quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

#252 IFBA 102024010097 REATOR FOTOELETROQUÍMICO EM "U" CATALISADO COM GRAFENO VEGETAL E PROCESSO DE PRODUÇÃO DE H2 E O2 DE ALTA PUREZA

102024010097 REATOR FOTOELETROQUÍMICO EM "U" CATALISADO COM GRAFENO VEGETAL E PROCESSO DE PRODUÇÃO DE H2 E O2 DE ALTA PUREZA

Depósito: 21/05/2024

Destaque:  I Prêmio Campus Salvador de Pesquisa e Extensão, edição 2023

Inventor:  FRANCISLEI SANTA ANNA SANTOS

Titular:  INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA - IFBA (BR/BA)




Vencedor na categoria docente do I Prêmio Campus Salvador de Pesquisa e Extensão, edição 2023, Francislei Santos ainda colhe os frutos de suas investigações científicas. Criador do primeiro reator fotoeletroquímico em formato de letra U do mundo, o invento foi apresentado no Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (CONTECC) também em 2023, tendo sido selecionado entre mais de 100 trabalhos inscritos, recorda o docente. A tecnologia utiliza grafeno vegetal e luz solar para viabilizar a produção de hidrogênio verde (H₂V) e oxigênio verde (O₂V) de alta pureza. A partir dela, explica Francislei, não é necessário o uso de membranas, o que ajuda na redução de custos e torna a ideia uma alternativa sustentável para o setor energético. Segundo Francislei: "Minha inspiração para desenvolver o reator fotoeletroquímico em "U" surgiu de maneira inesperada. Em 2015, publiquei um pedido de patente para um reator que produz hidrogênio a partir da urina humana, utilizando uma placa fotovoltaica. A ideia nasceu da observação da capacidade da energia solar de se converter em energia química. Já em 2023, ao adicionar grafeno vegetal ao processo, percebi que estava diante de algo inédito. Essa descoberta abriu novas perspectivas para a produção de hidrogênio verde, possibilitando avanços significativos no setor energético sustentável [...] As principais vantagens incluem: operação em temperatura ambiente, reduzindo os custos operacionais; uso de catalisador de grafeno vegetal, desenvolvido com tecnologia 100% brasileira; ausência de membranas, simplificando o processo de produção; utilização de energia renovável, aproveitando luz solar como fonte primária. Essa tecnologia pode ser aplicada na produção de combustíveis, fabricação de aço, síntese de polímeros, entre outras indústrias estratégicas".



Francislei é Doutor em engenharia de biomateriais pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia de Biomateriais (PPGBIOMAT) pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Francislei se capacitou também no Green Hydrogen Course da Universidade Técnica de Colônia (TH Köln), e coleciona um título de Doutor Honoris Causa em Engenharia Química e Industrial pela Emill Brunner University além de prêmios como o Ozires Silva.


Resumo: 102024010097 Reator Fotoeletroquímico em U catalisado com grafeno vegetal e processo de produção de gás hidrogênio (H2) e gás oxigênio (O2) de alta pureza e baixo carbono, constituinte de um sistema de reator eletrolítico para a produção de gás HIDROGÊNIO VERDE SUSTENTÁVEL DE BAIXO CARBONO. O invento é caracterizado por conter uma placa fotovoltaica (A1) e uma célula fotoeletroquímico em U (A5), catalisado com grafeno vegetal (A6) em suspensão hidroalcoólica. O sistema contém dois eletrodos inertes de grafita natural (A4) imersos no eletrólito (A6). O reator em U inclui dois compartimentos de descarga dos gases (A3) em ângulo O igual a 45º com a horizontal do plano YX. O produto em U contém um estabilizador estacionário (A7) é alimentado continuamente com energia renovável conectado via condutores elétricos (A2). O invento também é um processo de produção de H2 e O2 (A3) de alta pureza. O processo opera em Condição Normal de Temperatura e Pressão - CNTP, baixo custo energético e operacional. As anterioridades do invento são os pedidos BR102015032448-0 e BR102016012475-1 do mesmo autor. Indica-se que a presente invenção se refere ao campo da engenharia química e sustentabilidade. Mais especificamente, trata- se de um reator fotoeletroquímico em U que utiliza grafeno vegetal para produção de H2 e O2 de alta pureza e baixo carbono, com aplicações em descarbonização industrial nos setores têxtil, biomedicina, saúde, agricultura, industrial, eletrônicos, ambiental e energia (...).


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

#251 UFT 102018071298 USO DE EXTRATO DE CHIOCOCCA ALBA (L.) CONTRA VÍRUS DA DENGUE

102018071298 USO DE EXTRATO DE CHIOCOCCA ALBA (L.) CONTRA VÍRUS DA DENGUE

Depósito: 16/10/2018

Destaque:  licenciado para Inovafhytos Cerrado Ltda

Inventor:  JAQUELINE CIBENE MOREIRA BORGES / ALEX SANDER RODRIGUES CANGUSSU / RAIMUNDO WAGNER DE SOUZA AGUIAR / CRISTIANO BUENO DE MORAES

Titular:  FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS (BR/TO)


A Universidade Federal do Tocantins (UFT) firmou um contrato de licenciamento exclusivo de uma tecnologia patenteada voltada ao uso de extrato da planta Chiococca alba com efeito antiviral contra o vírus da dengue. A tecnologia foi desenvolvida no Câmpus de Gurupi e está protegida pela patente BR 10 2018 071298-5, concedida pelo Inpi em outubro de 2023. A licença foi concedida à startup Inovafhytos Cerrado Ltda, selecionada por oferta tecnológica pública, seguindo o Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação. O contrato garante à empresa o direito exclusivo de exploração comercial da tecnologia em todo o território nacional.

A Inovafhytos Cerrado é uma spin-off acadêmica da UFT, formada por pesquisadora e docente da instituição. A tecnologia resulta de pesquisa de doutorado realizada no âmbito da Rede Bionorte, integrando pós-graduação, pesquisa científica e inovação. O licenciamento visa à aplicação da tecnologia no desenvolvimento de fitoterápicos antivirais, como cápsulas e comprimidos, com foco no combate à dengue. A iniciativa reforça o uso sustentável da biodiversidade e a bioeconomia regional.

O processo foi conduzido pela Agência de Inovação da UFT (Inovato), consolidando a universidade como instituição estratégica na transferência de tecnologia. Trata-se do segundo licenciamento formal da UFT e o primeiro envolvendo patente concedida com exclusividade, representando avanço institucional e fortalecimento do ecossistema de inovação no Tocantins.



Jaqueline Cibene Moreira Borges possui graduação em Farmácia Generalista pelo Centro Universitário do Estado do Pará (2007), especialização em Farmacologia Clínica (2008), mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Pará (2009), com ênfase em fármacos e medicamentos, e doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia pela Universidade Federal do Tocantins (2018). É docente permanente dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade de Gurupi (UnirG), vinculada ao Mestrado em Educação Social e ao Mestrado em Biociências e Saúde. Atua nas áreas de Farmácia e Biotecnologia, com experiência em farmacologia, fitoquímica, química de produtos naturais, fitomedicamentos e desenvolvimento tecnológico em saúde. Possui expertise em bioprospecção de plantas medicinais, isolamento de substâncias bioativas, padronização de extratos e realização de ensaios farmacológicos pré-clínicos, com foco em inovação e aplicação tecnológica. Durante o doutorado e em pesquisas subsequentes, desenvolveu estudos com espécies vegetais nativas do Cerrado brasileiro, resultando em patentes de invenção concedidas e em processos de transferência tecnológica institucional, com aplicações nas áreas antiviral, inseticida e repelente, especialmente voltadas ao enfrentamento da dengue, tendo recebido premiação nacional em inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira (Prêmio Pio Corrêa, Categoria Master, 2023).

A invenção refere-se ao uso do extrato da planta Chiococca alba (L.) como agente antiviral contra o vírus da dengue, especificamente o sorotipo DENV-2, com aplicação na indústria farmacêutica e potencial uso no Sistema Único de Saúde. A tecnologia propõe o desenvolvimento de um fitomedicamento a partir do extrato hexânico das raízes da planta, obtido por processo controlado de extração, concentração e secagem, demonstrando atividade antiviral significativa sem apresentar citotoxicidade em células BHK-21. Ensaios laboratoriais mostraram redução relevante do título viral por meio do método de redução da formação de placas de lise, comparando-se de forma favorável a fármacos antivirais de referência, como a ribavirina. A composição química do extrato foi caracterizada por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa, identificando diferentes compostos orgânicos voláteis associados à atividade antiviral. A invenção contempla a formulação do extrato em composições farmacêuticas orais, como cápsulas e comprimidos, inclusive de liberação controlada ou prolongada, utilizando excipientes farmacologicamente inativos. O diferencial tecnológico reside no uso de um extrato vegetal seco, de origem natural e associado à biodiversidade brasileira, oferecendo alternativa inovadora, segura e eficaz para o tratamento antiviral da dengue, em um contexto de ausência de terapias específicas amplamente disponíveis, contribuindo para a bioeconomia, a inovação em fitoterápicos e o enfrentamento de um relevante problema de saúde pública

Resumo: 102018071298 USO DE EXTRATO DE Chiococca Alba (L.) CONTRA VÍRUS DA DENGUE descreve a atividade antiviral do extrato hexânico de Chiococca Alba (L.) contra o vírus da DENV-2 (cepa ACS46). A inexistência de uma vacina licenciada ou terapia antiviral contra o vírus da dengue tem motivado a busca por produtos naturais com atividade antiviral. O extrato hexânico após extração por Soxhlet foi realizado o ensaio de citotoxicidade e atividade antidengue. No ensaio antidengue, o extrato hexânico com 6.25µg/µL apresentou uma redução no título viral de ¿ 39%. O composto sintético antidengue, ribavirina, nas concentrações de 11.6ug/uL,17.8ug/uL, 36.6ug/uL, 73.2ug/uL, 146.5ug/uL, apresentou porcentagem de inibição da carga viral 12,90%, 17,74/%, 25%, 29,84% e 49,19% respectivamente. A presente invenção comprova que o extrato hexânico de C. Alba pode ser potencialmente usado para controlar os títulos de vírus DENV-2 sem exibir citotoxicidade para células BHK-21. Em particular, o extrato hexânico de C. Alba que foi identificado como o mais promissor agente antiviral contra o DENV-2. Dessa forma, formulações antivirais de origem vegetal na forma de cápsulas e comprimidos são eficazes e seguras para o tratamento da dengue.