n.8013 MÁQUINA FALANTE QUE CONSISTE EM UMA FORMA APERFEIÇOADA DE DISCO RECEPTOR DO SOM
Depósito: 09/10/1901
Destaque: pioneiro de aparelhos sonoros e gravações
Inventor: Fred Figner
Titular: Fred Figner
Fred Figner, nascido em 1866 em Milevsko, na Boêmia, foi um empresário judeu que se tornou um dos maiores pioneiros da indústria fonográfica no Brasil. De origem humilde, deixou sua terra natal aos 13 anos para aprender comércio e, aos 15, emigrou sozinho para os Estados Unidos. Chegou ao país num momento de grande inovação tecnológica, quando Thomas Edison lançava o fonógrafo. Encantado com o aparelho, Figner adquiriu um exemplar, cilindros de cera e materiais de gravação. Em 1891 embarcou para o Brasil, desembarcando em Belém sem falar português. Começou então a exibir o fonógrafo ao público, cobrando para que as pessoas ouvissem suas próprias vozes — um enorme sucesso. Viajou por várias capitais do Norte e Nordeste até chegar ao Rio de Janeiro em 1892, já com recursos e aprendendo o idioma. Em 1900 abriu, na Rua Uruguaiana, a Casa Edison, primeira loja do país dedicada à venda de aparelhos sonoros e gravações. Ao perceber o potencial dos discos criados por Emile Berliner, mudou-se para a Rua do Ouvidor, onde montou o primeiro estúdio brasileiro de gravação e comercialização de discos. Além de sua atuação empresarial, Figner foi figura destacada no movimento espírita, contribuindo com ações caritativas, apoio financeiro e produção de textos durante mais de três décadas. Reconhecido por seu impacto cultural e social, o jornal A Noite Ilustrada o homenageou após sua morte, chamando-o de “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”. Fred Figner faleceu no Rio de Janeiro em 1947.
Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela. Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas. O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902. Era o lundu “Isto é Bom”, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia. A partir daí, mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo. O flautista Patápio Silva, o maestro Anacleto de Medeiros e o cantor Cadete foram outros pioneiros das gravações.[1] A procura pelos discos cresceu tanto que, em 1913, Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Boulevarde 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon, hoje sob responsabilidade da Universal Music.
Os discos fabricados por Figner nessa fase inicial utilizavam cera de carnaúba, eram gravados em apenas uma das faces e tocados em vitrolas movidas a manivela. Apesar das limitações técnicas, essa iniciativa representou uma verdadeira revolução para a música popular brasileira, que engatinhava, pois até então os artistas só podiam se apresentar ao vivo ou comercializar suas criações por intermédio de partituras impressas. O primeiro disco brasileiro foi gravado na Casa Edison pelo cantor Manuel Pedro dos Santos, o Bahiano, em 1902. Era o lundu “Isto é Bom”, de autoria do seu conterrâneo Xisto da Bahia. A partir daí, mais e mais artistas começaram a gravar suas composições em discos que eram distribuídos pela Casa Edison do Rio e também pela filial que Figner havia aberto em São Paulo. O flautista Patápio Silva, o maestro Anacleto de Medeiros e o cantor Cadete foram outros pioneiros das gravações.[1] A procura pelos discos cresceu tanto que, em 1913, Fred decidiu instalar uma indústria fonográfica de grande porte na Boulevarde 28 de Setembro, Vila Isabel, dando origem ao consagrado selo Odeon, hoje sob responsabilidade da Universal Music.
O primeiro catálogo publicado por Figner já em nome da Casa Edison, em 1902 (época em que a produção de cilindros de fonógrafo recém-adquirira escala comercial), contém a relação dos primeiros cilindros e discos gravados no Brasil. Trazia mais de duas centenas de gravações, incluindo cançonetas, valsas, maxixes, marchas, tangos, lundus e modinhas. No início do século XX, a música popular brasileira era raramente registrada em partituras, de modo que um importante repertório de modinhas e lundus – duas das mais antigas expressões musicais nacionais – se teria perdido se não fossem as gravações da Casa Edison.
Resumo: 8013 Máquina falante que consiste em uma forma aperfeiçoada de disco receptor do som e método defazê-lo.
Referências:
INPI, Invenções no Brasil imperial e republicano, Rio de Janeiro: INPI, 2025, p.257-265


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