quinta-feira, 6 de agosto de 2020

#40 PROBJETO MU6802667 - APERFEIÇOAMENTO EM SISTEMA DE ENCOSTO PARA CADEIRAS

MU6802667 - APERFEIÇOAMENTO EM SISTEMA DE ENCOSTO PARA CADEIRAS

Depósito: 07/08/1990

Destaque: Produto comercializado pela Probjeto

Inventor: Oswaldo Antonio Correa Mellone (SP)

Empresa: Probjeto S/A Produtos e Objetos Projetados


Oswaldo Mellone (1945) formou-se em Desenho Industrial na Faap e fez especialização em marketing na Escola Superior de Propaganda e Marketing e em administração de projetos em Tóquio. Hoje é um de nossos designers industriais mais ativos e reconhecidos, atuando numa vasta gama de setores produtivos. Desde 1982 dirige a MHO Design. Mellone condena o design feito para uma minoria. Persegue a reprodutibilidade em altas séries.  A cadeita Teorema propõem-se a uma nova estrutura de sustentação para o encosto de uma cadeira, a qual passa a ser confeccionada em material menos rígido, e portanto de mais fácil manuseio, menos oneroso, sem contudo dispor dos benefícios estéticos que a técnica de tira de aço interligante apresenta.


Resumo MU6802667 : Sistema de sustentação do encosto de cadeiras móveis ou fixas, as quais são caracterizados por um encosto independente do assento e sem possibilidades de defletimentos em relação ao seu plano de descanso. Compreende o presente modelo um sistema de sustentação de encosto formado por duas tiras metálicas divergentes, a partir da região posterior do encosto e prosseguindo até a coluna de sustentação do conjunto da cadeira, e mais especificamente até uma região superior à base de apoio da mesma e inferior ao apoio do assento. Entre as ditas tiras metálicas, na região intermediária das mesmas é previsto um elemento de interfixação das tiras, essencial para obtenção dos objetivos. A cadeira é composta por um assento fixado sobre uma travessa, a qual liga-se à base de sustentação por meio de um par de colunas, ditas colunas retendo ainda o par de terminais dos suportes do encosto. das laterias de travessa partem elementos de sustentação para os braços que eventualmente podem acolar cinzeiros, intercomunicadores ou quaisquer outros acessórios. Os sustentadores são duas tiras metálicas que possuem três pontos de contato indireto, quais sejam a região superior, especificamente na zona de fixação do encosto, onde são intermediados por um elemento prismático também metálico, na região inferior onda as duas extremidades vinculam-se às colunas de sustentação e em uma região intermediária às antecedentes, por meio de um espaçador/fixador.

Referências:


quarta-feira, 5 de agosto de 2020

#39 N.3279 - APARELHO DESTINADO A TRANSMISSÃO FONÉTICA À DISTÂNCIA COM FIO OU SEM FIO, ATRAVÉS DO ESPAÇO DA TERRA OU DE ELEMENTO AQUOSO

3279 - APARELHO DESTINADO A TRANSMISSÃO FONÉTICA À DISTÂNCIA COM FIO OU SEM FIO, ATRAVÉS DO ESPAÇO DA TERRA OU DE ELEMENTO AQUOSO

Depósito: 09/03/1901

Destaque: Produto pioneiro do rádio testado em São Paulo

Inventor: Landell de Moura 

Titular: Landell de Moura (RS/BR)


Na construção do seu transmissor de ondas, o pioneiro Landell de Moura se serviu de mecanismos como a pilha, o arco voltáico, a campainha, o eletroimã e o manipulador do telégrafo Morse, entre outros. Mas, acima de tudo, foram as descobertas do alemão Heinrinch Hertz, sobre ondas eletromagnéticas, que permitiram a Landell de Moura executar a invenção. Enquanto Marconi trabalhou com a radiotelegrafia (transmissão de sinais de código morse sem fio), Landell experimentou a radiofonia (transmissão de sinais de voz), unindo transmissores de ondas luminosas e eletromagnéticas. Apresentado publicamente em 6 de junho de 1900, do alto de Sant’Ana em São Paulo (atual Av. Paulista), o transmissor de ondas criado pelo padre, capaz de transmitir a voz humana, cobria a distância de oito quilômetros em linha reta (o aparelho exigia visada direta), mais do que o dobro da distância alcançada pelo invento de Marconi (em 1895, em Pontequio, próximo a Bologna, com a transmissão somente de telegrafia utilizando o Código Morse e não fonia), e trazia em seu sistema duas novidades: o microfone eletro-mecânico e o auto-falante-telegráfico, que não constavam do sistema italiano. A exibição foi presenciada pelo Cônsul Britânico em São Paulo, Sr. C. P. Lupton, autoridades brasileiras, povo e vários capitalistas paulistanos e noticiada no "Jornal do Comércio" de São Paulo, de 10 de junho de 1900. Consciente de que suas invenções tinham real valor, o padre Landell partiu com destino aos Estados Unidos da América, em julho de 1901, quatro meses depois de concedida sua patente no Brasil n° 3279, com o intuito de patentear os seus aparelhos e tem sua história publicada em 12 de outubro de 1902 no jornal New York Herald (de onde provém a única foto que temos de Landell de Moura). Obtém três patentes em Washington, Estados Unidos: Transmissor de Ondas - precursor do rádio, em 11 de outubro de 1904, patente US 771917 (patente depositada em fevereiro de 1903); Telefone sem fio e Telégrafo sem fio, em 22 de novembro de 1904, respectivas patentes US 775337 (depositada em outubro de 1901) e US 775846 (depositada em janeiro de 1902). 


Esta patente brasileira descreve o funcionamento do que Landell chamava de tellogostomo e do telauxiophone. O tellogostomo possui um disco de ferro galvanizado, um tubo acústico e bocal, cilindro compulsor e ventoinha em frente de um pequeno fotóforo. As vibraçoes sonoras são misturadas à corrente de ar gerada pela ventoinha e assim reforçadas. O receptor é um aparelho igual ao precedente, com a posição do cilindro compulsor invertida. "Depois de haver posto os dois aparelhos distanciados, bem em frente um do outro, posto em comunicação com a terra os dois fios que partem do cilindo do compulsor e do fotóforo, põe-se em movimento o compulsor e pelo tubo acústico fala-se e ouve-se; notando, porém, que para se ouvir, faz-se preciso, parar o compulsor ou retirá-lo ". O telauxiophone possui construção similar, no entanto prescindindo do óculo de alcance, da bússola, do nivelador, do compulsor, do fotóforo, do tubo acústico, mas com um microfone mais amplo, como também uma bobina de indução maior em um fone especial, para melhor audição. Com este aparelho obtém-se todos os efeitos da telefonia comum, porém, com mais nitidez. Esta patente brasileira, descreve apenas a construção mecânica do aparelho, e ao tratar de sua utilidade cita: Com este aparelho pode-se projetar pelo espaço a voz a distâncias bem regulares. Funciona com sol, chuva, tempo úmido e forte cerração", ou seja, ao que parece trata-se de um megafone aperfeiçoado, que projeta a voz a grandes distâncias. O documento apenas cita como possibilidade que "pode-se ouvir também pelo fone, contanto que ao aparelho se adapte um microfone assaz sensível ou se adote a teoria da radiofonia ou fotofonia, como também telegrafar sem fio, usando do tubo de Branly e do produtor de ondas elétricas" sem mais detalhes, ou seja a patente brasileira não versa sobre a mesma matéria das patentes depositadas nos EUA, tampouco trata do mesmo equipamento utilizado na citada apresentação pública de 1900.

Referências:




terça-feira, 4 de agosto de 2020

#38 USP MU6700603 - DISPOSIÇÃO INTRODUZIDA EM ESCOVA DENTAL MONOBLOCO

MU6700603 - DISPOSIÇÃO INTRODUZIDA EM ESCOVA DENTAL MONOBLOCO

Depósito: 17/03/1987

Destaque: Produto comercializado pela DentalLine e vendido para as Prefeituras de São Paulo

Inventor: Pedro Bignelli (US)

Empresa: USP (SP/BR)


A idéia de criar uma Escola Dental para atender a necessidade de Saúde Pública surgiu na década de 70. A Monobloc é uma escova dental com as cerdas e a haste em único molde, que por seu tamanho e características serve bem para crianças e adolescentes e que na época de sua criação custava 15% do preço médio das escovas dentais convencionais. Assim, num projeto que reuniu a FORP e a Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP), com ajuda do Banco do Brasil, Bignelli criou e patenteou em 1981 a Monobloc (a escova tem as hastilhas - que substituem as cerdas - feitas do mesmo material do cabo), que foi produzida e distribuída para escolares da rede municipal de ensino.

Nascido em Fernando Prestes (SP), Pedro Bignelli mudou-se para Ribeirão Preto na década de 1940. Começou a trabalhar aos 9 anos na oficina mecânica do pai e, aos 13, já era sócio dos irmãos em sua própria oficina. O excesso de trabalho o forçou a interromper os estudos após a 4ª série, retornando apenas aos 15 anos para concluir o supletivo. Aprovado em vários vestibulares, escolheu Odontologia por sua compatibilidade com sua rotina de trabalho, incentivado por um cliente, o médico Amadeu Francon. Formou-se em 1955 e doutorou-se em 1960.

Na década de 1970, diante do fracasso das campanhas de higiene bucal – onde 58% das crianças não tinham escova devido ao alto custo –, Bignelli, então professor da FORP-USP, idealizou uma solução. Em parceria com a FCFRP e com financiamento do Banco do Brasil, ele desenvolveu e patenteou em 1981 a escova Monobloc. Feita de polietileno de baixa densidade, com hastilhas (que substituem as cerdas) do mesmo material do cabo, seu custo era 85% menor que o das escovas convencionais. Para viabilizar a patente, cedeu metade da autoria à USP e, posteriormente, parte dos seus direitos à Fundação Banco do Brasil, ficando com apenas 25%.




A Monobloc mostrou-se eficaz em estudos, removendo placa bacteriana de forma equivalente às escovas tradicionais, com durabilidade similar e custo unitário de aproximadamente R$ 0,21 para prefeituras. Preocupado com públicos específicos, Bignelli desenvolveu variações: a Monobloc 803, mais macia para crianças especiais da Apae; a Escova Dental Científica, para adultos, menos agressiva e de difícil contaminação; e a Monobloc Baby, com um escudo de segurança para bebês, que também se mostrou eficaz e reduz a contaminação por bactérias cariogênicas. Ele ainda criou o Gengbaby, um higienizador bucal descartável para recém-nascidos que substitui a gaze, e a Monobloc Júnior, para crianças em idade escolar. Sua inventividade estendeu-se aos animais, criando a "Bocão", a primeira escova veterinária brasileira, com design específico para a boca de cães e gatos.

Apesar do sucesso técnico-científico, Bignelli destacou que o maior desafio não é inventar, mas produzir e comercializar em escala sem apoio significativo. Suas invenções, focadas em acessibilidade e saúde pública, foram distribuídas em redes municipais de ensino e saúde, representando um impacto social relevante.

Resumo MU6700603 : Escova dental monobloco do tipo peça única (1) fabricada em material plástico flexível, incluindo cabo (2), colo (3), parte ativa (4) e cerdas (5), estas últimas com seção transversal na forma de um triângulo equilátero (7) e dispostas a meia face uma da outra, onde são separadas por um espaço estreito (8) sendo que a face que se defronta com o seu quase par deverá ser o lado do triângulo.




segunda-feira, 3 de agosto de 2020

#37 ASEA BROWN BOVERI MU6800266 - REGISTRADOR CICLOMÉTRICO PROGRESSIVO PARA MEDIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA

MU6800266 - REGISTRADOR CICLOMÉTRICO PROGRESSIVO PARA MEDIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA

Depósito: 26/09/1989

Destaque: Produto comercializado pela Asea Brown Boveri (ABB)

Inventor: Claudio Antonio Saraiva

Empresa: Asea Brown Boveri (ABB) (RS/BR)

A Justiça gaúcha condenou a Asea Brown Boveri (ABB), empresa líder mundial em energia e tecnologias de automação, a dividir com um ex-estagiário a propriedade da patente de invenção de um aparelho elétrico. A juíza Iara Mongelos Wallim, de Cachoeirinha (RS), determinou que o então estudante de engenharia Cláudio Antonio Saraiva tem direito a receber 25% do lucro líquido que a ABB teve nas vendas de produtos que continham o registrador ciclométrico progressivo para medidores elétricos durante 10 anos. A invenção tem como objetivo fazer com que o medidor de energia elétrica faça apenas leituras progressivas, mesmo que seu sentido de rotação venha a ser invertido.

O estagiário encontrou a solução mudando um dispositivo do medidor do registrador de energia, inspirado em carrinhos de brinquedo, segundo informou o advogado Guerra. "A grande felicidade foi ter aproveitado a técnica que foi passada de um segmento completamente distinto, e foi introduzido nos registradores", diz. O advogado explicou que a invenção evita a modificação dos números do registrador elétrico, nos casos de mudança de fase em positivo e negativo. Antes, o marcador girava ao contrário, diminuindo a quantidade de energia consumida. O novo método resolveu o problema. "Era um estagiário que estava indo para a empresa aprender, e levou o conhecimento que foi utilizado por ela. Por esta razão que merece ser remunerado", afirma Guerra.


Resumo MU6800266 : O registrador é caracterizado por dois furos bilongos com a função de limitar o raio de ação de dois eixos; por um braço de apoio móvel balanceado e por duas rodas dentadas com eixo flutuante. Se RD3 for rotacionada no sentido horário tenderá a se deslocar para a posição 2, ponto mais alto de sua trajetória, rotacionando o braço de apoio BA para que se encaixe na bucha de fixação BF. A roda dentada de eixo flutuante RD3A sairá da posição 2 para a posição 1 engrenando no tambor primário, que iniciará seu giro no sentido horário. Se RD3 rotacionar com sentido contrário desarmará o braço de apoio BA deslocando-se da posição 2 para a posição 1 engrenando no tambor primário. Como RD3A rotaciona com sentido contrário à RD3 sua tendência será se deslocar para a posição 2 desengrenando-se do tambor primário dando lugar a RD3 que o manterá a girar no sentido horário.

Referências:





#36 PI9703292 - DISPOSITIVO DESPOLUIDOR DE GASES E PARTÍCULAS INTRODUZIDO EM ESCAPAMENTOS E ENTRADA DE AR DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

PI9703292 - DISPOSITIVO DESPOLUIDOR DE GASES E PARTÍCULAS INTRODUZIDO EM ESCAPAMENTOS E ENTRADA DE AR DE VEÍCULOS AUTOMOTORES

Depósito: 27/06/1997

Destaque: Prêmio Paraná Ambiental Qualidade do Ar 1997

Inventor: Isac Gonçalves Ribeiro

Titular: Isac Gonçalves Ribeiro (PR/BR)


O Despoluidor da Atmosfera pode ser instalado no interior ou na parte externa de todos os tipos de veículos movidos a combustível, elétrico, ar e até mesmo em bicicletas. A Turbina de Cilindros é opcional e serve para captar a poluição do interior do veículo e despoluir o ar por onde o mesmo passa. A poeira é naturalmente sugada da atmosfera assim que o veículo começa a se deslocar e produzir vento suficiente para garantir o funcionamento do equipamento, iniciando o processo que retém as partículas em suspensão. O resultado mostra que o despoluidor limpa o ar que capta em média de 90%. 




O Despoluidor da Atmosfera pode ser instalado no interior ou na parte externa de todos os tipos de veículos movidos a combustível, elétrico, ar e até mesmo em bicicletas. A Turbina de Cilindros é opcional e serve para captar a poluição do interior do veículo e despoluir o ar por onde o mesmo passa. A poeira é naturalmente sugada da atmosfera assim que o veículo começa a se deslocar e produzir vento suficiente para garantir o funcionamento do equipamento, iniciando o processo que retém as partículas em suspensão. O resultado mostra que o despoluidor limpa o ar que capta em média de 90%. A entrada do ar mede em torno de 10%, conforme a frente do veículo. O desenho e as medidas ficarão a critério do fabricante de cada modelo.

Resumo PI9703292:  Refere-se a um dispositivo com dupla função, constituído por um conjunto acondicionado numa caixa, contendo três dispositivos e que se acopla ao escapamento (11,31,43,71,87) de veículos automotores ou motor estacionário, de maneira a captar os gases expelidos do motor e capta também ar externo(22,51) de maneira que, após percorrer o sistema, devolva o ar livre de impurezas através do respiro(21,13).

Referências:





domingo, 2 de agosto de 2020

#35 OXFORD SA MU7500836 - DISPOSITIVO PARA APLICAÇÃO DE DECORAÇÃO EM PEÇAS OCAS POR TAMPOGRAFIA

MU7500836 - DISPOSITIVO PARA APLICAÇÃO DE DECORAÇÃO EM PEÇAS OCAS POR TAMPOGRAFIA

Depósito: 02/05/1995

Destaque: Produto utilizado pela Oxford. Prêmio Finep Região Sul, 1998

Inventor: Otair Becker

Empresa: Oxford S/A Indústria e Comércio (SC/BR)


A empresa de cerâmica de mesa criou o dispositivo que permitiu o emprego da máquina de tampografia para decoração de peças ocas ou irregulares, como cafeteiras e açucareiros. O mecanismo revolucionou as características da tampografia, utilizada em todo o mundo apenas em peças planas. E eliminou os problemas de baixas produtividade e qualidade final, desperdício, dificuldade de atender grandes pedidos e fadiga dos colaboradores decorrentes do trabalho artesanal de decalcomania para decoração das peças. Além do ganho em qualidade, houve redução de custos e conseqüente retorno em lucratividade. Otair Becker foi Prefeito Municipal de São Bento do Sul (1966-1970) e senador pela ARENA (1975-1979). Faleceu em 2013.


Resumo: MU7500836  Trata o presente pedido de um novo dispositivo para aplicação de decoração em peças ocas (cafeteiras, leiteiras e similares), que devido ao seu maior tamanho e formato mais complexo, não nos permita a aplicação de decoração. Em linhas gerais, o novo dispositivo (onde a peça é assentada e centralizada, sem necessitar do sistema/de vácuo), que adapta-se normalmente às máquinas com sistema tampográfico automático, preve uma base (12), furos (11), numa flange (10), rasgos e parafusos (9), unindo parte fixa (8), à parte móvel (7), prevendo parafusos (6), recortes(5) e (5), hastes(4), chapa cônica (3), parafuso borboleta(2) e haste corrediça(1).

Referências:




sábado, 1 de agosto de 2020

#34 ZIVI MU7102282 - CABOS PLÁSTICOS DOTADOS DE OTIMIZADOR ERGOMÉTRICO, DESTINADOS À INSTRUMENTOS DE CORTE

MU7102282 - CABOS PLÁSTICOS DOTADOS DE OTIMIZADOR ERGOMÉTRICO, DESTINADOS À INSTRUMENTOS DE CORTE

Depósito: 27/04/1993

Destaque: Durante mais de cinco anos a filial europeia da Mundial produziu mais de 3 milhões de unidades do produto, Prêmio Finep Inventor Inovador 2005 região Sul

Inventor: José Carlos Mário Bornancini

Empresa: Zivi S/A-Cutelaria (RS/BR)



A patente propõe um aperfeiçoamento na medida em que constitui um sistema de cabos plásticos para tesouras, em que o formato dos mesmos, especialmente aquele dos contornos dos respectivos "olhos", é compatível com o uso ambidestro e também com as variações dimensionais bastante amplas das mãos dos usuários. Aplica-se ao contorno interno dos ditos "olhos" de anéis deformados elasticamente que constituem o otimizador ergométrico proposto na patente. Especificando os anéis deformáveis elasticamente tem por finalidade adaptar-se elasticamente às características individuais de forma e dimensões dos dedos do usuário, resultando em cabos que se adaptam à mão do indivíduo e não o contrário como ocorre com as tesouras normais (em que a mão deve adaptar-se ao cabo). Os anéis ergométricos deformáveis elasticamente dos olhos das tesouras objeto da patente, é fabricada em borracha natural ou com materiais sintéticos tais como borrachas termoplásticas, elastômeros termoplásticos, termoplástico poliéster elastômero ou elastômero de poliuretano termoplástico. Os aneis poderão ter diferentes cores diferentes dos respectivos cabos, realçando assim as funções específicas dos anéis. José Carlos Bornancini, um dos pioneiros de design no Rio Grande do Sul, é engenheiro civil, sócio da Bornancini, Petzold & Müller e professor universitário. Ele começou como profissional de desenho técnico, até que um dia alguém lhe disse: “Sua vocação é para arquiteto do objeto”. Ele ensinou que se deve integrar os aspectos construtivos com os funcionais de modo realmente criativo, e presenteou os participantes com as imagens das várias criações de sua empresa, como a primeira máquina agrícola com ar condicionado (Massey Fergusson), os conhecidos talheres infantis personalizados da Hércules, tesouras para canhotos e para crianças, produtos para a Termolar que receberam prêmios, a cabina Sky Line para a Elevadores Sûr, entre outros. Em sociedade com o arquiteto Nelson Ivan Petzold e Paulo de Tarso Muller, o engenheiro José Carlos Bornancini criou a Bornancini Petzold & Müller Projeto de Produto. José Bornancini faleceu em 2008.




"Design não é apenas vestir um objeto, " esclarece ele . O designer trabalha com produtos que serão fabricados em série e o processo integral de criação exige conhecimentos muito diversificados que incluem, desde o domínio dos processos de fabricação, o uso adequado dos materiais (e seus custos), a correta avaliação de produtos similares existentes no mercado, até o impacto que os processos e os materiais escolhidos possam causar ao meio ambiente, enquanto usados e após o seu eventual descarte. Petzold conta que iniciou a trabalhar em arquitetura como aluno em 1952, formando-se na turma de 1956 da UFRGS. Na época causava espécie que alguém não engenheiro, projetasse e construísse. Os trabalhos dos arquitetos pioneiros é que estabeleceu o reconhecimento e o respeito pela "nova" profissão. "Já então eu não me contentava em desenhar, por exemplo, uma esquadria. Eu queria saber como ela funcionaria, de que modo ela poderia ser feita melhor e mais barata. Me interessavam os detalhes. Eu não saberia mais enfrentar o processo de síntese de milhares de alternativas para projetar uma residência mas me sentiria muito a vontade para analisar as implicações industriais necessárias para a 'fabricação' de algumas centenas ou milhares de casas" Para Petzold, haverá sempre alguma superposiçãode áreas porque a diversidade de campos de atuação em Design é quase infinita.

Resumo MU7102282: Conjunto de cabos plásticos destinados a um instrumento de corte, constituído por uma primeira haste (4), integralmente formada com um olho (6) correspondente à lâmina externa (1) do instrumento de corte e uma segunda haste (5), integralmente formada com um olho (7) correspondente à lâmina interna (2) do instrumento de corte, as lâmias (1) e (2) sendo articuladas através de um pino (3), sendo que da parte inferior externa rígida do olho superior (6) projeta-se para baixo uma saliência (12) destinada a fazer batente com a correspondente parte plana (13) do olho inferior (8), em que os olhos (6, 8) têm aplicados a seus respectivos contornos internos, anéis deformáveis elasticamente (7, 9), o anel (7) do olho (6) tendo uma abertura de formato ovalado com a parte posterior maior e a anterior menor e o anel (9) do olho (8) tendo um formato composto por quatro curvas, sendo as das partes anterior e posterior idênticas e ligadas por uma curva superior levemente convexa e por uma curva inferior côncava, sendo que da face interna do olho (8) se projeta para dentro, uma nervura contínua (11) com seção em forma de T para ancorar o anel (9) por meio de um respectivo sulco contínuo (10), e da face interna do olho (6) se projeta para dentro, uma nervura contínua (14) com secção em forma de T para ancorar o anel (7) por meio de um respectivo sulco contínuo.

Referência:




#33 DERSEHN MU8400542 - CONECTOR UNIPOLAR COM BORNES MÓVEIS

MU8400542 - CONECTOR UNIPOLAR COM BORNES MÓVEIS

Depósito: 06/02/2004

Destaque: Produto comercializado pela Dersehn

Inventor: João Carlos Sehn

Empresa: Dersehn (RS/BR)


O conector unipolar Dersehn é fruto de um projeto financiado pela FINEP, por meio do PAPPE (Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas) no Rio Grande do Sul. A inovação é um pequeno conector de plástico com bornes móveis (peças de metal onde são ligadas as pontas dos fios), usado para substituir emendas mal feitas em fios e cabos em geral, ajudando a reduzir a fuga de energia elétrica que normalmente ocorre nesses casos. Ele é o primeiro no Brasil a obter certificação reconhecida pelo Inmetro. Fundada em 2002, a Dersehn é uma empresa familiar, incubada na PUC de Pelotas, e conta também com apoio do SEBRAE/RS e da FAPERGS (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). O total do financiamento do PAPPE/FINEP foi de R$ 200 mil. O PAPPE é uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, realizada pela FINEP em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa estaduais, que busca financiar atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos inovadores empreendidos por pesquisadores que atuem diretamente ou em cooperação com empresas de base tecnológica. João Carlos Dersehn nasceu em 1955, em Porto Alegre. O inventor é graduado em economia pela Universidade Católica de Pelotas em 1979.


Resumo MU8400542 : Refere-se a um dispositivo de conexão, que faz ligação elétrica entre cabos de mesma polaridade, flexíveis ou rígidos, constituído de um condutor (3), bornes móveis com parafuso (4) e um invólucro isolante de proteção composto por duas partes que se encaixam (1) e (2). O setor técnico de vinculação do produto é a indústria de componentes e materiais elétricos

Referências:





sexta-feira, 31 de julho de 2020

#32 BRASILATA PI9408643 - SISTEMA DE FECHAMENTO PLUS

PI9408643 - DISPOSIÇÃO CONSTRUTIVA EM LATAS COM GRANDE ABERTURA EXTREMA DE VAZAMENTO

Depósito: 03/05/1994

Destaque: Produto com selo Brasil Premium exportado pela Brasilata

Inventor: Pedro Bruni Labate, Manoel José Guarda

Empresa: Brasilata (SP/BR)

Em 1995, em conversa com Alexandre Cenacchi, presidente da Sayer Lack, um importante cliente, o diretor superintendente da Brasilata recebeu a solicitação da produção de uma lata redonda para tintas mais barata. A lata de tinta tradicional, fora desenvolvida no início do século passado, e seu sistema de fechamento baseava-se em atrito por múltipla pressão. O que o cliente indagava era se não seria possível a adoção de uma tampa de pressão simples, como as utilizadas para as latas de leite em pó. Foi preciso muita imaginação para transportar a solução da lata quadrada para a lata redonda; muitas tentativas foram feitas, e cerca de três meses depois foram fornecidas ao cliente as primeiras latas redondas com capacidade de 900ml e o novo fechamento por trava mecânica. Para ser diferenciado do sistema da lata quadrada, ele recebeu o nome de Fechamento Plus. Durante esse processo a Brasilata contou com apoio da Finep, que financiou, entre outras atividades, a aquisição de materiais e a realização de testes de mercado. No final de 1995, o sistema foi apresentado em um evento, em que a Brasilata estava recebendo de seu principal cliente, Tintas Coral, o prêmio de Fornecedor do Ano. A solução encantou Júlio Cardoso, então presidente das Tintas Coral, tendo sido firmada uma parceria para desenvolvimento do novo fechamento. Foi então a vez do trabalho árduo: a ideia original teve de ser modificada várias vezes, até mesmo para permitir a conciliação com as linhas de enchimento, que deveriam ser compatíveis com os dois sistemas, o Plus e o convencional. O processo de produção das tampas em alta velocidade teve de ser mudado mais de uma vez. Um equipamento especial teve de ser projetado com a Indústria de Máquinas Moreno, isto é, toda uma nova tecnologia de processo acabou sendo desenvolvida em função dessa nova concepção de fechamento. Ocorreu, portanto, um processo inverso ao que é típico das indústrias dependentes de fornecedores, conforme mencionado antes, ou seja, a Brasilata realizou uma inovação radical de produto que gerou a necessidade de inovações de processo. Após todo esse esforço, a Brasilata passou a contar com um sistema de fechamento exclusivo que possibilita um desempenho superior, conforme análises realizadas pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) e uma economia de 19 a 25% de material. O sistema Plus é três vezes mais resistente que o fechamento por atrito a pressões internas, choques e tombamento, com economia de 20% do material empregado na fabricação do conjunto anel tampa além de reduzir pela metade o tempo de manuseio com enchimento da tinta. 




O sistema de fechamento plus para vasilhames de aço conquistou o selo Brasil Premium. O produto foi analisado e avaliado por técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo e outros profissionais, sendo depois julgado por um conselho deliberativo, com apoio da Câmara de Comércio Exterior e da Apex - Agência de Promoção de Exportações. Patenteado nos Estados Unidos e Europa (US5899352 e EP0706486), o produto quebrou um paradigma de mais de 90 anos, ao substituir o fechamento convencional, por atrito, por uma trava mecânica, oferecendo como vantagens, além da resistência três vezes maior à pressão interna (o que é muito útil nos processos críticos de envasamento e evita que as tampas sejam abertas no caso de uma queda), maior performance ante as quedas e facilidade de manuseio nas operações de abertura e fechamento. Além de marcar a primeira abertura no anel da tampa, este sistema abre e fecha mais facilmente várias vezes, evitando o ressecamento dos produtos. Com mais de 180 milhões de latas plus vendidas desde 1994, o produto, na opinião do diretor-superintendente da Brasilata, Antonio Carlos Teixeira, oferece melhor desempenho e produtividade nas linhas de enchimento das indústrias de tintas e produtos químicos. "Com esta inovação, o Brasil pode exportar tecnologia na produção de latas, invertendo a rota usual da globalização

No início da década de 1990, a equipe de vendas da Brasilata começou a receber de seus dois maiores clientes de tintas, donos das marcas mais vendidas no Brasil (Suvinil e Coral), demandas no sentido de produzir embalagens que dificultassem uma prática indesejável que estava se tornando cada vez mais comum: a falsificação de tintas. A prática era a seguinte: alguns indivíduos, e mesmo empresas inescrupulosas, estavam comprando latas vazias de 18 litros, usadas, limpavam-nas com cuidado e, em seguida, adquiriam latas novas de tinta, abriam-nas e, pela adição de água, logravam obter duas ou mais latas que eram então vendidas como novas. Para coibir tal prática, o então gerente de qualidade da Brasilata teve a idéia de alterar o perfil do anel da lata de tinta de 18 litros, introduzindo um relevo que era marcado no ato de abertura da tampa. O relevo não impedia uma eventual violação, porém a evidenciava claramente, dentro do conceito internacionalmente usado para latas de produtos alimentícios (tamper evident). O gerente de vendas achou que a solução atendia totalmente à demanda dos clientes, e foi dele a idéia de "batizar" a nova lata com o nome de First Open, em alusão à indicação da primeira abertura da lata. O sucesso foi grande, e em 1994 a lata de 18 litros com fechamento First Open ganhou o prêmio Embanews na categoria tecnologia.

A concorrência, incomodada com o sucesso da Brasilata, tratou de produzir também a sua lata tamper evident, denominada Latalimpa, que resolvia de quebra um outro problema ocasionado pela existência de cantos vivos de aço nas bordas do anel. Tais cantos, na folha metálica, além de poderem provocar ferimentos na mão do pintor, expunham o aço não-revestido, fato que com o passar do tempo causava oxidação e, algumas vezes, sujava a tinta. O lançamento da nova lata da concorrência caiu como uma bomba na equipe técnica da Brasilata, que se debruçou para achar uma solução que também resolvesse o problema dos cantos vivos na lata First Open. Em apenas 24 horas, um técnico experiente, após várias simulações no sistema de projeto auxiliado por computador (CAD), apresentou uma proposta. A solução previa o enrolamento para fora da extremidade interna do anel da lata, formando um cordão e eliminando o canto vivo e, ao mesmo tempo, um "canal" na borda externa da tampa, permitindo o encaixe da tampa com o anel, conforme o esquema mostrado na figura abaixo.



O esquema proposto resolvia, sem dúvida, o problema do canto vivo do anel, tendo sido esta a razão primeira da sua proposição. Entretanto, ficou claro desde o início que a introdução de uma trava mecânica entre o anel e a tampa melhorava sobremaneira a condição de fechamento da lata e, conseqüentemente, evidenciava ainda mais a primeira abertura. A aprovação da diretoria foi imediata, todos os recursos necessários foram mobilizados e em poucos dias o primeiro protótipo foi produzido pela equipe de ferramentaria. O próprio diretor superintendente batizou a lata com o nome de First Open Plus. Em apenas 90 dias a nova lata estava no mercado. Em 1995, o fechamento First Open Plus ganhava para a Brasilata o segundo prêmio Embanews de tecnologia.

Em 1995, em conversa com Alexandre Cenacchi, presidente da Sayer Lack, um importante cliente, o diretor superintendente recebeu a solicitação da produção de uma lata redonda para tintas mais barata. A lata de tinta tradicional, como vimos, fora desenvolvida no início do século passado, e seu sistema de fechamento baseava-se em atrito por múltipla pressão. O que o cliente indagava era se não seria possível a adoção de uma tampa de pressão simples, como as utilizadas para as latas de leite em pó. O diretor da Brasilata sabia, e concordava, que a deficiência de vedação da pressão simples era inaceitável para a indústria de tintas. A tinta necessita de uma lata com vedação mais robusta do que a de leite em pó, devido as suas características em termos de peso, pressões internas etc. Apesar de ser impossível naquele momento atender à solicitação do cliente, esse assunto despertou o interesse do diretor da Brasilata, pois se o fechamento baseado em atrito por múltipla pressão pudesse ser evitado a economia de matéria-prima seria considerável. Nesse caso seria necessário conseguir uma vedação eficiente, para a qual não existia ainda nenhuma solução conhecida.

Na viagem de Jundiaí (sede do cliente) a São Paulo, o diretor chegou a considerar a solução First Open Plus, porém a descartou por achar que seria muito complicada a transposição da solução da lata quadrada para a redonda. Já em São Paulo, reuniu-se com a equipe técnica a fim de discutir o assunto e, para sua surpresa, viu aparecer a mesma sugestão. Foi formado então um grupo de trabalho para estudar o assunto com os melhores técnicos, que seriam o embrião de uma futura equipe de desenvolvimento de produto, hoje composta por cinco técnicos de excelente capacidade, três dos quais remanescentes daquele grupo de trabalho. Foi preciso muita imaginação para transportar a solução para a lata redonda; muitas tentativas foram feitas, e cerca de três meses depois foram fornecidas ao cliente as primeiras latas redondas com capacidade de 900ml e o novo fechamento por trava mecânica. Para ser diferenciado do sistema da lata quadrada, ele recebeu o nome de Fechamento Plus. Durante esse processo a Brasilata contou com apoio da Finep, que financiou, entre outras atividades, a aquisição de materiais e a realização de testes de mercado.

No final de 1995, o sistema foi apresentado em um evento, em que a Brasilata estava recebendo de seu principal cliente, Tintas Coral, o prêmio de Fornecedor do Ano. A solução encantou Júlio Cardoso, então presidente das Tintas Coral, tendo sido firmada uma parceria para desenvolvimento do novo fechamento. Foi então a vez do trabalho árduo: a idéia original teve de ser modificada várias vezes, até mesmo para permitir a conciliação com as linhas de enchimento, que deveriam ser compatíveis com os dois sistemas, o Plus e o convencional. O processo de produção das tampas em alta velocidade teve de ser mudado mais de uma vez. Um equipamento especial teve de ser projetado com a Indústria de Máquinas Moreno, isto é, toda uma nova tecnologia de processo acabou sendo desenvolvida em função dessa nova concepção de fechamento. Ocorreu, portanto, um processo inverso ao que é típico das indústrias dependentes de fornecedores, conforme mencionado antes, ou seja, a Brasilata realizou uma inovação radical de produto que gerou a necessidade de inovações de processo. Após todo esse esforço, a Brasilata passou a contar com um sistema de fechamento exclusivo que possibilita um desempenho superior, conforme análises realizadas pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea)* e uma economia de 19 a 25% de material.


Resumo PI9408643 (número inicial MU 7400485): Latas apresentando uma parede superior (11) provida com uma abertura central (12) e uma sede de fechamento (12a) de onde projeta-se, para baixo, uma parede tubular (17) apresentando um extremo livre (18); uma tampa (20) apresentando uma borda periférica (21) assentável sobre a sede de fechamento (12a), sendo o extremo livre (18) da parede tubular (17) curvado para dentro da abertura central (12) e para cima até uma posição adjacente à dita parede tubular (17), definindo uma borda inferior de parede tubular na forma de uma nervura contínua (19).

Referências:
JORNAL GAZETA MERCANTIL DATA: 11/05/2005 ON LINE Registro - Lata premiada, Revista Exame 28/9/2006 - As 10 melhores inovações brasileiras, Organizações Inovadoras:estudos e casos brasileiros,José Carlos Barbieri, Rio de Janeiro:FGV, 2003
ZEVALLUS, Gustavo. 101 inovações brasileiras, São Paulo, IOB, 2008, p.62




#31 TROLL 71404 RECIPIENTE CONJUGADO PARA LAVAGEM E ESCORRIMENTO

71404 - RECIPIENTE CONJUGADO PARA LAVAGEM E ESCORRIMENTO

Depósito: 14/11/1963

Destaque: Produto comercializado e apresentado na Feira de Utilidades Domésticas em maio de 1962

Inventor: Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich

Empresa: Troll (SP/BR)


Beatriz Zorowich nasceu em Batatais - SP. Formou-se em odontologia pela Universidade de São Paulo. É casada com o engenheiro Mackenzista Sólon Ribeiro Zorowich. Dessa união tiveram cinco filhos, sendo quatro formados em medicina e uma formada em direito. É funcionária aposentada do Departamento de Assistência ao Escolar (DAE) do Estado de São Paulo. Na época em que trabalhava no DAE, o órgão dava assistência médico-odontológica a toda rede escolar do Estado, num atendimento público competente, para o qual o Estado contratava cerca de 2000 (dois mil) cirurgiões dentistas. A cirurgiã-dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich conseguiu um bom reforço na renda familiar graças a um invento simples: o lava arroz, por ela patenteado e licenciado para uma empresa brasileira de brinquedos e utilidades domésticas, a Trol/SA . Beatriz, cansada de chegar do trabalho e o ralo da pia estar entupido, resolveu criar este utensílio em 1959. Para a empregada não entupir a pia, ela inventou o escorredor de arroz, uma espécie de bacia conjugada a uma peneira em uma de sua extremidades que facilita a lavagem de alimentos. Com a ajuda de seu marido Sólom Zorowich, Beatriz montou um protótipo em papel de alumínio e incentivada pelo seu primo, Eduardo Garcia Rossi, secretário da Federação da Indústrias de São Paulo, apresentou sua invenção ao dono da Trol S/A, Sr. Ferreira que logo percebeu o potencial de mercado da invenção e iniciou a produção. O invento foi apresentado na Feira de Utilidades Domésticas em maio de 1962 e foi o maior sucesso. O depósito da patente BR foi feito em 1959, sendo que pela lei da época a sua vigência era de quinze anos de proteção contados da data de depósito da patente. Durante este período, o invento rendeu dividendos a Beatriz, pagos pela Trol, inicialmente sob a administração do Sr. Ferreira e posteriormente com o Sr. Dilson Funaro (ministro da Economia na década de 80), sucessor na presidência da empresa. Inicialmente Beatriz recebia um percentual de 2,5 % das vendas, valor que subiu a 7,5 % dado o volume crescente de vendas, chegando a cerca de 10% no fim do contrato.


Resumo 71404: Recipiente conjugado para lavagem e escorrimento do tipo empregado para as operações domésticas de limpeza dos produtos naturais comestíveis caracterizado pelo fato que é essencialmente constituído pela conjugação funcional de dois recipientes, abertos na parte superior, sendo o fundo de um deles totalmente fechado e o do outro parcialmente crivado apresentando-se angularmente conjugados de sorte a constituir um fundo comum que descreve um ângulo interno variável entre um ângulo reto e um obtuso.

Referências:





quinta-feira, 30 de julho de 2020

#30 SIGNALCARD PI7804885 - CARTÃO TELEFÔNICO INDUTIVO, SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA

PI7804885 - CARTÃO TELEFÔNICO INDUTIVO, SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA

Depósito: 28/07/1978

Destaque: Cartão telefônico usado pela Telebrás nos telefones públicos na década de 1980, Prêmio Landell Moura da Telebrás 1982

Inventor: Nelson Guilherme Bardini (SP)

Empresa: Signalcard.


O cartão indutivo, no início conhecido como ficha eletrônica, foi inventado entre 1976 e meados de 1978, pelo Eng. Nelson Guilherme Bardini, formado pela Universidade Mackenzie em São Paulo em 1962. Nesse início de desenvolvimento o inventor contou com a colaboração de Dalson Artacho, que depositou o pedido de patente PI 7804885 em 28 de julho de 1978 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial INPI, tendo a mesma sido concedida sob o Título de "SISTEMA DE COBRANÇA POR FICHA ELETRÔNICA", expedida em 27 de Março de 1984. O engenheiro Bardini com pingos de solda (estanho e chumbo), prensados entre dois vidros planos fabricou as primeiras células indutivas. Mais tarde, tentou outra técnica. Um pedaço de solda era colocado entre duas folhas de papel vegetal e prensado em uma máquina de fazer macarrão até obter uma finíssima folha da liga de estanho e chumbo. O segundo passo era obter o contorno da célula, o que era conseguido estampando a mesma com uma lâmina de barbear dobrada no formato da célula. Os primeiros cartões, em papelão, tinham a dimensão de 36 x 66 cm2 e possuíam uma parte a ser destacada em cima, lembrando o monofone do símbolo Telebrás, para impedir a venda de um cartão usado. O cartão somente funcionaria se o monofone fosse destacado. Em 20/09/1991 a Signalcard concede licença à Telebrás para uso da patente PI 7804885 "Sistema de Cobrança por Ficha Eletrônica". Em março de 1992 a TELEBRÁS realizou na cidade do Rio de Janeiro os primeiros testes públicos de seu aparelho telefônico já usando cartão de 100 créditos, que se tornou padrão. Esses aparelhos permitiam fazer ligações telefônicas, locais, nacionais e internacionais. O projeto TP-Cartão pela Telebrás iniciou suas atividades em 1987 quanto às especificações técnicas e terminando o teste de protótipo no primeiro trimestre de 1989.


Resumo PI7804885 O cartão indutivo constitui-se de diversas células (cada qual associada a um crédito). Essas células são esculpidas em uma lâmina metálica lembrando um anel, tendo o mesmo uma região com um trecho diminuído o qual irá constituir o fusível a ser aberto por indução. Esse anel é aproximado de uma bobina quando o cartão é introduzido no telefone público. Uma corrente adequada na bobina será capaz de induzir no anel uma corrente. Dependendo da intensidade e tempo de duração dessa corrente o fusível poderá ser rompido indicando célula aberta (crédito consumido). Uma corrente de menor valor na mesma bobina, é capaz de realizar a leitura da célula. Essa leitura só é possível uma vez que as situações de célula intacta e célula rompida são capazes de alterar as linhas de fluxo entre a bobina e o anel. A identificação de célula rompida ou intacta se faz sem necessidade de efetuar qualquer movimento no cartão, visto que a bobina excitadora atua como primário no transformador e a célula anel) atua como secundário do transformador, de modo que uma célula rompida possa ser detectada a partir da impedância refletida no primário. Durante julho de 1976 e abril de 1978, Bardini trabalhava na TELESP onde coordenava o setor de Seção de Aceitação de Aparelhos telefônicos desde outubro de 1977, que tinha como função o projeto de equipamentos de ensaios de aparelhos telefônicos. Inventado pelo Eng. Nelson Guilherme Bardini, o cartão telefônico brasileiro foi criado em 1978, em sua casa, durante suas horas de folga. Em 1982 o Eng. Nelson Guilherme Bardini desenvolveu o primeiro aparelho telefônico com cobrança dos serviços através da “Ficha Eletrônica”. 

Referências:





#29 KENTARO TAKAOKA 66881 - VÁLVULA REGULADORA DE GASES PARA RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL

66881 - VÁLVULA REGULADORA DE GASES PARA RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL

Depósito: 13/05/1957

Destaque: Prêmio Finep Inventor Inovador - 2005 - Etapa Nacional

Inventor: Kentaro Takaoka

Empresa: Kentaro Takaoka (SP/BR)


Formado pelo Senai, em 1948, como fresador – enquanto cursava a faculdade –, Kentaro Takaoka montou, em 1951, uma oficina no 9º andar do HC, conhecida como “o divertimento do Takaoka”, onde injetou também recursos próprios para comprar equipamentos. Ali ele fazia as pesquisas nas poucas horas de folga, perseguindo e conseguindo atingir o objetivo de inventar um instrumento eficiente, barato e elaborado com peças pequenas e simples. Um ano depois, em 1952, apresentou o primeiro protótipo do respirador na reunião anual da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, realizada em São Paulo. Ele foi testado, por quatro anos, em pequenos animais, até que pudesse ser utilizado em humanos, em 1955. Misto dos dois outros equipamentos existentes à época, a minúscula máquina foi reconhecida mundialmente como importante contribuição para o progresso da anestesiologia e, após dois anos, começou a ser fabricada em maior escala, levando o médico a fundar a indústria que, até hoje, leva seu nome. Além do respirador, ele desenvolveu diversos outros aparelhos hospitalares. 



Em 2005, o presidente Luis Inácio Lula da Silva entregou-lhe o troféu Finep Inventor Inovador. Na ocasião, Takaoka ressaltou o fato de ambos serem torneiros mecânicos. Kentaro Takaoka faleceu em 2010


Até a década de 40 o Brasil importava equipamentos de anestesia, sendo a Kentaro Takaoka e a gaúcha Narcosul, fundada na mesma época por Alffonso Fortis e Flávio Pires, precursoras na fabricação local de equipamentos em anestesia . Em 1948 é fundada no Rio de Janeiro a Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Como conseqüência dos êxitos alcançados tanto na pesquisa como no desenvolvimento de novos equipamentos e toda uma geração de anestesiologistas realiza-se em 1954 o primeiro Congresso Brasileiro de Anestesiologia em São Paulo, com o II Congresso Latino Americano de Anestesiologia. Em 1960 o Dr. Zairo Eira Garcia Vieira representante e delegado oficial da Socieddae Brasileira de Anestesiologia no II Congresso Mundial de Anestesiologia foi eleito vice presidente da Federação Mundial de Sociedades de Anestesiologia (1956-1960) e o Brasil escolhido sede do II Congresso Mundial das Sociedades de Anestesiologia

A patente 66881 depositada no DNPI em janeiro de 1957 e concedida em outubro de 1963 é referente a uma nova válvula reguladora de gases para respiração artificial. A patente foi concedida nos Estados Unidos em US2996071 em 1961. Esta válvula permite um perfeito controle das frequências de fase inspiratória e expiratória sem contudo estar sujeita a inconvenientes de ordem mecânica que possam provocar uma diferença de pressão que não aquela prevista para determinado caso. A válvula reguladora de gases tem seu corpo constituído por uma caixa metálica cilíndrica a qual compreende duas meias partes superior e inferior unidas por uma rosca, sendo que suas extremidades contrapostas externas prendem uma membrana circular de borracha o diafragma da válvula. Este diafragma que divide o corpo interno desta em duas câmaras superior e inferior é guarnecida em seu perímetro central por dois discos metálicos, o de baixo provido de uma projeção cilíndrica oca que é passante numa perfuração central do diafragma e projetada verticalmente acima do plano desta e em cuja parte básica tem rosqueado o disco superior. Esta projeção aloja concentricamente em menor diâmetro uma pequena mola helicoidal em cuja extremidade superior tem solidário um pino rebaixado passante e livre através de uma perfuração central da face superior da citada projeção, além da qual tem fixo um cabeçote cilíndrico. Na posição de equilíbrio o disco ou a válvula fecha o orifício do ímã ou anel inferior injetando-se gás comprimido ou ar ou oxigênio pela entrada. A medida em que a pressão na câmara inferior vai aumentando é ela transmitida aos pulmões por meio do cano de saída efetuando-se assim a fase de inspiração. Com o aumento da pressão o diafragma é levado para cima, comprimindo a mola superior e tracionando a mola inferior até um ponto tal que esta tração vence a atração da válvula pelo ímã inferior passando a mencionada válvula a ser atraída pelo ímã superior. Nesse instante o injetor associado ao venturi passa a formar uma pressão negativa pelo orifício de aspiração através do qual passa todo o ar aspirado dos pulmões, assim efetuando a fase expiratória da respiração. A novidade deste respirador está no uso de ímãs de alnico V, desenvolvidos pelo IPT no final dos anos 50.

Referências:





quarta-feira, 29 de julho de 2020

#28 MU6402100 - APERFEIÇOAMENTO EM AGULHA DE COSER

MU6402100 - APERFEIÇOAMENTO EM AGULHA DE COSER

Depósito: 20/12/1984

Destaque: segundo lugar no VI Concurso do Inventor Nacional CEFET  Rio de Janeiro em 1998 

Inventor: João da Silva Garrote

Empresa: João da Silva Garrote (GO/BR)


A agulha facilita o manuseio no couro de animais e surgiu após conversar com um médico veterinário, que relatou dificuldade ao dar pontos em feridas. Com essa agulha, o fio fica dentro dela, não cria nenhuma dobra, não fica grosso, proporciona maior eficiência e não provoca tanto sofrimento ao animal. A invenção permite inserir a linha dentro do orifício da agulha com mais facilidade e recebeu o segundo lugar no VI Concurso do Inventor Nacional promovido pelo CEFET CSF Rio de Janeiro em dezembro de 1998 sob patrocínio da Petrobrás. O inventor possui diversos pedidos de patentes depositados no INPI: "minha preocupação e satisfação é apenas de inventar, criar e ser útil. As minhas patentes não foram, ainda, divulgadas e nem oferecidas ás indústrias. Realmente eu tenho dificuldade em negociá-las. Alguns sentem-se realizados em inventar e obter lucro. eu, apenas sinto-me realizado em inventar, criar e inovar. Se o dinheiro vier, será bem vindo".


Resumo MU6402100: Refere-se a disposição introduzida em agulha de coser de modo a facilitar a introdução da linha na mesma, sem prejudicar a eficiência da costura. O maior problema encontrado pelas pessoas que trabalham com costura é a colocação da linha na agulha, devido á deficiência visual e ao nervosismo destas pessoas. Visando minorar o porblema e proporcionar maior comodidade às costureiras foi desenvolvida o presente modelo de utilidade contendo no seu orifício (2), um corte oblíquo (1) e um sistema de fecho de pressão (3), que facilita sobremaneira a introdução da linha na agulha, não precisando mais ser enfiada da maneira tradicional. Desta forma a agulha passa livremente pelo tecido. A outra parede lateral que forma o orifício da agulha, onde não foi cortada, é mais grossa de maneira a suportar a linha quando do seu uso. A linha ao ser pressionada sobre a agulha, faz ceder o fecho de pressão, penetrando facilmente no seu orifício. Numa variante construtiva a figura 2 mostra que no fundo da agulha (1), onde forma o orifício (2) é feito um corte perpendicular ao fundo da agulha (1) e é prolongada a parede mais grossa do orifício de modo a formar o sistema de fecho de pressão que, ao ser pressionado, deixa facilmente a linha penetrar no orifício

Referências: 




terça-feira, 28 de julho de 2020

#27 USP / CRISTÁLIA PI0405842 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA ESTABILIZADA DE COMPOSTO FLÚOR-ÉTER PARA USO ANESTÉSICO

PI0405842 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA ESTABILIZADA DE COMPOSTO FLÚOR-ÉTER PARA USO ANESTÉSICO

Depósito: 29/07/2004

Destaque: Sevocris comercializado pela Cristália

Inventor: Ogari de Castro Pacheco, Elisa Mannochio de Souza Russo, Valter Freire Torres Russo, José Antonio Martins, Maria Alice Bockelmann, Simone Soares Rosatto

Empresa: USP  / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos (SP/BR)


Sevocris é um anestésico inalatório que tem como princípio ativo o sevoflurano. O Cristália foi o segundo laboratório do mundo a desenvolver o medicamento e a maior oferta proporcionou a queda no preço do produto e maior acesso da população a um anestésico de ponta. O Cristália já obteve patente para a composição do produto na Europa, México, Japão, China, Estados Unidos e Hong Kong. Além da composição, os pesquisadores do Cristália também desenvolveram processos para obtenção de sevoflurano e de seu intermediário sevoclorano, tendo já obtido patentes para estes processos nos Estados Unidos, México, Japão, China, Índia e Hong Kong.

Resumo PI0405842 A presente invenção tem como objetivo a estabilização de um composto flúor-éter contra a degradação proporcionada por substâncias ácidas. Os estabilizantes empregados são selecionados dentre compostos farmacêuticos apropriados e são utilizados no preparo de composições farmacêuticas estabilizadas de um composto flúor-éter. São também descritos método de estabilização de um composto flúor-éter e uso de agentes estabilizantes para impedir a degradação de um composto flúor-éter.

Referencias:




#26 USP / CRISTÁLIA PI0003386 - PRÓ-DROGAS ACEITÁVEIS E APLICAÇÃO TERAPÊUTICA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS OU DISFUNÇÕES MEDIADAS POR FOSFODIESTERASES

PI0003386 - PRÓ-DROGAS E SEUS SAIS FARMACÊUTICOS ACEITÁVEIS E APLICAÇÃO TERAPÊUTICA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS OU DISFUNÇÕES MEDIADAS POR FOSFODIESTERASES

Depósito: 08/08/2000

Destaque: Helleva comercializado pela Cristália

Inventor: Elisa Mannochio de Souza Russo, Valter Freire Torres Russo

Empresa: USP  / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos (SP/BR)


Helleva é um medicamento para tratar disfunção erétil que contém como princípio ativo carbonato de lodenafila, uma pró-droga dimérica desenvolvida pelo Cristália, sendo considerado o primeiro fármaco de origem sintética desenvolvida pelo Cristália, sendo considerado o primeiro fármaco de origem sintética desenvolvido integralmente no Brasil, desde a concepção até os estudos clínicos. O fármaco já foi patenteado nos Estados Unidos, Europa e Hong Kong.


Resumo PI0003386 : A presente invenção descreve a obtenção de novos compostos, sintetizados na forma de pró-drogas homodiméricas, heterodiméricas e/ou homo e heteromultiméricas, os quais apresentam atividade de inibição de fosofodiesterases, sendo úteis no tratamento de doenças e disfunções mediadas por esta classe de enzimas ou onde a inibição destas enzimas ocasione efeitos terapêuticos desejados. Estes compostos, sintetizados como pró-drogas, são ativados pelo organismo através de processos bioquímicos naturais, ativação esta que é efetivada via clivagem de suas pontes de ligação lábeis. A disponibilização das drogas ativas, derivadas destas pró-drogas, se faz de forma natural no organismo influindo positivamente em seus efeitos, aumentando a biodisponibilidade destas drogas ativas, incremento este que é acompanhado de menores efeitos colaterais, devido a menor degradação das drogas ativas pelo metabolismo pré-sistêmico.

Referências:




#25 USP / CRISTÁLIA PI0101486 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA DE USO TÓPICO CONTENDO HEPARINA PARA O TRATAMENTO DE LESÕES DE PELE

PI0101486 - COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA DE USO TÓPICO CONTENDO HEPARINA PARA O TRATAMENTO DE LESÕES DE PELE OU MUCOSAS CAUSADAS POR QUEIMADURAS

Depósito: 17/04/2001

Destaque: Alimax comercializado pela Cristália

Inventor: Elisa Mannochio de Souza Russo, Valter Freire Torres Russo (SP)

Empresa: USP  / Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos 


A presente invenção descreve novas composições farmacêuticas no tratamento de lesões de pele e/ou mucosas, novo uso terapêutico de compostos e uso das composições e compostos no tratamento de lesões que envolvam a pele e/ou mucosas, e/ou em terapias onde a regeneração ou o modelamento do crescimento de tecidos seja necessário. Particularmente estas composições farmacêuticas são indicadas para o tratamento de lesões ocasionadas por queimaduras. 


Resumo PI0101486 Alimax é um medicamento para o tratamento de queimaduras que tem como princípio ativo a heparina. A patente obtida nos Estados Unidos se refere a uma composição farmacêutica na forma de solução aquosa estéril que possui melhor aderência à lesão, apresentada em frascos com dispositivo aspersor que permite borrifar a dose apropriada à área da superfície afetada.

Referências: