domingo, 16 de novembro de 2025

#245 N.479 AERÓSTATO DIRIGÍVEL

N.479 AERÓSTATO DIRIGÍVEL

Depósito: 24/07/1890

Destaque:  pioneiro da aerostatação

Inventor:  Gastão Galhardo Madeira

Titular: Gastão Galhardo Madeira



Gastão Galhardo Madeira (1869-1942) nasceu em Ubatuba e faleceu na cidade de São Paulo, desde menino aos 13 anos, ele já elaborava o projeto de um moto-contínuo, uma máquina que teoricamente funcionaria eternamente sem fonte de energia, embora essa ideia não tenha saído do plano teórico. Em 1887, mudou-se para São Paulo para cursar Direito. Paralelamente aos estudos jurídicos, dedicou-se com grande empenho a investigar os princípios do voo, minuciosamente observando o comportamento das aves. Suas pesquisas abrangiam tanto os balões (aerostação) quanto as aeronaves mais pesadas que o ar (aviação). Fruto desse trabalho, em 1890 ele obteve no Rio de Janeiro a patente para um novo modelo de balão dirigível.

Dois anos depois, publicou um "Estudo sobre a direção dos aeróstatos" em um jornal da capital paulista. Após formar-se bacharel em Direito nesse mesmo ano, passou a exercer a profissão de advogado. Seu interesse pela aviação, adormecido por algum tempo, reacendeu com força em 1911. Nesse ano, ele realizou uma demonstração pública bem-sucedida de um planador em miniatura para o então presidente da República, Hermes da Fonseca, no Palácio do Catete. Em 1912, projetou um novo tipo de aeronave, batizada de "Brasil-S. Paulo". Buscando apoio para seu projeto, enviou um pedido de financiamento ao Senado paulista no ano seguinte, que foi respaldado por pareceres técnicos favoráveis de engenheiros da Escola Politécnica. Após debates, o governo estadual aprovou um crédito de 36 contos de réis para que ele realizasse testes definitivos na Europa.

Com o auxílio concedido, Gastão mudou-se com a família para a França em 1914. Lá, registrou com sucesso quatro patentes no escritório francês de propriedade industrial, entre 1914 e 1919. Seus inventos protegiam ideias diversas, incluindo um simulador de voo, um estabilizador automático para aeronaves, um sistema para anúncios luminosos e um mecanismo de controle do leme de profundidade. O estouro da Primeira Guerra Mundial impediu a produção industrial de suas criações, levando-o a retornar ao Brasil em 1917. Anos mais tarde, em 1939, foi reconhecido como sócio honorário do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.




Resumo: 479 Novo aeróstato dirigível

Referências:
Sobre o Mar de Iperoig – A aviação em Ubatuba (2017), de Celso de Almeida Jr.; Celso Teixeira Leite e César Rodrigues. Instituto Salerno-Chieus.

Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira (2019), de César Rodrigues. Instituto Salerno-Chieus.

“De Ubatuba para o mundo, Gastão Galhardo Madeira”, de Rodrigo Moura Visoni. In: Revista Aero-Magazine nº 291/2018

INPI, Invenções no Brasil imperial e republicano, Rio de Janeiro: INPI, 2025, p. 266-269

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