terça-feira, 20 de janeiro de 2026

#255 UFSCAR 102013026583 MICROPARTÍCULAS MAGNÉTICAS DE SÍLICA POROSA E PROCESSO DE SÍNTESE

102013026583 MICROPARTÍCULAS MAGNÉTICAS DE SÍLICA POROSA E PROCESSO DE SÍNTESE

Depósito: 15/10/2013

Destaque:  comercializado pela Kopp Technologies.

Inventor:  FERNANDO MANUEL ARAÚJO MOREIRA / WILLIAN KOOP / RAQUEL DE LIMA CAMARGO GIORDANO

Titular:  FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (BR/SP)


O enfrentamento de um obstáculo tecnológico identificado durante o doutorado de Willian Kopp em biotecnologia resultou no desenvolvimento de um novo material inovador e na criação da empresa Kopp Technologies. Em 2010, durante sua pesquisa na UFSCar com apoio da FAPESP, Kopp buscava imobilizar enzimas para uso industrial por meio de adsorventes magnéticos. Contudo, os materiais disponíveis no mercado apresentavam baixa eficiência magnética, pouca estabilidade química e custos elevados, tornando-se inviáveis para aplicações industriais.

Diante desse cenário, o pesquisador redefiniu seu projeto e passou a desenvolver um novo adsorvente: uma micropartícula magnética de sílica porosa, capaz de suprir essa lacuna tecnológica. Antes mesmo de concluir a tese, em 2013, ele depositou o pedido de patente da tecnologia. Em seguida, associou-se ao administrador Maicon Vilabruna para estruturar o modelo de negócios da Kopp Technologies, formalizada em 2015, com a patente licenciada à empresa. Em 2016, a startup teve aprovado um projeto no programa PIPE/FAPESP, focado na inserção de diferentes grupos químicos na superfície das micropartículas, ampliando suas aplicações em processos de purificação industrial.

O projeto avançou rapidamente, superando metas iniciais e resultando no desenvolvimento e lançamento de diversos produtos. A tecnologia permite reduzir custos e etapas industriais, substituindo processos caros como centrifugação e filtração, além de oferecer vantagens econômicas frente a insumos importados.


William Kopp é Biotecnólogo Industrial especializado em bioprocessos com ênfase em Downstream. Conhecimento e experiência nas principais áreas da Biotecnologia, incluindo Biologia Molecular, Upstream e Downstream, 15 anos de experiência no desenvolvimento de processos para purificação de bioprodutos (proteínas e pequenas moléculas). Proficiência substancial em ferramentas de última geração para processamento a jusante, como Simulação de Cromatografia, Gêmeos Digitais, Plataformas de Alta Produtividade, Análise de Dados e DoE. Programador habilidoso em Python com ênfase em Análise de Dados e ferramentas de Aprendizado de Máquina aplicadas ao bioprocessamento. Diversos processos de purificação de bioprodutos foram desenvolvidos para grandes empresas. Willian tem experiência em gerenciar equipes multidisciplinares, além de planejar e gerenciar inovação.

A invenção refere-se ao desenvolvimento de micropartículas magnéticas de sílica porosa e a um processo específico para sua síntese, voltados a aplicações industriais, químicas e biotecnológicas. As micropartículas combinam um núcleo magnético com uma estrutura de sílica mesoporosa, resultando em um material que apresenta simultaneamente propriedades superparamagnéticas e alta área superficial. Essa combinação permite que as partículas sejam facilmente manipuladas por campos magnéticos externos, ao mesmo tempo em que oferecem grande capacidade de adsorção e funcionalização química.

O processo de síntese descrito na invenção possibilita a obtenção de partículas com distribuição de tamanho controlada, elevada resistência química e estabilidade térmica, características essenciais para uso repetido em ambientes industriais severos. A estrutura mesoporosa da sílica favorece a interação com diversas moléculas, ampliando a eficiência em processos de separação e purificação.

As micropartículas podem ser utilizadas na purificação de bioprodutos, como proteínas, enzimas e biomoléculas de interesse farmacêutico e alimentício, bem como na separação de compostos químicos em processos industriais. Também são adequadas para a imobilização de enzimas, aumentando a estabilidade, a reutilização e o controle de reações catalíticas.

Além disso, a invenção prevê aplicações no tratamento de efluentes, permitindo a remoção seletiva de contaminantes por adsorção e posterior recuperação magnética do material. Dessa forma, a tecnologia oferece uma solução eficiente, reutilizável e de alto desempenho para processos de separação, purificação e tratamento ambiental, com potencial de redução de custos operacionais e impacto ambiental.

Resumo: 102013026583 A presente invenção refere-se a micropartículas magnéticas de sílica porosa e ainda um processo para a síntese de referidas micropartículas para aplicação em processos industriais. Mais especificadamente, as micropartículas magnéticas da presente invenção são de sílica porosa apresentando alta resistência química, resistência a temperaturas elevadas, grande área de superfície, estrutura mesoporosa com propriedades superparamagnéticas e alta magnetização de saturação, as quais são capazes de atuar na purificação de bioprodutos, produtos químicos, imobilização de enzimas e tratamento de efluentes.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

#254 112015015039 TAMPA EM FORMA DE BLOCOS DE CONSTRUÇÃO, USO DE TAMPA, E, PROCESSO DE PRODUÇÃO DE TAMPA

112015015039 TAMPA EM FORMA DE BLOCOS DE CONSTRUÇÃO, USO DE TAMPA, E, PROCESSO DE PRODUÇÃO DE TAMPA

Depósito: 26/12/2013

Destaque:  O projeto recebeu um investimento de R$2 milhões, esteve entre os 76 selecionados para competir em uma votação popular realizada pelo Design Museum London

Inventor:  Claudio Patrick Vollers / Henry Jun Suzuki

Titular:  VILMA DA SILVA ARAUJO BAPTISTA (BR/RJ)





Tampas de garrafa com encaixes que permitem sua integração a blocos de montar de brinquedos, como Lego e Mega Bloks. Assim podem ser definidos os Clever Caps, uma inovação brasileira em design apresentada em abril de 2014 durante a 14ª Conferência da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), realizada em São Paulo. Desenvolvido pela Clever Pack, o produto foi exibido acoplado a garrafas de água mineral da Petrópolis Paulista, com lançamento previsto para junho daquele ano. “A ideia é dar uma segunda vida às tampas”, afirma Cláudio Patrick Vollers, um dos designers do projeto e sócio da Bauen Plásticos, empresa parceira da Clever Pack. O objetivo era impedir que ao menos uma parte da embalagem plástica, especificamente a tampa, fosse descartada ou encaminhada à reciclagem. “Ao atribuir uma nova função às tampas, reduzimos o descarte”, explica Henry Suzuki, consultor em propriedade intelectual e coinventor do produto. Em suas pesquisas, ele identificou mais de 30 projetos semelhantes registrados em bases de patentes ao redor do mundo, mas nenhum compatível com blocos de construção de brinquedos.



Além de servirem como tampas, os Clever Caps também podem ser utilizados como elementos de construção em brinquedos ou atividades artesanais. Após confirmar que as patentes da Lego já haviam expirado, Suzuki autorizou a Clever Pack a desenvolver sua primeira tampa de garrafa compatível com esse tipo de encaixe. Ao todo, sete patentes foram depositadas no Brasil. Em menos de três anos, o produto recebeu importantes prêmios internacionais, entre eles o iF Design Award, da Alemanha. O projeto, que contou com investimento de cerca de R$ 2 milhões, também esteve entre os 76 selecionados para uma votação popular promovida pelo Design Museum London. Para Vollers, “a indústria brasileira ainda precisa valorizar mais o design, que muitos empresários continuam enxergando como algo supérfluo”.

O montante investido pelos criadores até o momento foi significativo. Henry, que também atua como consultor em inovação, explica que não é possível calcular com exatidão o valor total aplicado no desenvolvimento do projeto. Para se ter uma noção, ele menciona que um molde de aço de pequeno porte, capaz de produzir apenas uma tampinha por ciclo, pode chegar a custar cerca de R$ 40 mil.

Com o objetivo de adquirir moldes maiores e, assim, aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos unitários, Henry e Cláudio recorreram à plataforma norte-americana de financiamento coletivo IndieGoGo. Ao longo de duas campanhas, conseguiram levantar aproximadamente US$ 4 mil. Embora o valor arrecadado tenha ficado bem abaixo da meta inicial, fixada em US$ 100 mil, o recurso obtido foi suficiente para dar continuidade ao projeto. “Estamos concluindo os moldes de maior capacidade, que permitem fabricar várias tampas simultaneamente. A partir disso, será possível produzir milhões de Clever Caps por mês”, projeta Henry.

Como parte das recompensas oferecidas nas campanhas de crowdfunding, foi prevista a doação de 30 mil tampinhas. Entre as instituições beneficiadas estão a Edisca, do Ceará, que atua na formação de jovens em situação de vulnerabilidade por meio da arte, e a Fraternidade Irmã Clara, em São Paulo, dedicada ao acolhimento e atendimento de pessoas com paralisia cerebral.




Henry Suzuki é Sócio Fundador e Diretor Geral da Axonal Consultoria Tecnológica, Titular da Cadeira nº 2 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, membro do Conselho Consultivo do FORTEC - Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia, membro da ABPI - Associação Brasileira da Propriedade Intelectual e da ASPI - Associação Paulista da Propriedade Intelectual. 

Graduado em Farmácia e Bioquímica pela FCF-USP, pós-graduado em Administração de Empresas pela ESPM. Também é inventor, com patentes concedidas em vários países e criações premiadas e reconhecidas no Brasil e no exterior. Ao longo de sua carreira realizou centenas de estudos de patenteabilidade, liberdade de operação e estudos de panorama tecnológico, tendo apoiado importantes projetos de inovação e atuou diretamente em suas estratégias de proteção intelectual, incluindo, mas não se limitando à construção de patentes relevantes. 

Desde 2011 tem se dedicado a disseminar conhecimentos sobre inovação e propriedade intelectual, com a realização de cursos e treinamentos em todas as 27 unidades federativas, em parceria ou sob convite de renomadas universidades e institutos de pesquisa, bem de como organizações como OMPI, ABPI, ABAPI, ANPEI, FORTEC, entre outras. 

Alguns dos prêmios e reconhecimentos que acumula são a Medalha Mérito Científico Farmacêutico (ACFB), a Comenda do Mérito Farmacêutico Paulista (CRF-SP), o Brazil Design Awards (Câmara Brasileira de Design) e o Designs of The Year (Design Museum, de Londres), além dos mais de 10 mil participantes em seus cursos e workshops e a liderança de iniciativas como o Tech Brazil Advocates e as redes Mentores do Brasil e Inovação & PI




Resumo: 112015015039 Tampa em forma de blocos de construção, compreendendo: uma parede lateral (1) provida de elemento de fixação da tampa à embalagem a ser tampada (14); uma superfície de topo (2) apresentando uma parede interna (2-i) e uma parede externa (2-e), uma base da tampa (3), um ou mais pinos machos (4) e um ou mais nichos fêmeas (5), com seus eixos longitudinais dispostos em direção essencialmente paralela à porção interna da parede lateral (1), em que tais um ou mais pinos machos (4) têm diâmetro externo (DE) de (4,8 ± 0,1) milímetros, de (6,5 ± 0,1) milímetros ou de (9,4 ± 0,2) milímetros e tais um ou mais nichos fêmeas (5) têm diâmetro interno (DI) de (4,8 ± 0,1) milímetros, de (6,5 ± 0,1) milímetros ou de (9,4 ± 0,2) milímetros, caracterizada pelo fato de que a base da tampa (3) tem recuos (9, 10, 11) na parede lateral (9), na forma de recortes (9), reentrâncias (10) ou estreitamento (11) ou combinações destes, permitindo que, em uso, a tampa seja assentada sobre uma superfície que tenha protuberâncias ou pinos que encaixam com a base da tampa (3).


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

#253 UFSCAR / USIMINAS PI0005482 PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE VIDRO NEGRO E VITROCERÂMICA ESCURA A PARTIR DE ESCÓRIA DE ACIARIA

PI0005482 PROCESSO PARA OBTENÇÃO DE VIDRO NEGRO E VITROCERÂMICA ESCURA A PARTIR DE ESCÓRIA DE ACIARIA

Depósito: 19/10/2000

Destaque:  A Usiminas comercializou 973 mil toneladas de escória de aciaria em 2010

Inventor:  Luis Augusto Marconi Scudeller / Eduardo Bellini Ferreira / Edgar Dutra Zanotto / Cátia Fredericci

Titular:  FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS - UFSCAR; (BR/SP) / USINAS SIDERÚRGICAS DE MINAS GERAIS S.A. - USIMINAS (BR/MG)



A Usiminas teve um pedido de patente para produção de vitrocerâmica a partir de escória siderúrgica concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). A vitrocerâmica é usada em revestimentos arquitetônicos e a empresa, maior produtora de aços planos do Brasil, estima um potencial de negócios anuais para a técnica de 20 milhões de dólares. A patente foi obtida após trabalho desenvolvido na década de 1990 pela equipe liderada pelo pesquisador Luís Augusto Marconi Scudeller. A pesquisa contou com parceria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O potencial de consumo de pisos fabricados a partir da escória de aciaria é de 400 mil metros quadrados anuais, segundo o pesquisador Eduardo Bellini, que participou do estudo com Edgar Zanotto e Cátia Fredericci, todos da UFSCar. Segundo os pesquisadores, cada tonelada de escória siderúrgica, subproduto da produção de aço que também pode ser usado na produção de cimento, pode resultar em 1,5 a 2 toneladas de vitrocerâmica. A Usiminas comercializou 973 mil toneladas de escória de aciaria em 2010, geradas pelas usinas de Ipatinga (MG) e de Cubatão (SP).

A invenção consiste em um processo industrial para transformar a escória de aciaria, um resíduo poluente da produção de aço, em materiais de alto valor agregado: vidro negro e vitrocerâmica escura. O método aproveita as propriedades químicas do rejeito para criar revestimentos resistentes que dispensam o uso de corantes artificiais. Atualmente, a escória de aciaria representa um sério problema ambiental e logístico para as siderúrgicas, ocupando grandes áreas de descarte. Diferente da escória de alto-forno, que já é usada no cimento, a de aciaria carecia de uma aplicação tecnológica nobre que absorvesse seu volume expressivo (cerca de 90kg por tonelada de aço produzido).

A grande inovação deste processo é a eliminação de agentes escurecedores e nucleantes externos, pois os próprios óxidos presentes na escória (como ferro e manganês) já conferem a cor negra brilhante e facilitam a cristalização. Os principais passos do método incluem: Ajuste da Composição: Adição de sílica (SiO2) e fundentes (como areia ou cacos de vidro reciclados) para garantir a formação do vidro. Oxidação Prévia: O aquecimento da escória antes da fusão converte o ferro em Fe3+  , o que evita a cristalização descontrolada e melhora a qualidade do produto final. Tratamento Térmico: Para obter a vitrocerâmica, o vidro negro passa por duas etapas de temperatura — uma para a formação de núcleos de cristais (500°C a 750°C) e outra para o seu crescimento (600°C a 900°C).

O material resultante possui alta resistência mecânica e resistência a ataques químicos (ácidos e básicos). Esteticamente, após o polimento, a vitrocerâmica adquire um aspecto espelhado semelhante a pedras naturais como mármore e granito. Suas principais aplicações incluem: Construção Civil: Pisos, azulejos e revestimentos de fachadas. Arquitetura e Decoração: Pastilhas auto-sustentáveis e peças decorativas. Indústria: Revestimentos industriais e comerciais de alta durabilidade.



Resumo: PI0005482 O processo descreve a obtenção de vidro negro e vitrocerâmica escura com a utilização de escória de aciaria como matéria-prima principal, com formulações contendo proporções de SiO~ 2~ tão baixas quanto 30% em peso na composição final, mediante ajustes em sua composição química e sua oxidação prévia. Para o vidro negro, o processo elimina a etapa de adição de agentes escurecedores existente nos processos convencionais e possibilita sua obtenção mesmo sem nenhuma adição de material fundente. O vidro obtido apresenta coloração escura, negra brilhante, bastante uniforme. O processo também elimina a adição de agentes nucleantes e agentes escurecedores para a fabricação de vitrocerâmica escura, obtendo-se um produto de brilho vítreo, espelhado, à semelhança de pedras polidas, e características químicas e físicas, dentro das especificações exigidas, compatíveis com as necessidades de mercado. Esse tipo de material tem grande aplicação como revestimento em construções civis, tanto em pisos como em fachadas.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

#252 IFBA 102024010097 REATOR FOTOELETROQUÍMICO EM "U" CATALISADO COM GRAFENO VEGETAL E PROCESSO DE PRODUÇÃO DE H2 E O2 DE ALTA PUREZA

102024010097 REATOR FOTOELETROQUÍMICO EM "U" CATALISADO COM GRAFENO VEGETAL E PROCESSO DE PRODUÇÃO DE H2 E O2 DE ALTA PUREZA

Depósito: 21/05/2024

Destaque:  I Prêmio Campus Salvador de Pesquisa e Extensão, edição 2023

Inventor:  FRANCISLEI SANTA ANNA SANTOS

Titular:  INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA - IFBA (BR/BA)




Vencedor na categoria docente do I Prêmio Campus Salvador de Pesquisa e Extensão, edição 2023, Francislei Santos ainda colhe os frutos de suas investigações científicas. Criador do primeiro reator fotoeletroquímico em formato de letra U do mundo, o invento foi apresentado no Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (CONTECC) também em 2023, tendo sido selecionado entre mais de 100 trabalhos inscritos, recorda o docente. A tecnologia utiliza grafeno vegetal e luz solar para viabilizar a produção de hidrogênio verde (H₂V) e oxigênio verde (O₂V) de alta pureza. A partir dela, explica Francislei, não é necessário o uso de membranas, o que ajuda na redução de custos e torna a ideia uma alternativa sustentável para o setor energético. Segundo Francislei: "Minha inspiração para desenvolver o reator fotoeletroquímico em "U" surgiu de maneira inesperada. Em 2015, publiquei um pedido de patente para um reator que produz hidrogênio a partir da urina humana, utilizando uma placa fotovoltaica. A ideia nasceu da observação da capacidade da energia solar de se converter em energia química. Já em 2023, ao adicionar grafeno vegetal ao processo, percebi que estava diante de algo inédito. Essa descoberta abriu novas perspectivas para a produção de hidrogênio verde, possibilitando avanços significativos no setor energético sustentável [...] As principais vantagens incluem: operação em temperatura ambiente, reduzindo os custos operacionais; uso de catalisador de grafeno vegetal, desenvolvido com tecnologia 100% brasileira; ausência de membranas, simplificando o processo de produção; utilização de energia renovável, aproveitando luz solar como fonte primária. Essa tecnologia pode ser aplicada na produção de combustíveis, fabricação de aço, síntese de polímeros, entre outras indústrias estratégicas".



Francislei é Doutor em engenharia de biomateriais pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia de Biomateriais (PPGBIOMAT) pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Francislei se capacitou também no Green Hydrogen Course da Universidade Técnica de Colônia (TH Köln), e coleciona um título de Doutor Honoris Causa em Engenharia Química e Industrial pela Emill Brunner University além de prêmios como o Ozires Silva.


Resumo: 102024010097 Reator Fotoeletroquímico em U catalisado com grafeno vegetal e processo de produção de gás hidrogênio (H2) e gás oxigênio (O2) de alta pureza e baixo carbono, constituinte de um sistema de reator eletrolítico para a produção de gás HIDROGÊNIO VERDE SUSTENTÁVEL DE BAIXO CARBONO. O invento é caracterizado por conter uma placa fotovoltaica (A1) e uma célula fotoeletroquímico em U (A5), catalisado com grafeno vegetal (A6) em suspensão hidroalcoólica. O sistema contém dois eletrodos inertes de grafita natural (A4) imersos no eletrólito (A6). O reator em U inclui dois compartimentos de descarga dos gases (A3) em ângulo O igual a 45º com a horizontal do plano YX. O produto em U contém um estabilizador estacionário (A7) é alimentado continuamente com energia renovável conectado via condutores elétricos (A2). O invento também é um processo de produção de H2 e O2 (A3) de alta pureza. O processo opera em Condição Normal de Temperatura e Pressão - CNTP, baixo custo energético e operacional. As anterioridades do invento são os pedidos BR102015032448-0 e BR102016012475-1 do mesmo autor. Indica-se que a presente invenção se refere ao campo da engenharia química e sustentabilidade. Mais especificamente, trata- se de um reator fotoeletroquímico em U que utiliza grafeno vegetal para produção de H2 e O2 de alta pureza e baixo carbono, com aplicações em descarbonização industrial nos setores têxtil, biomedicina, saúde, agricultura, industrial, eletrônicos, ambiental e energia (...).


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

#251 UFT 102018071298 USO DE EXTRATO DE CHIOCOCCA ALBA (L.) CONTRA VÍRUS DA DENGUE

102018071298 USO DE EXTRATO DE CHIOCOCCA ALBA (L.) CONTRA VÍRUS DA DENGUE

Depósito: 16/10/2018

Destaque:  licenciado para Inovafhytos Cerrado Ltda

Inventor:  JAQUELINE CIBENE MOREIRA BORGES / ALEX SANDER RODRIGUES CANGUSSU / RAIMUNDO WAGNER DE SOUZA AGUIAR / CRISTIANO BUENO DE MORAES

Titular:  FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS (BR/TO)


A Universidade Federal do Tocantins (UFT) firmou um contrato de licenciamento exclusivo de uma tecnologia patenteada voltada ao uso de extrato da planta Chiococca alba com efeito antiviral contra o vírus da dengue. A tecnologia foi desenvolvida no Câmpus de Gurupi e está protegida pela patente BR 10 2018 071298-5, concedida pelo Inpi em outubro de 2023. A licença foi concedida à startup Inovafhytos Cerrado Ltda, selecionada por oferta tecnológica pública, seguindo o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. O contrato garante à empresa o direito exclusivo de exploração comercial da tecnologia em todo o território nacional.

A Inovafhytos Cerrado é uma spin-off acadêmica da UFT, formada por pesquisadora e docente da instituição. A tecnologia resulta de pesquisa de doutorado realizada no âmbito da Rede Bionorte, integrando pós-graduação, pesquisa científica e inovação. O licenciamento visa à aplicação da tecnologia no desenvolvimento de fitoterápicos antivirais, como cápsulas e comprimidos, com foco no combate à dengue. A iniciativa reforça o uso sustentável da biodiversidade e a bioeconomia regional.

O processo foi conduzido pela Agência de Inovação da UFT (Inovato), consolidando a universidade como instituição estratégica na transferência de tecnologia. Trata-se do segundo licenciamento formal da UFT e o primeiro envolvendo patente concedida com exclusividade, representando avanço institucional e fortalecimento do ecossistema de inovação no Tocantins.



Jaqueline Cibene Moreira Borges possui graduação em Farmácia Generalista pelo Centro Universitário do Estado do Pará (2007), especialização em Farmacologia Clínica (2008), mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Pará (2009), com ênfase em fármacos e medicamentos, e doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia pela Universidade Federal do Tocantins (2018). É docente permanente dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade de Gurupi (UnirG), vinculada ao Mestrado em Educação Social e ao Mestrado em Biociências e Saúde. Atua nas áreas de Farmácia e Biotecnologia, com experiência em farmacologia, fitoquímica, química de produtos naturais, fitomedicamentos e desenvolvimento tecnológico em saúde. Possui expertise em bioprospecção de plantas medicinais, isolamento de substâncias bioativas, padronização de extratos e realização de ensaios farmacológicos pré-clínicos, com foco em inovação e aplicação tecnológica. Durante o doutorado e em pesquisas subsequentes, desenvolveu estudos com espécies vegetais nativas do Cerrado brasileiro, resultando em patentes de invenção concedidas e em processos de transferência tecnológica institucional, com aplicações nas áreas antiviral, inseticida e repelente, especialmente voltadas ao enfrentamento da dengue, tendo recebido premiação nacional em inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira (Prêmio Pio Corrêa, Categoria Master, 2023).

A invenção refere-se ao uso do extrato da planta Chiococca alba (L.) como agente antiviral contra o vírus da dengue, especificamente o sorotipo DENV-2, com aplicação na indústria farmacêutica e potencial uso no Sistema Único de Saúde. A tecnologia propõe o desenvolvimento de um fitomedicamento a partir do extrato hexânico das raízes da planta, obtido por processo controlado de extração, concentração e secagem, demonstrando atividade antiviral significativa sem apresentar citotoxicidade em células BHK-21. Ensaios laboratoriais mostraram redução relevante do título viral por meio do método de redução da formação de placas de lise, comparando-se de forma favorável a fármacos antivirais de referência, como a ribavirina. A composição química do extrato foi caracterizada por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa, identificando diferentes compostos orgânicos voláteis associados à atividade antiviral. A invenção contempla a formulação do extrato em composições farmacêuticas orais, como cápsulas e comprimidos, inclusive de liberação controlada ou prolongada, utilizando excipientes farmacologicamente inativos. O diferencial tecnológico reside no uso de um extrato vegetal seco, de origem natural e associado à biodiversidade brasileira, oferecendo alternativa inovadora, segura e eficaz para o tratamento antiviral da dengue, em um contexto de ausência de terapias específicas amplamente disponíveis, contribuindo para a bioeconomia, a inovação em fitoterápicos e o enfrentamento de um relevante problema de saúde pública

Resumo: 102018071298 USO DE EXTRATO DE Chiococca Alba (L.) CONTRA VÍRUS DA DENGUE descreve a atividade antiviral do extrato hexânico de Chiococca Alba (L.) contra o vírus da DENV-2 (cepa ACS46). A inexistência de uma vacina licenciada ou terapia antiviral contra o vírus da dengue tem motivado a busca por produtos naturais com atividade antiviral. O extrato hexânico após extração por Soxhlet foi realizado o ensaio de citotoxicidade e atividade antidengue. No ensaio antidengue, o extrato hexânico com 6.25µg/µL apresentou uma redução no título viral de ¿ 39%. O composto sintético antidengue, ribavirina, nas concentrações de 11.6ug/uL,17.8ug/uL, 36.6ug/uL, 73.2ug/uL, 146.5ug/uL, apresentou porcentagem de inibição da carga viral 12,90%, 17,74/%, 25%, 29,84% e 49,19% respectivamente. A presente invenção comprova que o extrato hexânico de C. Alba pode ser potencialmente usado para controlar os títulos de vírus DENV-2 sem exibir citotoxicidade para células BHK-21. Em particular, o extrato hexânico de C. Alba que foi identificado como o mais promissor agente antiviral contra o DENV-2. Dessa forma, formulações antivirais de origem vegetal na forma de cápsulas e comprimidos são eficazes e seguras para o tratamento da dengue.