada várias vezes, até mesmo para permitir a conciliação com as linhas de enchimento, que deveriam ser compatíveis com os dois sistemas, o Plus e o convencional. O processo de produção das tampas em alta velocidade teve de ser mudado mais de uma vez. Um equipamento especial teve de ser projetado com a Indústria de Máquinas Moreno, isto é, toda uma nova tecnologia de processo acabou sendo desenvolvida em função dessa nova concepção de fechamento. Ocorreu, portanto, um processo inverso ao que é típico das indústrias dependentes de fornecedores, conforme mencionado antes, ou seja, a Brasilata realizou uma inovação radical de produto que gerou a necessidade de inovações de processo. Após todo esse esforço, a Brasilata passou a contar com um sistema de fechamento exclusivo que possibilita um desempenho superior, conforme análises realizadas pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) e uma economia de 19 a 25% de material. O sistema Plus é três vezes mais resistente que o fechamento por atrito a pressões internas, choques e tombamento, com economia de 20% do material empregado na fabricação do conjunto anel tampa além de reduzir pela metade o tempo de manuseio com enchimento da tinta. 




O sistema de fechamento plus para vasilhames de aço conquistou o selo Brasil Premium. O produto foi analisado e avaliado por técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo e outros profissionais, sendo depois julgado por um conselho deliberativo, com apoio da Câmara de Comércio Exterior e da Apex - Agência de Promoção de Exportações. Patenteado nos Estados Unidos e Europa (US5899352 e EP0706486), o produto quebrou um paradigma de mais de 90 anos, ao substituir o fechamento convencional, por atrito, por uma trava mecânica, oferecendo como vantagens, além da resistência três vezes maior à pressão interna (o que é muito útil nos processos críticos de envasamento e evita que as tampas sejam abertas no caso de uma queda), maior performance ante as quedas e facilidade de manuseio nas operações de abertura e fechamento. Além de marcar a primeira abertura no anel da tampa, este sistema abre e fecha mais facilmente várias vezes, evitando o ressecamento dos produtos. Com mais de 180 milhões de latas plus vendidas desde 1994, o produto, na opinião do diretor-superintendente da Brasilata, Antonio Carlos Teixeira, oferece melhor desempenho e produtividade nas linhas de enchimento das indústrias de tintas e produtos químicos. "Com esta inovação, o Brasil pode exportar tecnologia na produção de latas, invertendo a rota usual da globalização

No início da década de 1990, a equipe de vendas da Brasilata começou a receber de seus dois maiores clientes de tintas, donos das marcas mais vendidas no Brasil (Suvinil e Coral), demandas no sentido de produzir embalagens que dificultassem uma prática indesejável que estava se tornando cada vez mais comum: a falsificação de tintas. A prática era a seguinte: alguns indivíduos, e mesmo empresas inescrupulosas, estavam comprando latas vazias de 18 litros, usadas, limpavam-nas com cuidado e, em seguida, adquiriam latas novas de tinta, abriam-nas e, pela adição de água, logravam obter duas ou mais latas que eram então vendidas como novas. Para coibir tal prática, o então gerente de qualidade da Brasilata teve a idéia de alterar o perfil do anel da lata de tinta de 18 litros, introduzindo um relevo que era marcado no ato de abertura da tampa. O relevo não impedia uma eventual violação, porém a evidenciava claramente, dentro do conceito internacionalmente usado para latas de produtos alimentícios (tamper evident). O gerente de vendas achou que a solução atendia totalmente à demanda dos clientes, e foi dele a idéia de "batizar" a nova lata com o nome de First Open, em alusão à indicação da primeira abertura da lata. O sucesso foi grande, e em 1994 a lata de 18 litros com fechamento First Open ganhou o prêmio Embanews na categoria tecnologia.

A concorrência, incomodada com o sucesso da Brasilata, tratou de produzir também a sua lata tamper evident, denominada Latalimpa, que resolvia de quebra um outro problema ocasionado pela existência de cantos vivos de aço nas bordas do anel. Tais cantos, na folha metálica, além de poderem provocar ferimentos na mão do pintor, expunham o aço não-revestido, fato que com o passar do tempo causava oxidação e, algumas vezes, sujava a tinta. O lançamento da nova lata da concorrência caiu como uma bomba na equipe técnica da Brasilata, que se debruçou para achar uma solução que também resolvesse o problema dos cantos vivos na lata First Open. Em apenas 24 horas, um técnico experiente, após várias simulações no sistema de projeto auxiliado por computador (CAD), apresentou uma proposta. A solução previa o enrolamento para fora da extremidade interna do anel da lata, formando um cordão e eliminando o canto vivo e, ao mesmo tempo, um "canal" na borda externa da tampa, permitindo o encaixe da tampa com o anel, conforme o esquema mostrado na figura abaixo.



O esquema proposto resolvia, sem dúvida, o problema do canto vivo do anel, tendo sido esta a razão primeira da sua proposição. Entretanto, ficou claro desde o início que a introdução de uma trava mecânica entre o anel e a tampa melhorava sobremaneira a condição de fechamento da lata e, conseqüentemente, evidenciava ainda mais a primeira abertura. A aprovação da diretoria foi imediata, todos os recursos necessários foram mobilizados e em poucos dias o primeiro protótipo foi produzido pela equipe de ferramentaria. O próprio diretor superintendente batizou a lata com o nome de First Open Plus. Em apenas 90 dias a nova lata estava no mercado. Em 1995, o fechamento First Open Plus ganhava para a Brasilata o segundo prêmio Embanews de tecnologia.

Em 1995, em conversa com Alexandre Cenacchi, presidente da Sayer Lack, um importante cliente, o diretor superintendente recebeu a solicitação da produção de uma lata redonda para tintas mais barata. A lata de tinta tradicional, como vimos, fora desenvolvida no início do século passado, e seu sistema de fechamento baseava-se em atrito por múltipla pressão. O que o cliente indagava era se não seria possível a adoção de uma tampa de pressão simples, como as utilizadas para as latas de leite em pó. O diretor da Brasilata sabia, e concordava, que a deficiência de vedação da pressão simples era inaceitável para a indústria de tintas. A tinta necessita de uma lata com vedação mais robusta do que a de leite em pó, devido as suas características em termos de peso, pressões internas etc. Apesar de ser impossível naquele momento atender à solicitação do cliente, esse assunto despertou o interesse do diretor da Brasilata, pois se o fechamento baseado em atrito por múltipla pressão pudesse ser evitado a economia de matéria-prima seria considerável. Nesse caso seria necessário conseguir uma vedação eficiente, para a qual não existia ainda nenhuma solução conhecida.

Na viagem de Jundiaí (sede do cliente) a São Paulo, o diretor chegou a considerar a solução First Open Plus, porém a descartou por achar que seria muito complicada a transposição da solução da lata quadrada para a redonda. Já em São Paulo, reuniu-se com a equipe técnica a fim de discutir o assunto e, para sua surpresa, viu aparecer a mesma sugestão. Foi formado então um grupo de trabalho para estudar o assunto com os melhores técnicos, que seriam o embrião de uma futura equipe de desenvolvimento de produto, hoje composta por cinco técnicos de excelente capacidade, três dos quais remanescentes daquele grupo de trabalho. Foi preciso muita imaginação para transportar a solução para a lata redonda; muitas tentativas foram feitas, e cerca de três meses depois foram fornecidas ao cliente as primeiras latas redondas com capacidade de 900ml e o novo fechamento por trava mecânica. Para ser diferenciado do sistema da lata quadrada, ele recebeu o nome de Fechamento Plus. Durante esse processo a Brasilata contou com apoio da Finep, que financiou, entre outras atividades, a aquisição de materiais e a realização de testes de mercado.

No final de 1995, o sistema foi apresentado em um evento, em que a Brasilata estava recebendo de seu principal cliente, Tintas Coral, o prêmio de Fornecedor do Ano. A solução encantou Júlio Cardoso, então presidente das Tintas Coral, tendo sido firmada uma parceria para desenvolvimento do novo fechamento. Foi então a vez do trabalho árduo: a idéia original teve de ser modificada várias vezes, até mesmo para permitir a conciliação com as linhas de enchimento, que deveriam ser compatíveis com os dois sistemas, o Plus e o convencional. O processo de produção das tampas em alta velocidade teve de ser mudado mais de uma vez. Um equipamento especial teve de ser projetado com a Indústria de Máquinas Moreno, isto é, toda uma nova tecnologia de processo acabou sendo desenvolvida em função dessa nova concepção de fechamento. Ocorreu, portanto, um processo inverso ao que é típico das indústrias dependentes de fornecedores, conforme mencionado antes, ou seja, a Brasilata realizou uma inovação radical de produto que gerou a necessidade de inovações de processo. Após todo esse esforço, a Brasilata passou a contar com um sistema de fechamento exclusivo que possibilita um desempenho superior, conforme análises realizadas pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea)* e uma economia de 19 a 25% de material.


Resumo PI9408643 (número inicial MU 7400485): Latas apresentando uma parede superior (11) provida com uma abertura central (12) e uma sede de fechamento (12a) de onde projeta-se, para baixo, uma parede tubular (17) apresentando um extremo livre (18); uma tampa (20) apresentando uma borda periférica (21) assentável sobre a sede de fechamento (12a), sendo o extremo livre (18) da parede tubular (17) curvado para dentro da abertura central (12) e para cima até uma posição adjacente à dita parede tubular (17), definindo uma borda inferior de parede tubular na forma de uma nervura contínua (19).

Referências:
JORNAL GAZETA MERCANTIL DATA: 11/05/2005 ON LINE Registro - Lata premiada, Revista Exame 28/9/2006 - As 10 melhores inovações brasileiras, Organizações Inovadoras:estudos e casos brasileiros,José Carlos Barbieri, Rio de Janeiro:FGV, 2003
ZEVALLUS, Gustavo. 101 inovações brasileiras, São Paulo, IOB, 2008, p.62




#31 TROLL 71404 RECIPIENTE CONJUGADO PARA LAVAGEM E ESCORRIMENTO

71404 - RECIPIENTE CONJUGADO PARA LAVAGEM E ESCORRIMENTO

Depósito: 14/11/1963

Destaque: Produto comercializado e apresentado na Feira de Utilidades Domésticas em maio de 1962

Inventor: Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich

Empresa: Troll (SP/BR)


Beatriz Zorowich nasceu em Batatais - SP. Formou-se em odontologia pela Universidade de São Paulo. É casada com o engenheiro Mackenzista Sólon Ribeiro Zorowich. Dessa união tiveram cinco filhos, sendo quatro formados em medicina e uma formada em direito. É funcionária aposentada do Departamento de Assistência ao Escolar (DAE) do Estado de São Paulo. Na época em que trabalhava no DAE, o órgão dava assistência médico-odontológica a toda rede escolar do Estado, num atendimento público competente, para o qual o Estado contratava cerca de 2000 (dois mil) cirurgiões dentistas. A cirurgiã-dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich conseguiu um bom reforço na renda familiar graças a um invento simples: o lava arroz, por ela patenteado e licenciado para uma empresa brasileira de brinquedos e utilidades domésticas, a Trol/SA . Beatriz, cansada de chegar do trabalho e o ralo da pia estar entupido, resolveu criar este utensílio em 1959. Para a empregada não entupir a pia, ela inventou o escorredor de arroz, uma espécie de bacia conjugada a uma peneira em uma de sua extremidades que facilita a lavagem de alimentos. Com a ajuda de seu marido Sólom Zorowich, Beatriz montou um protótipo em papel de alumínio e incentivada pelo seu primo, Eduardo Garcia Rossi, secretário da Federação da Indústrias de São Paulo, apresentou sua invenção ao dono da Trol S/A, Sr. Ferreira que logo percebeu o potencial de mercado da invenção e iniciou a produção. O invento foi apresentado na Feira de Utilidades Domésticas em maio de 1962 e foi o maior sucesso. O depósito da patente BR foi feito em 1959, sendo que pela lei da época a sua vigência era de quinze anos de proteção contados da data de depósito da patente. Durante este período, o invento rendeu dividendos a Beatriz, pagos pela Trol, inicialmente sob a administração do Sr. Ferreira e posteriormente com o Sr. Dilson Funaro (ministro da Economia na década de 80), sucessor na presidência da empresa. Inicialmente Beatriz recebia um percentual de 2,5 % das vendas, valor que subiu a 7,5 % dado o volume crescente de vendas, chegando a cerca de 10% no fim do contrato.


Resumo 71404: Recipiente conjugado para lavagem e escorrimento do tipo empregado para as operações domésticas de limpeza dos produtos naturais comestíveis caracterizado pelo fato que é essencialmente constituído pela conjugação funcional de dois recipientes, abertos na parte superior, sendo o fundo de um deles totalmente fechado e o do outro parcialmente crivado apresentando-se angularmente conjugados de sorte a constituir um fundo comum que descreve um ângulo interno variável entre um ângulo reto e um obtuso.

Referências:





quinta-feira, 30 de julho de 2020

#30 SIGNALCARD PI7804885 - CARTÃO TELEFÔNICO INDUTIVO, SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA

PI7804885 - CARTÃO TELEFÔNICO INDUTIVO, SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA

Depósito: 28/07/1978

Destaque: Cartão telefônico usado pela Telebrás nos telefones públicos na década de 1980, Prêmio Landell Moura da Telebrás 1982

Inventor: Nelson Guilherme Bardini (SP)

Empresa: Signalcard.


O cartão indutivo, no início conhecido como ficha eletrônica, foi inventado entre 1976 e meados de 1978, pelo Eng. Nelson Guilherme Bardini, formado pela Universidade Mackenzie em São Paulo em 1962. Nesse início de desenvolvimento o inventor contou com a colaboração de Dalson Artacho, que depositou o pedido de patente PI 7804885 em 28 de julho de 1978 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI, tendo a mesma sido concedida sob o Título de "SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA", expedida em 27 de Março de 1984. O engenheiro Bardini com pingos de solda (estanho e chumbo), prensados entre dois vidros planos fabricou as primeiras células indutivas. Mais tarde, tentou outra técnica. Um pedaço de solda era colocado entre duas folhas de papel vegetal e prensado em uma máquina de fazer macarrão até obter uma finíssima folha da liga de estanho e chumbo. O segundo passo era obter o contorno da célula, o que era conseguido estampando a mesma com uma lâmina de barbear dobrada no formato da célula. Os primeiros cartões, em papelão, tinham a dimensão de 36 x 66 cm2 e possuíam uma parte a ser destacada em cima, lembrando o monofone do símbolo Telebrás, para impedir a venda de um cartão usado. O cartão somente funcionaria se o monofone fosse destacado. Em 20/09/1991 a Signalcard concede licença à Telebrás para uso da patente PI 7804885 "Sistema de Cobrança por Ficha Eletrônica". Em março de 1992 a TELEBRÁS realizou na cidade do Rio de Janeiro os primeiros testes públicos de seu aparelho telefônico já usando cartão de 100 créditos, que se tornou padrão. Esses aparelhos permitiam fazer ligações telefônicas, locais, nacionais e internacionais. O projeto TP-Cartão pela Telebrás iniciou suas atividades em 1987 quanto às especificações técnicas e terminando o teste de protótipo no primeiro trimestre de 1989.


Resumo PI7804885 O cartão indutivo constitui-se de diversas células (cada qual associada a um crédito). Essas células são esculpidas em uma lâmina metálica lembrando um anel, tendo o mesmo uma região com um trecho diminuído o qual irá constituir o fusível a ser aberto por indução. Esse anel é aproximado de uma bobina quando o cartão é introduzido no telefone público. Uma corrente adequada na bobina será capaz de induzir no anel uma corrente. Dependendo da intensidade e tempo de duração dessa corrente o fusível poderá ser rompido indicando célula aberta (crédito consumido). Uma corrente de menor valor na mesma bobina, é capaz de realizar a leitura da célula. Essa leitura só é possível uma vez que as situações de célula intacta e célula rompida são capazes de alterar as linhas de fluxo entre a bobina e o anel. A identificação de célula rompida ou intacta se faz sem necessidade de efetuar qualquer movimento no cartão, visto que a bobina excitadora atua como primário no transformador e a célula anel) atua como secundário do transformador, de modo que uma célula rompida possa ser detectada a partir da impedância refletida no primário. Durante julho de 1976 e abril de 1978, Bardini trabalhava na TELESP onde coordenava o setor de Seção de Aceitação de Aparelhos telefônicos desde outubro de 1977, que tinha como função o projeto de equipamentos de ensaios de aparelhos telefônicos. Inventado pelo Eng. Nelson Guilherme Bardini, o cartão telefônico brasileiro foi criado em 1978, em sua casa, durante suas horas de folga. Em 1982 o Eng. Nelson Guilherme Bardini desenvolveu o primeiro aparelho telefônico com cobrança dos serviços através da “Ficha Eletrônica”. 

Referências:





#29 KENTARO TAKAOKA 66881 - VÁLVULA REGULADORA DE GASES PARA RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL

66881 - VÁLVULA REGULADORA DE GASES PARA RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL

Depósito: 13/05/1957

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2005 - Etapa Nacional

Inventor: Kentaro Takaoka

Empresa: Kentaro Takaoka (SP/BR)


Formado pelo Senai, em 1948, como fresador – enquanto cursava a faculdade –, Kentaro Takaoka montou, em 1951, uma oficina no 9º andar do HC, conhecida como “o divertimento do Takaoka”, onde injetou também recursos próprios para comprar equipamentos. Ali ele fazia as pesquisas nas poucas horas de folga, perseguindo e conseguindo atingir o objetivo de inventar um instrumento eficiente, barato e elaborado com peças pequenas e simples. Um ano depois, em 1952, apresentou o primeiro protótipo do respirador na reunião anual da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, realizada em São Paulo. Ele foi testado, por quatro anos, em pequenos animais, até que pudesse ser utilizado em humanos, em 1955. Misto dos dois outros equipamentos existentes à época, a minúscula máquina foi reconhecida mundialmente como importante contribuição para o progresso da anestesiologia e, após dois anos, começou a ser fabricada em maior escala, levando o médico a fundar a indústria que, até hoje, leva seu nome. Além do respirador, ele desenvolveu diversos outros aparelhos hospitalares. 



Em 2005, o presidente Luis Inácio Lula da Silva entregou-lhe o troféu Finep Inventor Inovador. Na ocasião, Takaoka ressaltou o fato de ambos serem torneiros mecânicos. Kentaro Takaoka faleceu em 2010


Até a década de 40 o Brasil importava equipamentos de anestesia, sendo a Kentaro Takaoka e a gaúcha Narcosul, fundada na mesma época por Alffonso Fortis e Flávio Pires, precursoras na fabricação local de equipamentos em anestesia . Em 1948 é fundada no Rio de Janeiro a Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Como conseqüência dos êxitos alcançados tanto na pesquisa como no desenvolvimento de novos equipamentos e toda uma geração de anestesiologistas realiza-se em 1954 o primeiro Congresso Brasileiro de Anestesiologia em São Paulo, com o II Congresso Latino Americano de Anestesiologia. Em 1960 o Dr. Zairo Eira Garcia Vieira representante e delegado oficial da Socieddae Brasileira de Anestesiologia no II Congresso Mundial de Anestesiologia foi eleito vice presidente da Federação Mundial de Sociedades de Anestesiologia (1956-1960) e o Brasil escolhido sede do II Congresso Mundial das Sociedades de Anestesiologia

A patente 66881 depositada no DNPI em janeiro de 1957 e concedida em outubro de 1963 é referente a uma nova válvula reguladora de gases para respiração artificial. A patente foi concedida nos Estados Unidos em US2996071 em 1961. Esta válvula permite um perfeito controle das frequências de fase inspiratória e expiratória sem contudo estar sujeita a inconvenientes de ordem mecânica que possam provocar uma diferença de pressão que não aquela prevista para determinado caso. A válvula reguladora de gases tem seu corpo constituído por uma caixa metálica cilíndrica a qual compreende duas meias partes superior e inferior unidas por uma rosca, sendo que suas extremidades contrapostas externas prendem uma membrana circular de borracha o diafragma da válvula. Este diafragma que divide o corpo interno desta em duas câmaras superior e inferior é guarnecida em seu perímetro central por dois discos metálicos, o de baixo provido de uma projeção cilíndrica oca que é passante numa perfuração central do diafragma e projetada verticalmente acima do plano desta e em cuja parte básica tem rosqueado o disco superior. Esta projeção aloja concentricamente em menor diâmetro uma pequena mola helicoidal em cuja extremidade superior tem solidário um pino rebaixado passante e livre através de uma perfuração central da face superior da citada projeção, além da qual tem fixo um cabeçote cilíndrico. Na posição de equilíbrio o disco ou a válvula fecha o orifício do ímã ou anel inferior injetando-se gás comprimido ou ar ou oxigênio pela entrada. A medida em que a pressão na câmara inferior vai aumentando é ela transmitida aos pulmões por meio do cano de saída efetuando-se assim a fase de inspiração. Com o aumento da pressão o diafragma é levado para cima, comprimindo a mola superior e tracionando a mola inferior até um ponto tal que esta tração vence a atração da válvula pelo ímã inferior passando a mencionada válvula a ser atraída pelo ímã superior. Nesse instante o injetor associado ao venturi passa a formar uma pressão negativa pelo orifício de aspiração através do qual passa todo o ar aspirado dos pulmões, assim efetuando a fase expiratória da respiração. A novidade deste respirador está no uso de ímãs de alnico V, desenvolvidos pelo IPT no final dos anos 50.

Referências:





quarta-feira, 29 de julho de 2020

#28 MU6402100 - APERFEIÇOAMENTO EM AGULHA DE COSER

MU6402100 - APERFEIÇOAMENTO EM AGULHA DE COSER

Depósito: 20/12/1984

Destaque: segundo lugar no VI Concurso do Inventor Nacional CEFET  Rio de Janeiro em 1998 

Inventor: João da Silva Garrote

Empresa: João da Silva Garrote (GO/BR)


A agulha facilita o manuseio no couro de animais e surgiu após conversar com um médico veterinário, que relatou dificuldade ao dar pontos em feridas. Com essa agulha, o fio fica dentro dela, não cria nenhuma dobra, não fica grosso, proporciona maior eficiência e não provoca tanto sofrimento ao animal. A invenção permite inserir a linha dentro do orifício da agulha com mais facilidade e recebeu o segundo lugar no VI Concurso do Inventor Nacional promovido pelo CEFET CSF Rio de Janeiro em dezembro de 1998 sob patrocínio da Petrobrás. O inventor possui diversos pedidos de patentes depositados no INPI: "minha preocupação e satisfação é apenas de inventar, criar e ser útil. As minhas patentes não foram, ainda, divulgadas e nem oferecidas ás indústrias. Realmente eu tenho dificuldade em negociá-las. Alguns sentem-se realizados em inventar e obter lucro. eu, apenas sinto-me realizado em inventar, criar e inovar. Se o dinheiro vier, será bem vindo".


Resumo MU6402100: Refere-se a disposição introduzida em agulha de coser de modo a facilitar a introdução da linha na mesma, sem prejudicar a eficiência da costura. O maior problema encontrado pelas pessoas que trabalham com costura é a colocação da linha na agulha, devido á deficiência visual e ao nervosismo destas pessoas. Visando minorar o porblema e proporcionar maior comodidade às costureiras foi desenvolvida o presente modelo de utilidade contendo no seu orifício (2), um corte oblíquo (1) e um sistema de fecho de pressão (3), que facilita sobremaneira a introdução da linha na agulha, não precisando mais ser enfiada da maneira tradicional. Desta forma a agulha passa livremente pelo tecido. A outra parede lateral que forma o orifício da agulha, onde não foi cortada, é mais grossa de maneira a suportar a linha quando do seu uso. A linha ao ser pressionada sobre a agulha, faz ceder o fecho de pressão, penetrando facilmente no seu orifício. Numa variante construtiva a figura 2 mostra que no fundo da agulha (1), onde forma o orifício (2) é feito um corte perpendicular ao fundo da agulha (1) e é prolongada a parede mais grossa do orifício de modo a formar o sistema de fecho de pressão que, ao ser pressionado, deixa facilmente a linha penetrar no orifício

Referências: 




terça-feira, 28 de julho de 2020

#27 USP / CRISTÁLIA PI0405842 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA ESTABILIZADA DE COMPOSTO FLÚOR-ÉTER PARA USO ANESTÉSICO

PI0405842 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA ESTABILIZADA DE COMPOSTO FLÚOR-ÉTER PARA USO ANESTÉSICO

Depósito: 29/07/2004

Destaque: Sevocris comercializado pela Cristália

Inventor: Ogari de Castro Pacheco, Elisa Mannochio de Souza Russo, Valter Freire Torres Russo, José Antonio Martins, Maria Alice Bockelmann, Simone Soares Rosatto

Empresa: USP  / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos (SP/BR)


Sevocris é um anestésico inalatório que tem como princípio ativo o sevoflurano. O Cristália foi o segundo laboratório do mundo a desenvolver o medicamento e a maior oferta proporcionou a queda no preço do produto e maior acesso da população a um anestésico de ponta. O Cristália já obteve patente para a composição do produto na Europa, México, Japão, China, Estados Unidos e Hong Kong. Além da composição, os pesquisadores do Cristália também desenvolveram processos para obtenção de sevoflurano e de seu intermediário sevoclorano, tendo já obtido patentes para estes processos nos Estados Unidos, México, Japão, China, Índia e Hong Kong.

Resumo PI0405842 A presente invenção tem como objetivo a estabilização de um composto flúor-éter contra a degradação proporcionada por substâncias ácidas. Os estabilizantes empregados são selecionados dentre compostos farmacêuticos apropriados e são utilizados no preparo de composições farmacêuticas estabilizadas de um composto flúor-éter. São também descritos método de estabilização de um composto flúor-éter e uso de agentes estabilizantes para impedir a degradação de um composto flúor-éter.

Referencias:




#26 USP / CRISTÁLIA PI0003386 - PRÓ-DROGAS ACEITÁVEIS E APLICAÇÃO TERAPÊUTICA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS OU DISFUNÇÕES MEDIADAS POR FOSFODIESTERASES

PI0003386 - PRÓ-DROGAS E SEUS SAIS FARMACÊUTICOS ACEITÁVEIS E APLICAÇÃO TERAPÊUTICA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS OU DISFUNÇÕES MEDIADAS POR FOSFODIESTERASES

Depósito: 08/08/2000

Destaque: Helleva comercializado pela Cristália

Inventor: Elisa Mannochio de Souza Russo, Valter Freire Torres Russo

Empresa: USP  / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos (SP/BR)


Helleva é um medicamento para tratar disfunção erétil que contém como princípio ativo carbonato de lodenafila, uma pró-droga dimérica desenvolvida pelo Cristália, sendo considerado o primeiro fármaco de origem sintética desenvolvida pelo Cristália, sendo considerado o primeiro fármaco de origem sintética desenvolvido integralmente no Brasil, desde a concepção até os estudos clínicos. O fármaco já foi patenteado nos Estados Unidos, Europa e Hong Kong.


Resumo PI0003386 : A presente invenção descreve a obtenção de novos compostos, sintetizados na forma de pró-drogas homodiméricas, heterodiméricas e/ou homo e heteromultiméricas, os quais apresentam atividade de inibição de fosofodiesterases, sendo úteis no tratamento de doenças e disfunções mediadas por esta classe de enzimas ou onde a inibição destas enzimas ocasione efeitos terapêuticos desejados. Estes compostos, sintetizados como pró-drogas, são ativados pelo organismo através de processos bioquímicos naturais, ativação esta que é efetivada via clivagem de suas pontes de ligação lábeis. A disponibilização das drogas ativas, derivadas destas pró-drogas, se faz de forma natural no organismo influindo positivamente em seus efeitos, aumentando a biodisponibilidade destas drogas ativas, incremento este que é acompanhado de menores efeitos colaterais, devido a menor degradação das drogas ativas pelo metabolismo pré-sistêmico.

Referências:




#25 USP / CRISTÁLIA PI0101486 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA DE USO TÓPICO CONTENDO HEPARINA PARA O TRATAMENTO DE LESÕES DE PELE

PI0101486 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA DE USO TÓPICO CONTENDO HEPARINA PARA O TRATAMENTO DE LESÕES DE PELE OU MUCOSAS CAUSADAS POR QUEIMADURAS

Depósito: 17/04/2001

Destaque: Alimax comercializado pela Cristália

Inventor: Elisa Mannochio de Souza Russo, Valter Freire Torres Russo (SP)

Empresa: USP  / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos 


A presente invenção descreve novas composições farmacêuticas no tratamento de lesões de pele e/ou mucosas, novo uso terapêutico de compostos e uso das composições e compostos no tratamento de lesões que envolvam a pele e/ou mucosas, e/ou em terapias onde a regeneração ou o modelamento do crescimento de tecidos seja necessário. Particularmente estas composições farmacêuticas são indicadas para o tratamento de lesões ocasionadas por queimaduras. 


Resumo PI0101486 Alimax é um medicamento para o tratamento de queimaduras que tem como princípio ativo a heparina. A patente obtida nos Estados Unidos se refere a uma composição farmacêutica na forma de solução aquosa estéril que possui melhor aderência à lesão, apresentada em frascos com dispositivo aspersor que permite borrifar a dose apropriada à área da superfície afetada.

Referências:



segunda-feira, 27 de julho de 2020

#24 UFRJ / CRISTÁLIA PI0002693 - PROCESSO DE OBTENÇÃO DOS ENANTIÔMEROS DA CETAMINA RACÊMICA

PI0002693 - PROCESSO DE OBTENÇÃO DOS ENANTIÔMEROS DA CETAMINA RACÊMICA

Depósito: 19/06/2000

Destaque: Ketamin comercializado pela Cristália

Inventor: Roberto Takashi Sudo, Elisa Mannochio de Souza Russo

Empresa: UFRJ  / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos (RJ/BR)


Roberto Takashi Sudo possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976), especialização em Farmacologia (1976), Fellow da Divisão de Pesquisa Cardiovascular da Cleveland Clinic Foundation (1983), mestrado em Ciências Biológicas (Farmacologia e Terap. Experimental) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981) e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988). A cetamina é um anestésico endovenoso que foi desenvolvido na década de 50, composto por duas formas enantioméricas, sendo que uma delas é responsável por causar muitos efeitos adversos e por isso a cetamina não vinha mais sendo utilizada. O Cristália desenvolveu, então, o Ketamin, um produto que apresenta apenas a forma enantiomérica mais eficaz, possibilitando a redução da dose da medicação e dos efeitos adversos observados com a formulação original. Roberto Takashi Sudo faleceu em 2019.

Resumo PI0002693 : A presente invenção descreve um novo processo de obtenção dos enantiômeros da cetamina, a partir da resolução da cetamina racêmica com auxílio de um agente de resolução quiral o qual proporciona a cristalização seletiva dos seus enantiômeros. O agente de resolução é empregado em condições especiais de concentração, as quais conferem estabilidade, reprodutibilidade e elevada pureza enantiomérica ao sal diastereômero precipitado, viabilizando a produção industrial da S-cetamina e seus sais farmaceuticamente aceitáveis.

Referências:




domingo, 26 de julho de 2020

#23 USP / CRISTÁLIA PI9904493 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA COMPREENDENDO MISTURAS NÃO EQUIMOLARES DOS ENANTIÔMEROS DA BUPIVACAÍNA COM ATIVIDADE ANESTÉSICA E ANALGÉSICA

PI9904493 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA COMPREENDENDO MISTURAS NÃO EQUIMOLARES DOS ENANTIÔMEROS DA BUPIVACAÍNA COM ATIVIDADE ANESTÉSICA E ANALGÉSICA

Depósito: 01/07/1999

Destaque: Novabupi comercializado pela Cristália primeiro anestésico desenvolvido no Brasil

Inventor: Maria dos Prazeres Barbalho Simonetti

Empresa: USP / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos (SP/BR)


A simocaína é resultado de uma ideia aparentemente simples, mas que até então ninguém tinha pensado. Batizado inicialmente de simocaína, por causa do sobrenome da pesquisadora, o anestésico (injetável e de uso hospitalar) ganhou o nome de novabupi -a matéria-prima do estudo foi a bupivacaína, um dos anestésicos de uso local mais utilizados no mundo.  Os anestésicos são formados por dois tipos de substâncias e ambas têm como função bloquear os impulsos que provocam a sensação de dor. No entanto, uma delas, apesar de muito eficiente, causa efeitos colaterais e por isso é considerada “ruim”. A solução encontrada pela pesquisadora foi colocar 75% da parte boa e 25% da ruim. No final de 2001, a USP e a empresa Cristália fecharam um acordo para a comercialização do produto, lançado com o nome de Novabupi. Novabupi é um anestésico local desenvolvido em parceria com a USP a partir da bupivacaína, que tinha efeito prolongado, porém com possibilidade de efeitos colaterais. A invenção propôs um produto mais seguro, sem perda da sua eficácia, por meio da alteração da proporção dos enantiômeros em relação à bupivacaína racêmica. A tecnologia relacionada ao produto obteve patente nos EUA, Europa e, em 2013, no Brasil.

Segundo Simonetti "O isômero puro, a levobupivacaína, será lançada pela indústria farmacêutica nacional, devido ao menor potencial cardiotóxico. Utilizamos as preparações: nervo ciático de rato "in vivo", para testar sua potência bloqueadora e átrios isolados de rato para avaliação da atividade depressora cardíaca. Recentemente, procedemos modificações na relação enantiométrica da bupivacaína obtendo as misturas: S10R e S25R, e demonstramos serem estes compostos mais eficazes quanto ao bloqueio neuronal em relação a levobupivacaína e significantemente menos cardiotóxica em relação à bupivacaína racêmica, em termos hemodinâmicos e eletrofisiológicos (PA e FC), com o modelo rato "in vivo". "

Alguns anestésicos são formados por isômeros, moléculas que se organizam aos pares, de forma invertida. Para explicar a diferença entre eles, convencionou-se chamá-los de bons e ruins. Ambos têm a função de bloquear os impulsos nervosos da dor, dando aquela sensação de amortecimento. Entretanto, os ruins são os causadores dos efeitos colaterais, que podem ocorrer em caso de erro médico (injeção não intencional do composto no vaso sangüíneo). A combinação entre ambos é a chave para se entender o funcionamento dos anestésicos locais.

A simocaína é resultado de uma idéia aparentemente simples, mas que ninguém tinha pensado ainda. Recombinando isômeros bons e ruins, na proporção de 75% para 25%, respectivamente, Maria Simonetti obteve uma excelente anestesia com analgesia pós-operatória, sem nenhum impacto nocivo. "Os isômeros ruins são necessários para que o remédio seja eficaz", enfatiza a pesquisadora. "A proporção de bons e ruins pode variar de acordo com o tipo de utilização a ser dada para a simocaína."

As primeiras utilizações da simocaína em humanos foram realizadas no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro, com a técnica epidural e com a técnica raquianestesia (injetada no canal medular), respectivamente. "Os resultados foram excelentes, pois nenhum paciente apresentou complicações neurotóxicas, situação onde podem aparecer efeitos colaterais, como paralisia definitiva", explica Maria Simonetti. "A utilização da simocaína tem se mostrado mais eficaz e com maior número de vantagens com relação aos compostos atualmente utilizados, como a bupivacaína, que é uma mistura de 50% do isômero bom com 50% do isômero ruim, com alto potencial cardiotóxico." Segundo a docente, as pesquisas iniciais em ratos (fase pré-clínica) mostraram que o anestésico raramente induz à convulsão, o que significa maior segurança para o paciente.

Maria Simonetti possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Recife(1958), especialização em Especialização Em Anestesia pela Faculdade de Medicina da Universidade do Recife(1958), mestrado em Ciências (Fisiologia Humana) pela Universidade de São Paulo(1973), doutorado em Ciências (Fisiologia Humana) pela Universidade de São Paulo(1985), pós-doutorado pela Harvard University(1989) e aperfeicoamento em Bolsista da Secretaria de Saúde pelo Serviço de Anestesia(1960). Maria  Simonetti faleceu em 2017.


Resumo PI9904493 : Trata-se de composições enantioméricas, atividade anestésica e seu uso como anestésico local; de isômeros de S(-) bupivacaína e R(+), bupivacaína, não equimolares, possuidoras de atividade anestésica e seu como agentes para anestesia regional em procedimentos cirúrgicos humano e veterinário e como agente analgésico pós operatório e na analgesia obstétrica.

Referências:



#22 EMBRAPA / UNICAMP 102012031096 - MÉTODO E USO PARA VERIFICAÇÃO DE ERROS DE MONTAGEM EM GENOMAS

102012031096 - MÉTODO E USO PARA VERIFICAÇÃO DE ERROS DE MONTAGEM EM GENOMAS

Depósito: 05/12/2012

Destaque: Prêmio Inventores Unicamp 2020

Inventor: Michel Eduardo Beleza Yamagishi (DF) e Roberto Hirochi Herai 

Empresa:  Embrapa Informática Agropecuária/DF e Unicamp/SP

O Método e uso para verificação de erros de montagem em genomas recebeu o Prêmio Inventores Unicamp, edição 2020, na categoria de patentes concedidas. A autoria é dos pesquisadores Michel Eduardo Beleza Yamagishi, da Embrapa Informática Agropecuária, e Roberto Hirochi Herai, professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), doutor pelo Instituto de Biologia da Unicamp e ex-bolsista da Unidade pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A patente foi submetida pela Embrapa e pela Universidade por meio da Inova Unicamp e concedida em 2019. O método criado pelos pesquisadores busca orientar a montagem em genomas, uma vez que existem poucas métricas para avaliar a qualidade dessas montagens. 

Resumo 102012031096 : A presente invenção trata-se de um método para verificação de erros de montagem em genomas de organismos sequenciados ou produzidos de maneira sintética que utiliza relações de frequência entre fragmentos de sequências de nucleotídeos de um genoma. O método possui aplicações na verificação de erros em um genoma montado a partir de fragmentos oriundos dos diferentes tipos de tecnologias de sequenciamento e auxiliar na construção de genomas sintéticos, como por exemplo. Pode ser empregado para compressão de material genético, pois as relações de frequência determinadas pelo método permitem reduzir a complexidade de sequências de nucleotídeos, de forma a representar seu conteúdo de maneira comprimida, reduzindo assim o espaço necessário para seu armazenamento.

Referências:




sábado, 25 de julho de 2020

#21 UFRGS PI0604607 - PROCESSO DE ARMAZENAMENTO REVERSÍVEL DE HIDROGÊNIO BASEADO EM LÍQUIDOS IÔNICOS

PI0604607 - PROCESSO DE ARMAZENAMENTO REVERSÍVEL DE HIDROGÊNIO BASEADO EM LÍQUIDOS IÔNICOS

Depósito: 17/10/2006

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2008 - Etapa Nacional, Prêmio da Fundação Conrado Wessel de Ciência 2010, World Intellectual Property Organization Award

Inventor: Jairton Dupont

Empresa: UFRGS (RS/BR)


Jairton Dupont é um químico brasileiro professor do Departamento de Química Orgânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 1992 considerado em 2011 um dos 100 químicos mais influentes do mundo pela revista Thomson Reuters. Formado em Administração pela Escola Técnica da UFRGS, Licenciado em Química pela PUCRS, Doutor em Química pela Universidade Louis Pasteur de Strasbourg, França, e pós-doutorado na Universidade de Oxford, Inglaterra. Foi coordenador da Comissão de Graduação do Curso de Química (1993-1996) e da Pós-Graduação em Química (2001-2003). Atualmente é diretor do Centro de Nanociência e Nanotecnologia (CNANO) da UFRGS. A inovação premiada do professor Jaírton Dupont, representante de área no CTC da CAPES, são sais fundidos líquidos a temperatura ambiente: podem ser aplicados como “fluidos” ambientalmente corretos em processos industriais de síntese, catálise e separação, principalmente na indústria petrolífera.

Resumo PI0604607: Processo de Armazenamento Reversível de Hidrogênio em Reservatórios Moleculares Baseados em Líquidos iônicos A presente invenção descreve processos reversíveis de armazenamento de hidrogênio em líquidos iônicos. Em um aspecto preferencial, os líquidas iônicos são resultantes da junção do cátion imidazólico com o anel do ciclo-hexano, proporcionando estruturas moleculares capazes de estocar quantidades significativas de hidrogênio, sendo sua recuperação obtida por simples aquecimento dos derivados hidrogenados em presença de catalisadores. O processo da invenção é seguro, limpo e econômico, além de satisfazer os requisitas de pressão de vapor desprezível, densidade alta, ausência de inflamabilidade e estabilidade térmica alta.

Referências:



#20 DEFESA FLORESTAL LTDA PI9701748 - TELA BIOTÊXTIL PARA PROTEÇÃO DO SOLO

PI9701748 - TELA BIOTÊXTIL PARA PROTEÇÃO DO SOLO

Depósito: 21/03/1997

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2008 - Etapa Regional Sudeste

Inventor: Aloisio Rodrigues Pereira

Empresa: Defesa Florestal Ltda. (MG/BR)


Aloísio Rodrigues Pereira, engenheiro civil com mestrado e doutorado pela Universidade Federal de Viçosa. Ele tem mais de 250 trabalhos técnicos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais. Há mais de 10 anos trabalha na Defesa Florestal (Deflor) e atua nas áreas de ensino e pesquisa, reflorestamento, geotécnica, solos e recuperação de áreas degradadas. possui graduação em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (1975), mestrado em Economia de Recursos Naturais Renováveis pela Universidade Federal de Viçosa (1980) e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa (1989), graduação em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia Kennedy (2000), graduação em Engenharia Ambiental pela Universidade FUMEC (2004). Atualmente, realiza pesquisas no setor de desenvolvimento de novas tecnologias - AGRISE e - DEFLOR Bioengenharia. A invenção mais importante é o tapete vegetal, utilizado na proteção ambiental e na recuperação do solo em áreas degradadas por erosões. De origem ecológica, o produto utiliza como matéria-prima a fibra do coco e resíduos agrícolas, antes jogados no aterro sanitário.

Resumo PI9701748A presente invenção, que com capim inteiro ou picado, distribuído aleatoriamente, e costurado longitudinalmente e transversalmente com fibras vegetais, proporciona proteção ao solo, controla erosão e facilita a revegetação de áreas degradadas, com menor custo final, não sendo necessários os replantios, adubação e irrigações periódicas. A dita tela biotêxtil para proteção do solo é constituída por capim inteiro ou picado, disposto aleatoriamente (2) costurado longitudinalmente e transversalmente com fibras vegetais (1) e aplicada ao solo e fixada por meio de grampos (3). A dita tela pode ser seca ao sol ou em estufa para armazenamento, ou se desejar aplica-la imediatamente após a confecção, não há necessidade de seca-la, ela vem acondicionada em forma de bobina.

Referências: 



sexta-feira, 24 de julho de 2020

#19 EDIPLAN MU7902806 - DISPOSIÇÃO EM SISTEMA DE FIXAÇÃO

MU7902806 - DISPOSIÇÃO EM SISTEMA DE FIXAÇÃO

Depósito: 01/12/1999

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2008 - Etapa Regional Centro Oeste

Inventor: Geraldo Rolim Rosa Júnior 

Empresa: Ediplan (BR/MS)




Quando chegou em Mato Grosso do Sul em 1978, vindo do interior paulista, o engenheiro civil Geraldo Rolim Rosa Júnior era funcionário de uma grande empreiteira que abria estradas de rodagem que cortam o Estado. Ao longo dos anos, já em uma grande construtora, conheceu um engenheiro italiano especialista em fôrmas para construções. Tendo de assessorá-lo no Brasil, Geraldo acabou pegando gosto pelas fôrmas, que tornaram-se seu hobby. Anos depois, desvinculado das grandes empresas, resolveu abrir sua própria construtora, através de uma incubadora de empresas, e de olho na necessidade e na procura do mercado pela sustentabilidade, criou um sistema que pode revolucionar a construção civil, melhorando a vida das pessoas, reduzindo os gastos com construções e preservando o meio ambiente. Trata-se do Sistema Integrado Construtivo (SIC), que permite a execução simultânea dos baldrames, pilares, vigas, lajes e paredes divisórias de qualquer edificação, tanto térrea como vários andares, por meio de um conjunto único de fôrmas que permitem a utilização de materiais alternativos e de descarte. Materiais como garrafas pet, papelão, latas de alumínio, peças de bambu, isopor, blocos de adobe, solo-cimento (blocos construídos com a mistura do solo do próprio terreno da construção com cimento) e outros são utilizados para enchimento das paredes. O sistema apresenta vários benefícios e vantagens, como a preservação do meio ambiente, redução de custo, utilização de descarte e impacto social. O projeto teve o apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) e da incubadora de empresas da Uniderp/Ananhanguera.

O diferencial da invenção está portanto no processo de fabricação ao utilizar um conjunto de fôrmas padronizadas e versáteis articuladas pelo sistema construtivo integrado. As fôrmas laterais tipo bandeja são padronizadas todas elas com a mesma altura de 45cm . A variação ocorre apenas na lergura com escalonamento de 8cm de um tipo para o outro. Elas são articuladas por peças especiais denominadas montantes todas iguais, desenvolvidas de tal maneira que permitem que qualquer configuração arquitetônica ou seja, qualquer tupo de planta possa ser adaptado a elas. também foram desenvolvidos dispositivos simples que permitem a introdução de elementos construtivos dentro das paredes de forma a possibilitar que toda a estrutura da edificação, ou seja, baldrames, pilares e vigas sejam exeecutados juntamente com as paredes, de maneira contínua e progressiva pela transposição das fôrmas de uma etapa para a outra, deixando, nesse processo todos os espaços destinados às portas janelas e vãos livres, prontos e nas dimensões de projeto.

Geraldo Rolim Rosa Júnior é graduado pela UNB em 1970, foi sócio-propritário da empresa de obras de engenharia da empresa GYR Ingenieros Consultores no Paraguai e atualmente é responsável técnico da DAMI Projetos e Construções Ltda. Geraldo recebeu o Prêmio Talento Brasileiro de 1997 pelo SESI/MS, Prêmio FIEMS de Qualidade e produtividade de 1998 e o Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica em 2004 Região centro Oeste. A Ediplan Edificações e Planejamento é incubada na INTERP Incubadora Tecnológica da UNIDERP MS. A Incubadora Tecnológica da UNIDERP (INTERP) é um programa de desenvolvimento e extensão da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (UNIDERP), executado pela Coordenadoria do Curso de Ciência da Computação, sob a supervisão da Pró-Reitoria de Extensão. As ações para implantação da INTERP iniciaram-se em 2000, com a elaboração do seu Plano de Negócio. A sua criação ocorreu em 18 de junho de 2001. A INTERP foi inaugurada em 30 de novembro de 2001. As primeiras empresas selecionadas , em seu primeiro edital, ingressaram no sistema de incubação no dia 10 de julho de 2002.

Resumo MU7902806Composto de de formas (14), travas (10), barras (15) ou outros dispositivos construtivos em calhas (2) compreendido por um elemento alongado de seção transversal poligonal com um lado aberto (2), onde são adaptados das presilhas (7), as quais podem ser fixadas em qualquer posição do rasgo da calha (2). Estas presilhas (7), permitem a fixação de elementos construtivos (10), (14), (15) que possibilitam a modulação de painéis de quaisquer dimensões tanto vertical como horizontalmente que se prestam a vários usos no campo das edificações tais como construção de divisórias painéis de propaganda, edificações moldadas em loco ou pré-moldadas, formas para moldagem de peças em concreto, gesso e outros aglomerantes, andaimes, formas de lajes e outras aplicações no campo das edificações.

Referências:




#18 PR GAMA PI9900901 - BARRAGEM MÓVEL

PI9900901 -  BARRAGEM MÓVEL

Depósito: 27/04/1999

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2008 - Etapa Regional Nordeste

Inventor: Petrônio Costa Gama

Empresa: PR Gama Participações Ltda. (PE/BR)

Petrônio Costa Gama, é alagoano, nasceu em 1946 é sócio e diretor técnico da Gama Incorporações com mais de 500 unidades habitacionais de luxo construídas que inclui hotel e conjuntos comerciais, bem como teve participação na construção da barragem de Campina em Pernambuco entre 1970 e 1990. A invenção hoje pertence a PR Participações Ltda, que tem contrato de exploração exclusiva, registrado no INPI com a Hidromax Construções Ltda que atua junto as Prefeituras de Recife e Aracaju, provocando 64 empregos diretos. O sistema foi implantado inicialmente em Recife em junho de 2000 para limpar o canal do Setúbal em Boa Viagem no Recife. os resultados foram surpreendentes tanto na praticidade quanto na economia para o município. A invenção surgiu da observação da dificuldade que os municípios têm em manter os sistemas de macrodrenagem em condições satisfatórias e em se realizar a limpeza de canais urbanos de drenagem, máquinas caminhões, calçadas e canteiros destruídos. A EMLURB (Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife) adotou a nova tecnologia para limpeza de canais: a Barragem Móvel. As vantagens da nova tecnologia é a utilização de técnica apurada e eficiente, possibilidade de aplicação preventiva, ausência de transtornos viários e de danos a passeios e canteiros e a revitalização de bueiros e galerias através da sucção gerada.. Petrônio é sócio proprietário da empresa de telecomunicações Pagernet de 1990 a 1999. Inventor e fundador da empresa Hidromax Construções em 1999 onde utiliza a patente da barragem móvel concedida em maio de 2004. Petrônio Costa Gama desenvolveu uma barragem móvel para canais, que se trata de uma bolha formada de uma lona impermeável colocada no fundo do canal e laterais, na baixa-mar, presa por pinos e nas extremidades, as barras metálicas mantém a permanência da mesma até que o canal fique cheio, quando são içadas por catracas presas nas treliças, formando a bolha que represa toda a água da montante. A invenção recebeu a patente PI 9900901 e é comercializada pela empresa de Petrônio a Hidromar Construções de Pernambuco.


Resumo PI9900901 Trata-se de uma barragem móvel para canais, por uma bolha formada de uma lona impermeável colocada no fundo do canal e laterais, na baixa-mar, presa por pinos e nas extremidades, as barras metálicas mantém a permanência da mesma até que o canal fique cheio, quando são içadas por catracas presas nas treliças, formando a bolha que represa toda a água da montante.

Referências:





quinta-feira, 23 de julho de 2020

#17 ZAGONEL MU7503070 - CHUVEIROS ELÉTRICOS DE AQUECIMENTO INSTANTÂNEO E CONTROLE DE TEMPERATURA

MU7503070  - DISPOSIÇÕES INTRODUZIDAS EM CHUVEIROS ELÉTRICOS DE AQUECIMENTO INSTANTÂNEO E CONTROLE DE TEMPERATURA

Depósito: 22/09/1995

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2009 - Etapa Nacional

Inventor: Roberto Zagonel (SC)

Empresa; Zagonel 


Em 1994, após vários anos de pesquisa e persistência, os fundadores da Eletro Zagonel criaram a Ducha Master Eletrônica. Este produto foi desenvolvido para proporcionar um banho confortável, priorizando a economia de água, energia elétrica e a segurança de seus clientes. A regulagem a distância permitia maior comodidade facilitando o controle de temperatura. Desde essa época a pequena empresa já estava preocupada em melhorar a qualidade de vida de seus clientes e diminuir os impactos ambientais com seus produtos. Finalmente após muito persistir e confiar no espirito empreendedor da família, em 1995 lança no mercado a tão sonhada ducha Master com regulagem eletrônica de temperatura, com comando a distância e resistência blindada, única no segmento de Duchas até então. Um sonho para uma empresa que iniciou consertando aparelhos de cerca. O empreendimento então deu certo, o produto foi aceito no mercado e mais do que isso, os pedidos começaram a aumentar consideravelmente.

O catarinense Roberto Zagonel inventou um chuveiro elétrico que esquentasse a água na medida certa. Há 14 anos no mercado, a Máster Ducha Zagonel conta com um controle gradual de potência com cinco opções de temperatura, em vez das duas que nos são conhecidas - inverno e verão. É líder de vendas na região Sul e registra um crescimento de 5% a 10% ao ano


Resumo MU7503070 Trata esta patente de aperfeiçoamentos introduzidos em duchas elétricas com circuito de controle eletrônico de potência, o qual não gera ruídos na rede elétrica, ducha esta de montagem muito simples, tendo poucos componentes e apresentando grande vida útil, baixo custo e excelente desempenho. Em suas linhas gerais, a novidade consiste de uma ducha com carcaça (1) em material termoplástico e com uma rosca externa inferior (3), apresentando duas projeções tubulares (4) e (5), horizontais e vasadas, a primeira (4) possuindo uma rosca externa (6), a parede (7) possuindo um orifício central (8) atravessando por um acionador (9) cuja base (11) contata um diafragma circular (12), enquanto o topo apoia-se numa lâmina (13), presa aos parafusos (14) dos terminais (15) da resistência (16), tendo uma das bordas (17) predisposta para acionar uma microchave (18) presa a um dissipador de calor (19) de formato cilíndrico, encaixando num orifício (20) existente na parede (7) da carcaça (1) e vedado por um anel (21), o conjunto sendo complementado pela tampa superior (26), pela tampa inferior (29) e pelo separador (27), fabricados em material termoplástico.

Referências:


quarta-feira, 22 de julho de 2020

#16 TEGS PI9801250 - REVESTIMENTO REMOVÍVEL DESCARTÁVEL ACOPLÁVEL A RECEPTÁCULO DE SUJEIRAS, PARA REMOÇÃO DESTA SEM CONTATO DIRETO

PI9801250 - REVESTIMENTO REMOVÍVEL DESCARTÁVEL ACOPLÁVEL A RECEPTÁCULO DE SUJEIRAS, PARA REMOÇÃO DESTA SEM CONTATO DIRETO

Depósito: 28/05/1998

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2010 - Etapa Regional Sul

Inventor: Fernando Alberto Grazziotin (RS)

Empresa: Tegs Indústria e Exportação Ltda

Fernando patenteou uma tecnologia que originou o produto Caixa de Limpeza com Refil, que tem como objetivo o tratamento preliminar da água residual originada de pias e equipamentos similares. A partir de um pequeno tanque é feita a retenção e remoção de óleos, gorduras, ceras e outros. O produto visa tornar mais prática e higiênica a limpeza de resíduos nocivos. É oferecido ainda um revestimento removível descartável que diminui a possível aversão dos usuários a aproximar-se do esgoto. O Sistema Tego é um Conjunto Integrado para o Tratamento de Águas Residuais na Origem destas, permitindo um maior controle sobre os esgotos. É utilizado para tratamento preliminar de águas residuais originadas basicamente em cubas de pias de limpeza em geral; principalmente em cozinhas de restaurantes e residências, mas também em locais onde são manipulados outros tipos de resíduos lançados nas águas. A empresa Teg’s Indústria e Exportação Ltda. Iniciou atividades no ano de 1979, enquanto que o processo de desenvolvimento do Sistema Tego iniciou no ano de 1994. O objetivo inicial do Sistema Tego era facilitar a Remoção/Limpeza em caixas ligadas a canalizações de esgoto, levando-a a ser mais frequente. O resultado foi a composição de Caixa com Refil. Uma das primeiras entidades a utilizar o produto foi a FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), para a qual foram enviadas duas caixas em 12 de abril de 2006, estas em demonstração, para utilização como caixas coletoras de gesso. Posteriormente, em agosto de 2006 a USP adquiriu doze caixas para a FACULDADE DE ODONTOLOGIA e duas caixas para a FUNDECTO – FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO DA ODONTOLOGIA. Aproximadamente dois anos após a USP estar utilizando o produto, março de 2008, foram feitos pedidos por duas construtoras que, juntas adquiriram vinte e duas caixas para serem utilizadas em prédios da FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA USP, de modo que naturalmente, das duas caixas iniciais, atualmente há um total de 38 Caixas de Gordura com Refil na USP, para, em princípio, coleta de gesso em canalizações de esgoto na Universidade de São Paulo. Fernando Alberto Grazziotin é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1983). Inicialmente trabalhou como engenheiro, depois, mediante concurso público, ingressou na Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul, onde desde 17 de novembro de 1986 atua como Fiscal do Tesouro do Estado. 


Resumo PI9801250: A invenção tem aplicação em diversos receptáculos de sujeiras ligados a canalizações, principalmente em caixas de passagem e caixas de gordura, e visa solucionar a dificuldade de remoção das sujeiras de seu interior, bem como, em certos casos, levar a uma manutenção mais frequente, a fim de evitar putrefação e formação de gases com odores desagradáveis. Apresenta um conjunto de criações: receptáculo de sujeiras secionável, dispositivo para conexão de revestimento, revestimento removível descartável, fechamento nas extremidades externas das entradas de receptáculo de sujeiras, que, integrados apresentam, em síntese um revestimento (7) removível descartável que recepciona as sujeiras, no interior do receptáculo (1) o qual passa a ser dotado por dispositivos (2) que possibilitam conexões do revestimento.

Referências: