102013006865 ESTIMULADOR DE NERVOS PERIFÉRICOS AUTOMATIZADO E MÉTODO DE AUTOMATIZAÇÃO
Depósito: 25/03/2013
Destaque: licenciamento para SDAMED LTDA
Inventor: ANTONIO AUGUSTO FASOLO QUEVEDO / CARLOS ALEXANDRE FERRI
Titular: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP (BR/SP)
A invenção corresponde a um estimulador de nervo periférico automatizado para administração de anestesia regional em pacientes, oferecendo mais praticidade e segurança ao médico anestesiologista, bem como a proposição de um método para identificação da contração muscular. Um dos processos de aplicação de anestesia regional em cirurgias consiste no bloqueio de nervos periféricos para controle prolongado da dor. O estimulador de nervo periférico é o equipamento que estima a distância entre a ponta da agulha e o nervo a ser bloqueado. O grande diferencial desta invenção é sua automatização, uma vez que dispensa a necessidade do controle manual da corrente da solução anestésica, reduz o risco de lesões corporais e efeitos colaterais. Assim, esta tecnologia assegura um bloqueio de qualidade e com mais eficiência. O licenciamento foi realizado para a SDAMed, empresa-filha da Unicamp e graduada na Incamp.
A invenção “Estimulador de Nervos Periféricos Automatizado e Método de Automatização” (102013006865), desenvolvida pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), consiste em um sistema eletrônico destinado a auxiliar anestesistas em bloqueios de plexos nervosos durante procedimentos de anestesia regional. Seu diferencial está na automatização do controle de corrente elétrica aplicada ao nervo periférico do paciente, mantendo-a constante e independente da impedância tecidual, o que aumenta a precisão e a segurança do procedimento. O dispositivo integra diversos componentes: um condicionador de sinal EMG para captar a resposta elétrica muscular evocada pela estimulação; um acelerômetro conectado ao paciente para medir o movimento gerado pela contração muscular; e um microcontrolador responsável por analisar os sinais recebidos e decidir automaticamente o ajuste do nível de corrente. O sistema inclui ainda um firmware que coordena a coleta e o processamento dos dados do acelerômetro, eliminando ruídos, calculando a resultante vetorial dos três eixos e identificando contrações musculares válidas. O software repete ciclos de amostragem e, ao detectar resposta adequada, reduz progressivamente a corrente, otimizando o tempo de aplicação e dispensando a necessidade de um assistente. A invenção melhora a usabilidade, a praticidade e a precisão do bloqueio anestésico, permitindo ao médico executar o procedimento sozinho, com o mesmo nível de qualidade e segurança de uma operação assistida. Trata-se, portanto, de uma solução inovadora e automatizada para o campo da anestesiologia regional, unindo instrumentação biomédica e inteligência embarcada.
Antônio Augusto Fasolo Quevedo possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (1991), mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (1993) e doutorado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (1996). Atualmente é professor assistente doutor da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Engenharia Biomédica, com ênfase em Engenharia de Reabilitação, atuando principalmente nos seguintes temas: engenharia de reabilitacao, controle motor, reabilitacao motora, biomecanica e instrrumentação biomédica. Na graduação, leciona disciplinas de eletrônica analógica, sistemas digitais, programação de sistemas embarcados e projeto de hardware embarcado.
Resumo: 102013006865 O presente pedido de patente de invenção refere-se a um estimulador de nervos cujo controle dos níveis de corrente é automatizado. O estimulador de nervos periféricos proposto possui principal aplicação no auxílio à anestesia regional, também conhecido como bloqueio de plexo. A invenção proposta melhora a praticidade do uso de estimulador em auxílio a procedimentos anestésicos regionais, por ampliar a usabilidade do estimulador, automatizando o ajuste do nível de corrente. Esta automatização é o que torna mais prático o uso do estimulador de nervos periféricos pelo médico anestesiologista, pois permite realizar um bloqueio de nervos periféricos utilizando-se do estimulador sem o auxílio de um assistente, mantendo a mesma qualidade e precisão do que com a presença deste.
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